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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 4 de novembro de 2012

As religiosidades expressam a dinamicidade cultural brasileira. Entrevista especial com Cairo Mohamad Ibrahim Katrib



IHU (03/11/2012): As religiosidades expressam a dinamicidade cultural brasileira. Entrevista especial com Cairo Mohamad Ibrahim Katrib: A religiosidade é a mais democrática das formas de expressão da cultura e da identidade de um dado grupo social. “São através delas que as pessoas conectam passado e presente, real e sobrenatural, individual e coletivo”, afirma o historiador. Na opinião do professor e pesquisador Cairo Mohamad Ibrahim Katrib, “o mais importante em relação às memórias e narrativas em torno das religiosidades brasileiras é a necessidade de valorizá-las e compreendê-las enquanto linguagens sociais, culturais e, consequentemente, históricas, que propiciam aos sujeitos e aos grupos sociais fortalecerem seus laços identitários, recuperar os sentidos do viver e fazer com que as dificuldades do dia a dia pareçam insignificantes frente às expressões de fé, devoção e encontro com o sagrado”. Na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, ele constata uma “miscelânea de práticas no campo da religiosidade brasileira que incorporou, ao longo dos séculos de nossa história, elementos das comunidades indígenas, negras, europeias, dos grupos de imigrantes e migrantes que se movimentaram país adentro, formatando a nossa identidade cultural”. E continua: “quando falamos em religiosidade brasileira vislumbram aos nossos olhos as mais diversas formas de devoção, a maioria marcada pela realização de romarias, festejos aos santos padroeiros tudo comemorado com muita cor, batuque, fé e ludicidade”. Cairo Mohamad Ibrahim Katrib é docente no curso de graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia, Campus Pontal – Ituiutaba. Doutor em História Cultural pela Universidade de Brasília – UnB, é mestre em História pela Universidade Federal de Uberlândia. É também coordenador da área de pesquisa e extensão das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal – FACIP/UFU. Confira a entrevista. >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Segundo o Datafolha, 25% dos brasileiros são evangélicos

FSP (26/04/2010): Segundo o Datafolha, 25% dos brasileiros são evangélicos: Os evangélicos já são 25% dos brasileiros, sendo 19% seguidores de denominações pentecostais, segundo levantamento concluído em março pelo Datafolha. Ainda não há pesquisas de intenção de voto segmentadas por religião na corrida presidencial. Em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito para o primeiro mandato, o segmento somava 14% da população. O crescimento do rebanho acompanha a redução do percentual de católicos, que hoje são 61%.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Papa convida a transformar cultura digital com Evangelho

Zenit (29/10/2009): Papa convida a transformar cultura digital com Evangelho


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 29 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI esclareceu hoje o grande mal-entendido que se dá nos ambientes eclesiais que concebem os meios de comunicação como simples “meios”, esquecendo que atualmente eles configuram a cultura.


Por este motivo, convidou a integrar o Evangelho nesta nova cultura “criada pela comunicação moderna”, para poder transformar o “continente digital” com “a única Palavra que pode salvar o homem”.


Esta foi a conclusão à qual chegou ao receber em audiência os participantes da assembleia plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, a quem dirigiu um discurso no qual refletiu sobre um trecho do magistério de João Paulo II, considerado pelos especialistas como um dos cumes da reflexão cristã sobre a comunicação.


Esta proposta foi apresentada pelo Papa Karol Wojtyla na encíclica Redemptoris missio (7 de dezembro de 1990), na qual afirmava que “o uso dos mass-média não tem somente a finalidade de multiplicar o anúncio do Evangelho: trata-se de um fato muito mais profundo porque a própria evangelização da cultura moderna depende, em grande parte, da sua influência” (n. 37).


E acrescentava: “Não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta ‘nova cultura’ criada pelas modernas comunicações”.


Segundo esclareceu Bento XVI, “a cultura moderna surge, antes ainda que dos conteúdos, do próprio fato de que existem novas formas de comunicar, com novas linguagens, novas técnicas, novos comportamentos psicológicos”.


“Tudo isso constitui um desafio para a Igreja – segundo o Papa –, chamada a anunciar o Evangelho aos homens do terceiro milênio, mantendo inalterado o conteúdo, mas tornando-o compreensível graças também a instrumentos e meios em harmonia com a mentalidade e as culturas de hoje.”


Por este motivo, o pontífice fez um convite a quem, na Igreja, trabalha no âmbito da comunicação e tem responsabilidades de guia pastoral a “acolher os desafios apresentados à evangelização por estas novas tecnologias”.


O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, após a audiência, confirmou para Zenit a importância desta reflexão ulterior de Bento XVI sobre o panorama aberto por João Paulo II, pois constitui o novo contexto no qual a Igreja está chamada a evangelizar.


