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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 30 de junho de 2012

Em marcha, a transformação da demografia religiosa do país


IHU (30/06/2012): Em marcha, a transformação da demografia religiosa do país: "Liderada pela Renovação Carismática e apoiada na criação de redes de TV e no evangelismo midiático, a reação católica à expansão pentecostal fracassou", analisa Ricardo Mariano, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 30-06-2012. Segundo ele, "causa surpresa o declínio, em números absolutos, de Congregação Cristã no Brasil e Universal do Reino de Deus. Elas perderam, respectivamente, 200 mil e 228 mil adeptos. Até então, só uma grande evangélica, a Luterana, havia declinado, o que se explica por ser uma denominação de tradição étnica pouco dedicada ao proselitismo". >>> Leia mais, clique aqui.

IHU (30/06/2012): Catolicismo no Brasil em Declínio: os dados do Censo de 2010: "Os dados (do Censo Demográfio de 2010) indicam que o Brasil continua tendo uma maioria católica, mas se a tendência apontada nesse último censo continuar a ocorrer teremos em breve uma significativa alteração no campo religioso brasileiro, com impactos importantes em vários campos', analisa Faustino Teixeira, professor e pesquisador Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – UFJF. Segundo ele, "com base nos dados do censo agora apresentado, os cristãos configuram 86,8% da declaração de crença". Mas, observa o teólogo, "isso pode ser problematizado com a questão complexa da múltipla pertença ou então da malha larga do catolicismo, que envolve, como diz Pierre Sanchis a presença de “muitas religiões” em seu interior. >>> Leia mais, clique aqui.

Veja mais:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Diversidade Religiosa e Direitos Humanos

Links:


sábado, 19 de setembro de 2009

Sem que a religião os separe

Revista Isto É (Edição 2080 - 23 SET/2009)

  • Sem que a religião os separe: Casar com um parceiro de uma religião diferente já foi sinônimo de tabu ou problema familiar. Hoje em dia, de tão comuns, essas uniões inter-religiosas já têm um cerimonial próprio. Em igrejas como a anglicana, a católica apostólica brasileira e algumas evangélicas, é possível entrar vestida de noiva no tapete vermelho e receber bênçãos de duas religiões. Esse tipo de celebração se multiplicou nos últimos anos, de acordo com organizadores de eventos. E pode combinar crenças como hinduísmo e protestantismo ou as religiões católica e judaica num mesmo altar - nem que ele seja construído numa casa de festas.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Painel sobre a (in)coerência da fé

O Globo, Caderno Prosa e Verso, página 4, em 27/12/2008.


Painel sobre a (in)coerência da fé

Pesquisa mostra os diversos formatos que a prática religiosa pode ter


A trajetória de nove pessoas, da infância à idade adulta, suas indagações e buscas até encontrar a tradição religiosa na qual se engajaram. As diferentes maneiras de encarar a transcendência e os diversos formatos que a prática religiosa pode ter estão no centro de “O Deus de cada um”, de Waldemar Falcão.


Um pai-de-santo criado no catolicismo acabou se desenvolvendo num terreiro de umbanda; um sheik muçulmano de família católica passou pelo espiritismo e pelo rosa-cruzismo até se envolver com o islamismo; um monge hare krishna deu muitas voltas antes de se dedicar ao hinduísmo; um monge beneditino de origem humilde permanece no catolicismo e desenvolve uma prática de intercâmbio com várias religiões.


Além desses, há também um taxista crente, fiel de uma igreja neo-pentecostalista; um engenheiro de origem judaica que professa o judaísmo; um seguidor do Santo Daime, uma monja zen e uma dona-de-casa dotada de faculdades paranormais. Todos são brasileiros, maiores de idade, conscientes de suas opções e apenas a paranormal preferiu não se identificar.


Waldemar Falcão, autor de um livro de sucesso chamado “Encontros com médiuns notáveis” (Nova Era), não embarca no proselitismo presente na maioria das obras sobre temas espiritualistas.


Em ambos os volumes, ele opta por uma postura discreta, transcrevendo entrevistas e montando-as em formato jornalístico.


Aqui, o leitor está diante de um painel diversificado sobre os motivos que levam alguém a se tornar religioso e as intensas mudanças de credo que isto envolve. O Brasil é um país místico e nele não se busca apenas, na espiritualidade, um amparo para os problemas materiais: há algo mais na construção do deus de cada um e, se por um lado, os agnósticos dizem que a hipocrisia costuma ser sinônimo de religiosidade, por outro o desejo legítimo de desenvolver uma fé e ser coerente com ela transparece na maioria das entrevistas.


É claro que funciona melhor quanto mais rico for o personagem.


