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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sagrado: liberdade de expressão segundo judaísmo

Sagrado: liberdade de expressão segundo judaísmo


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sábado, 28 de junho de 2008

Religion Past and Present: Encyclopedia of Theology and Religion: Volume 1: A – Bhu

Religion Past and Present: Encyclopedia of Theology and Religion: Volume 1: A – Bhu
Betz, Hans Dieter, Don Browning, Bernd Janowski and Eberhard Jüngel, editors
Leiden: Brill, 2007
Description:
Truly worldwide in its coverage, this English version of the 4th edition of the RGG, makes this gold standard of encyclopedias accessible to the English-speaking world. Taking into account the latest research developments, it offers a wide-ranging and multi-denominational approach to all aspects of the study of religion and theology.
Subjects: Methods, Theological Approaches, Comparative Religion

Review by Dirk van der Merwe
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Published 6/21/2008



quarta-feira, 11 de junho de 2008

The Destructive Power of Religion: Violence in Judaism, Christianity, and Islam

Ellens, J. Harold, editor
Westport, Conn.: Praeger, 2007

Description: Hailed in reviews as "unsettling but thought-provoking," "compelling," and "critical coverage," the set from which these chapters were drawn has a core theme that demonstrates the three major religions share the ancient notion that history and the human soul are caught in a cosmic conflict between good and evil, or God and devil, which cannot be resolved without violence, a cataclysmic final solution such as the extermination of nations, the execution of humans, or even the death of God's own son. As Archbishop Desmond Tutu wrote, "This is a groundbreaking work with tremendous insight."

Subjects: Methods, Theological Approaches, Ethics

Review by Jan Willem van Henten
Read the Review
Published 5/31/2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Veja como disputas religiosas provocam guerras e moldam mapa do mundo

da Folha Online, em 10/03/2008.

Atualmente, vários países vivem intensos conflitos religiosos. No Iraque, ataques suicidas de homens-bombas motivados por princípios do fundamentalismo islâmico. Outro exemplo é a Nigéria que em 2006 teve um confronto entre cristãos e mulçumanos que resultou na morte de 150 pessoas em apenas uma semana. Mas não é de hoje que este problema assola o mundo. As Cruzadas, por exemplo, aconteceram do século 6 ao 8 e tinham como objetivo impor o cristianismo na Terra Santa (Palestina).

"O Atlas das Religiões", da Publifolha, mapeia as tensões históricas no mundo e mostra as nações que sofreram perseguições religiosas.

Leia abaixo trecho do livro sobre os conflitos religiosos.

CONFLITOS E TENSÕES
Uma das acusações mais comuns que feitas às religiões é que elas causam mais violência do que paz. Por essa óptica, o mundo seria um lugar melhor sem elas e suas rixas. Há alguma verdade nisso. As divisões religiosas atravessam continentes e épocas e ainda hoje influenciam a política, a economia e as comunidades. Debates históricos, guerras, lutas e disputas internas criaram os mapas contemporâneos do mundo e o fizeram de modo que poucos se deram conta. Por exemplo, a União Européia, "cristã", surgiu da vivência das invasões muçulmanas nos séculos 14-17 e da ocupação de parte da Europa oriental pelo islã até o século 20. Os violentos conflitos no Iraque têm suas raízes na dissidência entre muçulmanos sunitas e xiitas, no século 7o, e lutas no Sudão, Etiópia e Nigéria remontam em certas áreas ao século 100.

A violência, contudo, não vem apenas do lado da religião. Nos últimos cem anos, as principais religiões foram mais perseguidas do que em qualquer outro período histórico. E, na maioria dos casos, trata-se não de religião perseguindo religião, mas de ideologia perseguindo religião. Isso abrange desde as investidas da revolução socialista de 1924 no México contra o poder, as terras e, por fim, o clero e os edifícios da Igreja Católica até as agressões aos bahaístas no Irã a partir da década de 1970, passando pela repressão a todas as religiões na URSS, pelo extermínio dos judeus no nazismo e pela agressão maciça a toda religiosidade na China da Revolução Cultural.

Infelizmente, as zonas de tensão se mantêm: à medida que as religiões se recuperam da perseguição, alguns reiniciam suas próprias perseguições. Entretanto, o tempo e a vivência dos últimos cem anos, mais o impacto dos movimentos ecumênicos e multiconfessionais, começaram a mudar muitos grupos religiosos, e, nesses casos, as velhas divisões e inimizades foram se desvanecendo.