Este é o motivo, como confessou o próprio Papa na audiência, que o levou a dedicar a Mensagem por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano ao tema “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”.


Este documento, acrescentou, pretendia estimular “os representantes dos processos comunicativos, em todos os níveis, para que promovam uma cultura do respeito pela dignidade e pelo valor da pessoa, um diálogo arraigado na busca sincera da verdade, da amizade que não é fim em si mesma, mas capaz de desenvolver os dons de cada um para colocá-los ao serviço da comunidade humana”.


Neste contexto, o pontífice considera que a Igreja está chamada a exercer uma “diaconia da cultura”, no atual continente digital, “percorrendo seus caminhos para anunciar o Evangelho, única Palavra que pode salvar o homem”.


Bento XVI confiou ao Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais a tarefa de “aprofundar em cada elemento da nova cultura dos meios de comunicação, começando pelos seus aspectos éticos, e exercer um serviço de orientação e guia para ajudar as igrejas particulares a compreenderem a importância da comunicação, que representa atualmente um ponto firme e irrenunciável de todo plano pastoral”.


De fato, concluiu, os crentes precisam de uma avaliação das novas tecnologias mediáticas “apoiada sempre em uma constante visão de fé, sabendo que, muito além dos meios que são utilizados, a eficácia do anúncio do Evangelho depende, em primeiro lugar, da ação do Espírito Santo, que guia a Igreja e o caminho da humanidade”.


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sábado, 3 de outubro de 2009

Sabedoria, mística e tradição: religiões chinesas, indianas e africanas

Revista IHU online – Número 309, em 28/09/2009

  • Sabedoria, mística e tradição: religiões chinesas, indianas e africanas: Sabedoria, mística e tradição: religiões chinesas, indianas e africanas é o tema de capa da edição 309 da IHU On-Line, de 28-09-2009. Contribuem para a discussão Klaus Klostermaier, Subhash Anand, Volney José Berkenbrock, José Bizerril, André Bueno, Frank Usarski, Michael Amaladoss e Monja Coen.


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sábado, 19 de setembro de 2009

Novas trilhas do paraíso: o rastro do religioso na contemporaneidade

Sociedade e Cultura, Vol. 9, No 1 (2006)

Novas trilhas do paraíso: o rastro do religioso na contemporaneidade

ANDREA LISSETT PÉREZ FONSECA

Resumo: Neste artigo se analisa a religiosidade em cenários sociais considerados laicos, partindo-se do questionamento ao ideário da sociedade moderna, cimentada na visão de um mundo secularizado. Leituras contemporâneas sobre os chamados novos movimentos religiosos, assim como de distintas manifestações socio-culturais, colocaram em relevo a existência de diversos processos de hibridação nos quais se apagam as fronteiras entre o “laico” e o “religioso”. Discute-se aqui a força do religioso em espaços “laicos”, nos quais a “cultura bíblica”, profundamente arraigada no imaginário coletivo, atua como referente de pensamento. Trata-se, em particular, do mito religioso do Paraíso, que no mundo laico se converte em renovada expressão de esperança e de utopia social.

Palavras-chave: religiosidade; laico; paraíso; contemporaneidade.

domingo, 6 de setembro de 2009

‘Orkut’ para católicos

IHU (06/09/2009): ‘Orkut’ para católicos


A Igreja Católica está cada vez mais aderindo às novas tecnologias. Depois de o papa Bento 16 criar o site pope2you como ferramenta para enviar preces aos enfermos, a Associação do Senhor Jesus (ASJ), uma instituição da região de Campinas que trabalha com a evangelização através dos meios de comunicação, contratou uma empresa de tecnologia para viabilizar um site de relacionamentos com conteúdo essencialmente católico, mas aberto a leigos que se interessem pela religião.


A página nação católica já tem mais de 13 mil usuários e funciona como o Orkut: há perfis e comunidades, algumas para seguir padres popstars, como Marcelo Rossi, outras como a "Jovens Sarados", que não fazem culto ao corpo, mas à alma.


Segundo Vinicius de Carvalho Godoy, que administra e faz a moderação do conteúdo do site, até o momento não houve postagens impróprias, como pornografia ou preconceito. "Um dia vai acontecer, mas então tiraremos do ar."


O padre americano Edward Dougherty, fundador da ASJ, justifica o uso da tecnologia com objetivo evangelizador: "Se existem carro, avião e trem, e são bons para o homem, devem ser utilizados. Com a internet acontece a mesma coisa."


A notícia é do jornal Folha de S.Paulo, 06-09-2009 em reportagem do jornalista James Cimino.


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