O taxista, por exemplo, filho de um birosqueiro numa favela, deu muito duro na feira e não perdeu a ternura: ajuda os (ainda) mais pobres se m segundas intenções.


Seu discurso parece bem próximo da ação e seu depoimento ajuda a entender porque as pessoas se engajam em cultos como os da Igreja Universal.


Nos casos em que o entrevistado prefere não tratar de sua vida pessoal (como o do sheik) o interesse cai bastante, pois estamos diante de preceitos religiosos quase decorados de um livro, quando a proposta desta obra é tratar de histórias de vida.


Em outros momentos, os conflitos que se formam (e muitas vezes são escamoteados) nas instituições religiosas surgem com vigor. É o caso da monja Coen, que mergulhou de corpo e alma no budismo e, pela própria dimensão que adquiriu sua prática, se viu às voltas com a rigidez que permeia uma estrutura hierárquica japonesa. Aí também cabe a indagação: qualquer pessoa que pratique o zen vai vivenciar algo parecido ou isto se deu por conta da própria personalidade de Cláudia Dias Baptista de Souza, a monja Coen? Um dos casos mais curiosos é o da paranormal. Uma mulher de cerca de 50 anos, com poderes de cura intensos e comprovados, faz atendimentos individuais e, ao mesmo tempo, convive com suas capacidades e procura entender suas limitações.


A dúvida e a certeza estão presentes no cotidiano dela.


Não se pode chamá-la de charlatona, mas é preciso entender que sua condição é, talvez, diversa das demais.

domingo, 13 de abril de 2008

Deus não faz política (Alfredo Sirkis)

Deus não faz política

Alfredo Sirkis

A vida e a história nos levam por caminhos (e descaminhos) muitas vezes inimagináveis. Quem diria que em pleno século 21, nas eleições para a cidade mais cosmopolita do Brasil, voltaríamos à antiga polarização entre o laico e o confessional, entre a idéia de que a religião deva estar longe das lides políticas e a de que Deus faz política, toma partido e possui candidatos. Essa situação está muito longe de ser rara no mundo contemporâneo, onde os fundamentalismos religiosos estão em alta. O islâmico, naturalmente; o da direita cristã, que contribuiu para as duas vitórias de George W Bush; o judaico, que bloqueia a devolução da Cisjordânia e da parte palestina de Jerusalém e inviabiliza a paz; o hinduísta, que guerreia o islâmico, e por aí vai. O Brasil, que tem tantos problemas, há muito tempo não tinha esse. Graças a Deus. Agora, corre o risco de voltar a ter.

Há dias, tive um diálogo civilizado com uma eleitora de classe média do bispo que me abordou para manifestar sua fé na vitória de seu candidato. Trocamos opiniões, contei-lhe minha experiência negativa com vários políticos pentecostais que conheci alinhados às piores práticas do parlamento e da administração pública. Ela não negou as evidências, referiu-se a eles como "ovelhas negras" que existem em qualquer rebanho. O diálogo seguiu cordial conquanto hermético. No final, com seus olhos brilhando, ela evocou o objetivo final: "Um Brasil sob o reino de Deus". Me levou a refletir: se de fato Crivella vencer as eleições no Rio, qual seria a próximo lance? O bispo Macedo postulando a sucessão de Lula? A posição laica que está na essência do nosso ordenamento constitucional, da qual a maioria dos brasileiros distraidamente comungamos, não exclui a importância da espiritualidade e da religiosidade. Pessoalmente, estou convicto que não há um caminho único para Deus e que ele pode se dar por diversos credos, desde que pelo viés do amor. Acredito que é possível encontrar Deus numa igreja, num tempo evangélico, numa sinagoga, numa mesquita, num pagode budista, num terreiro, dentro de cada um de nós, ou simplesmente não encontrá-lo em nenhum destes lugares por falta de amor.

As convicções religiosas tendem a ser absolutas, enquanto a política pertence ao relativo, ao possível, aos equilíbrios mutantes. Gente de fé religiosa participando da política pode contribuir para seu enriquecimento. Já buscar na política um caminho de poder direto ou indireto para uma instituição religiosa em específico, inclusive com uma carga imensa de interesses materiais é perigo à vista. O que significa, de fato, "um Brasil sob o reino de Deus"? Significa uma nação que exclua os apontados como "não de Deus"? E quem, na Terra, tem autoridade para definir os ungidos ou os enjeitados? Não é à toa que nossa república, no que pese seus erros e carências históricas, desde cedo definiu um estado laico, separando-o da Igreja Católica ou de qualquer outra. Assim deve permanecer. Amém.