Divisões históricas, várias delas com séculos de existência, criadas por diferenças na crença e na prática religiosa, estão na origem de muitas das tensões e conflitos atuais. No Iraque, a cisão entre sunitas e xiitas, remontando à segunda metade do século 7, nutre a guerra civil que tanto afeta o país desde a queda de Saddam Hussein (2003). A tensa linha divisória entre o islã e a cristandade na Europa oriental e no Cáucaso é ilustrada pela controversa candidatura turca à União Européia. E a cisão entre católicos, luteranos e russo-ortodoxos ainda repercute na Europa e na Rússia.

Algumas linhas divisórias, como o litoral suaíli (África oriental), se tornaram mais regiões de diferença cultural que fontes de tensão. Já outros choques, muito antigos, como entre cristãos, hindus e muçulmanos na Indonésia, ressurgiram onde, poucos anos atrás, essas comunidades viviam lado a lado.

Perseguição religiosa
A religião é freqüentemente criticada com o argumento de que a maioria das guerras surge de tensões e discordâncias confessionais. Isso pode ter sido verdade nos séculos passados (embora tal afirmação seja extremamente discutível), mas certamente não foi o caso nos últimos cem anos, quando a religião é que se viu violentamente perseguida por ideologias temporais. O comunismo, o fascismo, o socialismo e o nacionalismo, todos eles, encararam a religião como a maior ameaça ao projeto que tinham para criar novas sociedades, pois em muitos casos era ela um importante acessório do regime que os revolucionários queriam derrubar. Em conseqüência, deu-se uma investida sem precedentes contra edifícios religiosos, clérigos e fiéis.

Com o colapso daquelas ideologias e a recuperação de muitas religiões em várias partes do mundo, tem ocorrido um grande aumento da violência, dos ataques e das guerras de motivação religiosa.

O marxismo afirmava que, com o advento do socialismo e do comunismo, "a religião definharia e morreria". Na realidade, aconteceu o inverso: foram as ideologias que definharam, ainda que ao custo de dezenas de milhões de vidas. A religião sobreviveu e constituiu muitas vezes a inspiração para os movimentos de resistência que ajudaram a derrubar as ideologias. Da Igreja Católica na Polônia aos budistas no Camboja, passando pelos muçulmanos na Ásia central e pelos luteranos na Alemanha Oriental, ela permaneceu depois que os regimes coercivos se foram. Em muitos países, embora não tenha mais o mesmo papel que tinha antes de perseguições e mudanças sociais tão vastas, a religião voltou ao centro do palco para tentar desempenhar de novo seu papel na construção e manutenção de nações, povos e culturas.

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domingo, 27 de abril de 2008

As Religiões do Mundo

1 - Cristianismo: O cristianismo é a maior religião do mundo, com mais de 2,1 bilhões de seguidores e mais de 33 mil seitas. Um terço dos seres humanos pertence a alguma das seis grandes tradições cristãs.

1.1 - Tradições cristãs – % total de cristãos – 2006

  • Católicos – 49,5 %
  • Independentes – 19 %
  • Protestantes – 16,7 %
  • Ortodoxos – 16,7 %
  • Anglicanos – 3,6 %
  • Cristãos marginais – 1,5 %

1.2 – Catolicismo: A Igreja Católica é a maior das denominações cristãs, com mais de 1 bilhão.

Confira no quadro, o peso do catolicismo entre as principais religiões do mundo.

1.3 - Independentes: Uma das tendências que despontam no cristianismo é a expensão dos movimentos independentes. Sempre houve a histórica tradição de membros de uma Igreja a deixarem por causa de divergências sobre autoridade, estrutura ou modo de vida e formarem outros grupos cristãos. Com o tempo, muitos desses se tornaram correntes dominantes, caso do luteranismo ou do metodismo, por exemplo. Os “independentes” de hoje seguem aquela tradição na busca de uma autoridade e de um estilo de vida adequados às crenças e, muitas vezes, à identidade cultural e étnica deles. Algumas seitas na periferia do cristianismo organizado mais convencional são chamadas de “cristãos marginais”.

Contingente dos maiores movimentos independentes – 2006. Cerca de 19% de todos os cristãos são filiados a igrejas independentes – grupos que desenvolveram vida eclesiástica independente do cristianismo histórico organizado. Esse contingente passou de 348 milhões de fiéis em 1995 para quase 443 milhões em 2006.

  • Carismáticos das igrejas domésticas cristãs – 35,8 milhões
  • Batistas independentes – 27, 5 milhões
  • Pentecostais africanos independentes – 18,9 milhões
  • Carismáticos brancos – 17,5 milhões
  • Pentecostais brasileiros e portugueses – 15,9 milhões
  • Apostólicos africanos independentes – 13,5 milhões
  • Hindus que crêem em Jesus – 10,6 milhões
  • Africanos sionistas independentes – 10,1 milhões

2 - Islamismo: Há 1,34 bilhão de muçulmanos, ou 20% da população mundial. O islamismo é a religião oficial de 25 países.

