Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
Revista Isto É (N° Edição: 2191 - 04.Nov.11):O avanço da rivalidade religiosa: seguidores da umbanda e do candomblé são vítimas de preconceito, sobretudo dos evangélicos, e a Justiça e a polícia não estão preparadas para lidar com o crime. >>> Leia mais, clique aqui.
Resumo: Neste trabalho, pretendo analisar as relações de proximidade e antagonismo existentes entre o neopentecostalismo e as religiões afro-brasileiras, e suas conseqüências na transformação do imaginário social brasileiro construído a partir dos valores existentes nesses dois campos.
Umbandistas se queixam; evangélicos apoiam adiamento: Para representantes da umbanda e do candomblé, a decisão da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de protelar o anúncio do Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa é parte de uma tradicional marginalização das religiões afro-brasileiras. "Somos sempre a parte mais fraca de todas as raças, de todas as religiões. Estamos sempre à margem", protestou o presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo (Souesp), Milton Aguirri. O plano, que deveria ter sido anunciado anteontem, legalizaria os imóveis em que funcionam terreiros de umbanda e candomblé , além de prever o tombamento de templos dessas religiões. A reportagem é de Lucas de Abreu Maia e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 22-01-2010.>>> Leia mais, clique aqui.
Candomblé. A unidade dos níveis da existência. Entrevista especial com Volney José Berkenbrock: “Na concepção do Candomblé, praticamente todas as atividades religiosas têm por finalidade última justamente a busca da harmonia, da unidade entre os dois níveis da existência. Dentro deste contexto, é que ocorre a experiência religiosa central do Candomblé: o momento do transe”, assinala Volney JoséBerkenbrock, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião, na Universidade Federal de Juiz de Fora. Na lógica religiosa do Candomblé, tudo está incluído, mesmo as outras religiões. A partir dessa concepção, todos fazem parte do mundo e interagem “para que aconteça a harmonização entre Orum e Aiyê”, explica. Esta mentalidade inclusiva, menciona, pode ser um bom facilitador para o diálogo inter-religioso.
Na entrevista que segue, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, Berkenbrock menciona alguns aspectos históricos das religiões afro-brasileiras e como elas se organizaram no Brasil após chegarem “de carona com a escravidão”. Entre as práticas realizadas, o pesquisador destaca que essa é uma religião “‘contada’ adiante”, repleta de mitos, além de ser inclusiva e dialogal.
Berkenbrock é doutor em Teologia pela Faculdade de Teologia Católica da Universidade Federal de Bonn, na Alemanha, com a tese Die Erfahrung der Orixas. É autor de A experiência dos Orixás (Petrópolis: Vozes, 1998).
O candomblé e a umbanda foram declarados patrimônios imateriais do Estado do Rio de Janeiro. A lei foi sancionada pelo governador em exercício Luiz Fernando de Souza Pezão e publicada ontem no Diário Oficial. O projeto foi proposto pelo deputado Gilberto Palmares (PT).
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa comemorou a notícia nesta sexta. Para Jorge Mattoso, secretário da comissão, a lei vai ajudar a diminuir o preconceito.
- Para a gente foi muito importante. Vai significar um resgate da auto-estima e elevar o respeito frente a atos de intolerância religiosa. Isso vai abrir portas, pois vamos poder fechar convênios com várias entidades.
Mattoso espera que a lei estadual ajude na aprovação de uma lei federal. A comissão fez um encaminhamento do pedido, durante a 2ª Conferência de Igualdade Racial, realizada em junho, em Brasília.
Dissertação de Mestrado em História Social (PUC-SP).
Data da defesa: 24/10/2008.
Resumo: Esta dissertação visou identificar as mulheres negras praticantes do Candomblé como narradoras de parte da história do Brasil, bem como pressagiadoras de uma cultura hifenizada. A elas foi conferida a denominação de mensageiras entre dois mundos por transitarem com a mesma desenvoltura entre a tradição e a contemporaneidade. Na consecução da pesquisa para embasamento das questões discutidas, foi utilizada a discussão teórica aliada às fontes orais.
Religião e espetáculo: análise da dimensão espetacular das festas públicas do candomblé Autora: Santos, Eufrazia Cristina Menezes Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)/USP Área de Concentração: Antropologia Social Tese de Doutorado Data de defesa: 17/03/2006. Resumo: Neste trabalho, situo a festa na estrutura ritual do candomblé, abordando preferencialmente a dimensão espetacular de sua liturgia. Privilegio, na descrição etnográfica, os elementos relacionados à construção do espetáculo religioso: a estética, o simbolismo das cores, a interatividade entre os atores rituais e o público, o aparato, a linguagem gestual, os aspectos dramáticos e lúdicos. Defendo que a dimensão espetacular das festas públicas do candomblé constituiu um dos principais fatores responsáveis pelo aumento da visibilidade social alcançada por essa religião no espaço público. Uma presença em parte justificada pelo poder de atração das linguagens expressivas que integram sua estrutura ritual. Um dos aspectos mais importantes da inserção social do candomblé foi a preservação da dimensão espetacular de sua ritualística, independente de todo sincretismo que esteve na base do seu processo de institucionalização. Esta religião não só conservou os elementos do espetáculo como os potencializou, tornando o caráter espetacular das cerimônias públicas um dos seus principais sinais diacríticos no universo religioso brasileiro. A presença de símbolos e práticas religiosas do candomblé em outros circuitos festivos, a exemplo do que acontece na Festa do Bonfim e na Festa de Iemanjá em Salvador, bem como o seu uso comercial e político por parte do Estado através dos seus órgãos de turismo, representam a contraface dessa inserção do candomblé no espaço público.
Resumo:O objeto da presente dissertação é o corpo como espaço e possibilidade de manifestação religiosa dentro da cosmovisão do candomblé. A imensa importância, legitimidade e alteridade do universo corporal é vista como linguagem simbólica pautada nas práticas ritualísticas do candomblé, sendo a iniciação, o transe e a dança dos orixás, os momentos específicos utilizados para nossa análise, compreendendo o corpo como espaço de manifestação do sagrado. O estudo está pautado na antropologia cultural estabelecendo parâmetros que justificam função, intenção e significado de atos e comportamentos gestuais. Através de conceitos proporcionados pelas ciências sociais como cultura, símbolo, rito, mito, dança, tradição e religião, estes nos auxiliam na compreensão da construção do ser humano como artefato social.