Extraído de:
Jornal do Brasil, em 11 de abril de 2008.
A 16 - JB Cidade - Olhar Carioca - Alfredo Sirkis

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos

Cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos
Para acessar

1) Secretaria Especial dos Direitos Humanos – SEDH
www.presidencia.gov.br/sedh
ou
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/

2) No lado esquerdo procure por “Promoção dos Direitos Humanos”.

3) Aparece na tela alguns tópicos, entres eles o tópico “Diversidade Religiosa”.

4) Clique na palavra “Diversidade Religiosa”.

5) Aparece o tema “Diversidade Religiosa e Direitos Humanos”.

Link: http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/promocaodh/diversidadereligiosa/

Cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos
Português
Espanhol
Inglês


Diversidade religiosa
e direitos humanos


“Ninguém nasce odiando
outra pessoa pela cor de sua
pele, por sua origem
ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas
precisam aprender;
e, se podem aprender
a odiar, podem ser
ensinadas a amar.”

(Nelson Mandela)


O Estado Brasileiro é laico. Isso significa que ele não deve ter, e não tem religião. Tem, sim, o dever de garantir a liberdade religiosa. Diz o artigo 5o, inciso VI, da Constituição: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais da humanidade, como afirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual somos signatários.

A pluralidade, construída por várias raças, culturas, religiões, permite que todos sejam iguais, cada um com suas diferenças. É o que faz do Brasil, Brasil. Certamente, deveríamos, pela diversidade de nossa origem, pela convivência entre os diferentes, servir de exemplo para o mundo. No Brasil de hoje, a intolerância religiosa não produz guerras, nem matanças.

Entretanto, muitas vezes, o preconceito existe e se manifesta pela humilhação imposta àquele que é “diferente”. Outras vezes o preconceito se manifesta pela violência. No momento em que alguém é humilhado, discriminado, agredido devido à sua cor ou à sua crença, ele tem seus direitos constitucionais, seus direitos humanos violados; este alguém é vítima de um crime – e o Código Penal Brasileiro prevê punição para os criminosos.

Invadir terreiros de umbanda e candomblé, que, além de locais sagrados de culto, são também guardiães da memória de povos arrancados da África e escravizados no Brasil; desrespeitar a espiritualidade dos povos indígenas, ou tentar impor a eles a visão de que sua religião é falsa; agredir os ciganos devido à sua etnia ou crença, mesmo motivo que os levou ao quase extermínio na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial: tudo isto é intolerância, é discriminação contra religiões. É o contrário do que pretende o Programa Nacional dos Direitos Humanos.

O Programa Nacional dos Direitos Humanos pretende incentivar o diálogo entre os movimentos religiosos, para a construção de uma sociedade verdadeiramente pluralista, com base no reconhecimento e no respeito às diferenças.

A presente cartilha, Diversidade Religiosa e Direitos Humanos, é o resultado de quase um ano e meio de um trabalho que contou com a participação de várias religiões, e que não se esgota aqui (outras colaborações podem ser conferidas no site (www.presidencia.gov.br/sedh).

Esta cartilha é a continuidade das muitas ações de homens e mulheres de boa vontade e diferentes crenças, que, com suas palavras e seus atos, pretendem construir um país, um mundo melhor. Um país e um mundo em que ninguém sofra ou pratique injustiça contra seu semelhante. Um mundo e um país de todos.


Presidência da República
Secretaria Especial dos Direitos Humanos
Esplanada dos Ministérios, Bl. T, Edifício Sede, 4º andar, 700064-900 Brasilia, DF

direitoshumanos@sedh.gov.br
www.presidencia.gov.br/sedh

Copyright: Secretaria Especial dos Direitos Humanos

É permitida a reprodução total ou parcial da publicação
devendo citar menção expressa na fonte de referência.

Impresso no Brasil em novembro de 2004
Distribuição Gratuita

Texto: José Rezende Jr.
Coordenação: Fernando de La Rocque Couto e Daniel Seidel
Consultores: Antônio Olímpio de Sant`Ana,
Carlos Alberto Silva, Carlos Moura e César Bastos.

Colaboração: Célia Gonçalves Souza, Elianildo Nascimento, César Fernandes e Roberto Costa Araújo.
Projeto Gráfico: Eduardo Carvalho de Almeida Filho

Apoio:
Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora)
Centro Nacional de Africanidade e Resistência (Cenarab)
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic)
Centro de Referência à Discriminação Religiosa (CRDR)
Iniciativa das Religiões Unidas (URI)
Movimento Inter-Religioso do Rio de Janeiro (MIR/RJ)
Conselho Nacional de Ensino Religioso (Conar)

Agradecimentos:
Ministério das Relações Exteriores (MRE)
e Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Sepir)