3 – Hinduísmo: O hinduísmo é a terceira maior religião do mundo, com mais de 950 milhões de seguidores. Quase todos vivem na Ásia meridional, a maioria deles na Índia, onde são mais de 80% da população.

4 – Budismo: Mais de metade da população mundial vive em países nos quais o budismo é ou já foi dominante. Durante o século 20, o budismo foi mais reprimido do que em qualquer outra época. Os budistas constituem quase 6% da população mundial.

5 – Judaísmo: Há mais de 13 milhões de judeus no mundo, e mais de 5 milhões deles vivem em Israel.

5.1 – Onde estão os judeus: Participação dos países (%) na população judaica mundial – 2005

  • EUA – 40,5 %
  • Israel – 40,2 %
  • Outros – 5,1 %
  • França – 3,8 %
  • Canadá 2,9 %
  • Reino Unido – 2,3 %
  • Rússia – 1,8 %
  • Argentina – 1,4 %

6 – Siquismo: São 24 milhões de siques no mundo. Mais de 90% vivem na Índia, sobretudo no Punjab.

7 – Crenças Tradicionais: No mundo, há mais de 250 milhões de seguidores das chamadas crenças tradicionais. Existem também muitos que são membros de uma das grandes religiões e, ao mesmo tempo, continuam a manter crenças tradicionais locais.

8 – Novos Movimentos Religiosos: Novos movimentos religiosos são grupos religiosos ou espirituais não oficialmente reconhecidos como seitas nem Igrejas estabelecidas, mas a definição que se deve a dar a eles é dos temas mais controversos no campo dos estudos religiosos.

9 – Novos Começos: à medida que as religiões nativas se disseminaram, elas se fundiram com tradições encontradas pelo caminho. Outras tradições reviveram, criando novas identidades ou fortalecendo antigas.

10 – Indecisos e Descrentes: Mais de 10 % dos seres humanos dizem não seguir nenhuma religião. Muitos estão indecisos, mas alguns são ateus, que negam a existência de Deus.

Informações extraídas de:
O´BRIEN, Joanne e PALMER, Martin. O atlas das religiões. O mapeamento completo de todas as crenças. São Paulo: PubliFolha, 2008.

Veja mais em:


quarta-feira, 23 de abril de 2008

A ressurreição das religiões

por Henrique Rattner

Como explicar o ressurgimento das religiões e seus impactos na vida social e política neste início de século XXI, após e apesar dos séculos da Razão e do Iluminismo, os avanços das ciências físicas e biológicas, inclusive o evolucionismo de Darwin? Pode se alegar que as ciências não conseguiram explicar satisfatoriamente as origens o destino dos homens. Mas, apesar do aparente fracasso das ciências, também as religiões em suas mais diversas denominações, não conseguiram responder satisfatoriamente às questões existenciais, recorrendo todas elas à figura de um Deus onisciente e onipresente cuja existência dispensaria a comprovação empírica. Tanto George W. Bush quanto o papa Bento XVI falam da indiscutível necessidade de um "intelligent design" – concepção inteligente –, um conceito abstrato que não figura na percepção, cognição e interpretação do mundo dos bilhões de crentes de todas as religiões.

Se nas regiões menos desenvolvidas o fervor religioso ressurgiu como componente poderoso do despertar nacionalista e na luta contra o colonizador, o que dizer do renascimento das crenças religiosas no ocidente e sua expansão em progressão logarítmica, apesar da educação universal, pública e gratuita? Os pensadores iluministas pensaram que a modernidade – uma combinação de ciência, educação e democracia – acabaria com a necessidade da religião. É exatamente nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países latino-americanos e até nos países escandinavos que a expansão das variantes evangélicas têm mais progredido em seu recrutamento de fiéis e a instalação de novas igrejas e templos não pára de crescer. Estima-se que o número de evangélicos no mundo alcançou o número de 500 milhões e os movimentos de massas geralmente intolerantes e agressivos contra os "infiéis" estão presentes no Islã, entre os pentecostais evangélicos, em grau menor entre os católicos (vide a "Opus Dei") e entre as várias seitas de judeus as quais, desde conservadores até ultra-ortodoxos, se digladiam pelo "direito" de ser os verdadeiros representantes da vontade divina. Missionários de todas essas religiões percorrem o mundo, dispondo de recursos financeiros não desprezíveis e criam escolas nas quais transmitem e interpretam os ensinamentos de seus livros sagrados, exigindo a estrita observância dos preceitos e dos mandamentos divinos, sejam eles os "mulás" e "aiatolás" muçulmanos; os reverendos, bispos ou apóstolos evangélicos ou os rabinos lideres de certas seitas. O ato de cantar e rezar em conjunto por parte de milhares de correligionários tem efeitos profundos sobre a psicologia dos crentes, reforçando sua fé e confiança no poder sobrenatural e dando aos indivíduos o sentimento de pertencer a algo maior do que eles próprios.

