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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 13 de abril de 2008

Islamismo cresce entre os jovens na periferia de SP

São Paulo - "São 15h45. Está na hora da oração da tarde", avisa Honeré Al-Amin Oadq, de 31 anos, interrompendo a entrevista. Ele se levanta, pede licença e vai apressado ao banheiro. Lava as mãos, em seguida a boca, barba e orelha, umedece os cabelos e entra no amplo salão central de uma mesquita em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ajoelhado, ora por cerca de cinco minutos. O ritual é repetido cinco vezes por dia.

Honeré nasceu pobre, na periferia de Diadema. Na adolescência, entrou para o movimento negro e integrou um grupo de rap até se converter ao Islã. Atualmente, dedica-se a anunciar a fé nas palavras do profeta Maomé no Centro de Divulgação do Islã para a América Latina (CDIAL). "Hoje, não canto mais, mas muitos jovens usam os meios que têm, a sua arte, para divulgar o Islã. Já vi vários entrando em uma mesquita para conhecer o islamismo apenas por ter ouvido falar em um show, uma letra de música."

A conversão de jovens da periferia de São Paulo ainda não tem as mesmas dimensões das observadas nos guetos das grandes cidades dos Estados Unidos ou da França - onde cerca de 1.600 pessoas se convertem à religião por ano. Mas já foi parar até em um informe sobre a liberdade religiosa no Brasil, feito pela Embaixada dos Estados Unidos. "As conversões ao islamismo aumentaram recentemente entre os cidadãos não árabes. Há 52 mesquitas, centros religiosos islâmicos e associações islâmicas", diz o texto.

O islamismo é a religião que mais cresce no mundo atualmente - e no Brasil não é diferente. O problema é quantificar o fenômeno. O Vaticano anunciou na semana retrasada que, pela primeira vez na história, o número de muçulmanos ultrapassou o de católicos no mundo. Islâmicos somam 1,3 bilhão de seguidores ante 1,13 bi de católicos. O crescimento se deve basicamente às taxas de natalidade, mais altas em países islâmicos. No Brasil, há mais de 27 mil seguidores de Alá, segundo o Censo de 2000. Mas líderes religiosos acreditam que o número de fiéis é subestimado no País.

"O dado oficial que temos é o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas é difícil calcular o número de muçulmanos convertidos, uma vez que a conversão ao Islã é muito pouco formalizada, e as comunidades muçulmanas apresentam, em geral, baixo nível de organização", afirma o xeque Armando Hussein, ex-presidente religioso da Mesquita Brasil, a mais tradicional de São Paulo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Extraído de:
UOL Últimas Notícias, em 13/04/2008.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Arcebispo Mamberti: Combater Cristofobia, Islamofobia e Anti-semitismo

Rádio Vaticano
A voz do Papa e da Igreja e diálogo com o mundo
11/01/2008

Arcebispo Mamberti: Combater Cristofobia, Islamofobia e Anti-semitismo

Cidade do Vaticano, 11 jan (RV) – O secretário vaticano das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, fez uma palestra, nesta quinta-feira, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, intitulada "Proteção do direito de liberdade religiosa na ação atual da Santa Sé", na qual afirmou que "respeitar a liberdade religiosa no mundo quer dizer, hoje, combater três fenômenos: a cristofobia, a islamofobia e o anti-semitismo".

Dom Mamberti explicou que esse é o desafio para contrapor toda forma de discriminação e perseguição. Segundo o arcebispo, a chamada "cristianofobia" é um conjunto de comportamentos que derivam da ausência de educação ou da má informação, da intolerância e da perseguição.

Para Dom Mamberti, esses três fenômenos devem ser enfrentados por igual. Ilustrando a posição da Igreja, o arcebispo explicou que o respeito do direito à liberdade religiosa constitui a base do respeito de qualquer outro direito pois, quando a liberdade religiosa está em risco, todos os outros direitos vacilam.

A liberdade religiosa _ disse _ é um direito que não se pode suprimir; tem uma dimensão privada, pública e institucional. Nesse contexto _ acrescentou _ a atividade diplomática da Santa Sé tem como objetivo central assegurar a estabilidade e a certeza das atividades da comunidade cristã. Dom Mamberti falou também, da relação entre a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, propondo um equilíbrio voltado a salvaguardar o exercício de ambas.

À margem da palestra feita por Dom Mamberti, o embaixador israelense junto à Santa Sé, Oded Ben-Hur, antecipou aos jornalistas que o papa "pode ir à Terra Santa em 2009". "Não há previsão de visita para este ano _ disse o diplomata ontem _ mas estamos trabalhando para programar a visita para o ano que vem. Estamos confiantes e fazendo progressos nesse sentido" _ acrescentou, falando aos jornalistas.

O diplomata também destacou que a Comissão Bilateral de negociação, sobre o status jurídico e fiscal da Igreja Católica em Israel, que se reuniu nos últimos meses em Jerusalém, "não obteve resultados concretos, mas esclareceu questões muito importantes". "Portanto _ concluiu _ confiamos que o papa possa fazer esta viagem no ano que vem." (CM/AF)