A reação esboçada pelos defensores do pensamento racional e científico não chega ao alcance das massas, mesmo nos países desenvolvidos – onde poucos teriam lido o livro de Richard Dawkins, "The God Delusion" (A Ilusão de Deus) ou de Christopher Hitchens, "God is not Great – How Religion Poisons Everything" (Deus não é grande – como a religião envenena tudo).

Não é somente pelo fracasso da ciência em proporcionar respostas plausíveis às indagações e ansiedades existenciais que podemos explicar o retorno à fé religiosa. Nas inseguranças e incertezas do mundo atual, prenhe de crises econômicas, políticas e culturais, os indivíduos se sentem perdidos, desamparados e confusos, tendo perdido a confiança nos governos, nos partidos políticos e suas ideologias. O pensamento neoliberal, que exacerba o individualismo, a competição e o sucesso material e monetário como alvos supremos na luta existencial, ignora a necessidade do ser humano de ter um convívio harmonioso e solidário com os outros, sejam eles vizinhos, companheiros no trabalho ou cidadãos da mesma comunidade. A História humana é repleta de perseguições, lutas e guerras entre fiéis de diferentes religiões, também nos países hoje considerados desenvolvidos. As várias Cruzadas; as invasões mouras da Península Ibérica; guerras religiosas na Europa Central até meados do século XVI; a expulsão sangrenta dos Huguenotes da França no século XVIII; o conflito armado entre católicos e protestantes na Irlanda; as guerras contra minorias étnicas e religiosas no Ruanda, Nigéria, Sri Lanka, Chechênia, Afeganistão, Iraque e na Terra Santa entre israelenses e palestinos carregam um forte conteúdo religioso como justificativa da violência contra os "infiéis".

A tendência mundial para reintroduzir a religião ou o apoio divino nas relações entre os povos, culturas e sistemas políticos diferentes não deve surpreender os estudiosos da História e da Cultura. Sua ascensão no fim do século XX e no início do século XXI pode ser atribuída à falência das crenças seculares, partidos políticos e governos que os sustentam e que facilitaram a ascensão de teocracias, sobretudo no mundo islâmico. Mas, o fenômeno do renascer da religião é universal, inclusive na China comunista e na Rússia pós "socialismo real", e indica uma forte tendência ao pluralismo, não somente religioso como também político. A idéia de Bush de exportar a "democracia" na ponta dos fuzis resultou no maior fracasso político e militar de nossa época.

Os principais atores nos conflitos violentos, inclusive de atentados contra civis inocentes, estão sendo formados e treinados por pregadores fanáticos, indivíduos que não são funcionários, civis ou militares de seus países. Por isso, a separação entre Igreja e Estado, tal como a preconizou o chanceler Otto von Bismarck, na segunda metade do século XIX, na Alemanha, parece fundamental sobretudo para o sistema educacional, universal, secular e gratuito. Por outro lado, não cabe ao Estado interferir nas crenças e práticas religiosas de seus súditos, mesmo quando constituem minorias ou imigrantes. Por outro lado, não deve invadir a esfera pública, tal como acontece atualmente no Irã, em outros países islâmicos, inclusive em Israel. A separação entre essas duas instituições não é um processo fácil e pacífico, como demonstram entre outros, a tensão permanente na Turquia, onde parte da população prefere claramente manter e praticar os preceitos do Islã, enquanto outra procura manter a natureza secular do Estado cujo fundador, Kemal Attaturk, continua sendo venerado, sobretudo pelos militares. Jawarharlal Nehru, quando ascendeu à presidência da Índia, queria "varrer" as religiões organizadas que "sempre defendem a fé cega e reações, dogmas, superstição e exploração em nome da preservação de interesses tradicionais". Gamal Nasser, presidente do Egito após o golpe militar que derrubou a monarquia, defendeu posição semelhante, perseguindo a Irmandade Muçulmana. A componente religiosa, quando entra nos conflitos étnicos, raciais e políticos, torna seu equacionamento e solução mais difícil e complexa. Como proceder quando os dois contendedores reclamam a posse de um determinado território em nome do direito divino? Israelenses e palestinos bem agradeceriam um palpite!

Extraído de:
Revista Espaço Acadêmico, número 83, abril de 2008.

domingo, 20 de abril de 2008

As religiões hoje

As religiões hoje
Autor:
Albert Samuel
Editora:
Paulus
Sinopse:
Como pode alguém ser animista ou cristão, budista ou muçulmano, judeu ou hinduista? Por que alguém adere a uma seita? Este livro propõe a toda pessoa que forme opinião refletida sobre as religiões e sobre a maneira pela qual cada um responde essas às suas próprias questões.

domingo, 30 de março de 2008

Existem mais muçulmanos que católicos, diz Vaticano

Pela primeira vez na história, seguidores do islã são mais numerosos, segundo as contas da Igreja

CIDADE DO VATICANO - O islamismo ultrapassou o catolicismo romano como a maior denominação religiosa do mundo, disse o Vaticano no domingo.

O monsenhor Vittorio Formenti, que compilou a mais recente edição do relatório anual de estatísticas do Vaticano, disse que os muçulmanos formam 19,6% da população mundial, enquanto os católicos ficam com 17,4%.

"Pela primeira vez na história, não estamos mais no topo: os muçulmanos nos ultrapassaram", disse Formenti em entrevista ao jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, dizendo que os dados se referem ao ano de 2006.

Ele disse que, se todos grupos cristãos forem considerados, inclusive as igrejas ortodoxa, anglicana e protestante, então os cristãos formam 33% da população mundial, ou cerca de 2 bilhões de pessoas.

O Vaticano recentemente disse que o número de católicos no mundo é de 1,13 bilhão. Mas não forneceu o número exato de muçulmanos, geralmente estimados por volta de 1,3 bilhão.

Formenti disse que, enquanto a proporção de católicos continua estável, a percentagem de muçulmanos tem crescido devido às maiores taxas de natalidade.

Ele disse que os dados sobre a população muçulmana foram compilados separadamente, em cada país, e depois lançados pela ONU, acrescentando que o Vaticano só pode garantir as suas próprias estatísticas.

(Reportagem de Silvia Aloisi)

Extraído de:
Estadão, em 30/03/2008.

Veja mais em:
O catolicismo e as demais religiões no mundo

sexta-feira, 7 de março de 2008

Introdução ao estudo comparado das religiões

Autor: Aldo Natale Terrin

Sinopse: Faltava, na bibliografia brasileira, um livro de introdução amplo, objetivo e sério sobre a diversidade religiosa que hoje se observa no mundo globalizado, encarando não apenas os fatos religiosos em si mesmos, por meio da história e na pluralidade de suas expressões culturais, mas procurando analisar a significação que possa ter cada uma das manifestações religiosas do passado e do presente, numa perspectiva humanista e cristã. É o que nos proporciona essa Introdução ao estudo comparado das religiões.

Verdadeira enciclopédia das religiões, que pode ser consultada por meio de um glossário particularmente abrangente e de um índice de nomes. Tem a vantagem de apresentar de maneira sistemática todo o vasto conteúdo hoje compreendido pelo que se denominam as ciências da religião. Começa aliás, na primeira parte, caracterizando cada um de seus aspectos, com grande cuidado metodológico, discutindo amplamente as questões da definição e das origens da religião e propondo critérios precisos para sua possível classificação.

Na segunda parte dedica-se ao tratamento comparativo de alguns temas recorrentes nas diversas religiões, como a oração, a divinização do fundador, que assume um caráter único no caso do cristianismo, a significação e o alcance dos livros sagrados, algumas experiências comuns a diversas religiões, como a reconciliação, a compreensão da dor e da morte, a harmonia do mundo atribuída à Providência, incluindo a questão do mal, a atitude de não-violência e de respeito à vida, a idéia de reencarnação, na sua grande diversidade, a prática quase universal das romarias, a visão apocalíptica do fim do mundo e a idéia da restauração final ou do paraíso.

Finalmente, na terceira e última parte, o autor enfrenta o delicado problema do ressurgimento atual da religiosidade, os problemas que colocam para o cristianismo as novas formas do fenômeno religioso, estabelecendo importantes critérios de apreciação crítica de acordo com o foco de toda religião: a idéia de Deus. Feito para iniciantes, o livro constitui verdadeira obra de referência, até mesmo pela bibliografia básica apontada em cada capítulo. Parece-nos, por isso, obra praticamente indispensável para professores de Ensino Religioso e para toda pessoa que se interessa por uma informação inicial, mas objetiva e segura, sobre a grande diversidade do fenômeno religioso em nossos dias.