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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mídia, religião e política. Entrevista especial com Paul Freston

IHU (21/07/2010): Mídia, religião e política. Entrevista especial com Paul Freston: “A maioria dos meios religiosos ocupa algum ponto intermediário. Alguns mencionam apenas de vez em quando o processo eleitoral, de maneira sutil, colocando orientações mais gerais, princípios de atuação e de escolha, valores que candidatos e partidos deveriam defender. Outros órgãos não chegam a dizer com todas as letras o nome do partido ou candidato que apóiam, mas deixam poucas dúvidas ao público de como deve se portar como eleitor”, constata o professor Paul Freston, diretor do Programa de Estudos da Religião na América Latina da Baylor University, em entrevista concedida, por telefone à A IHU On-Line. O britânico Paul Charles Freston é graduado em História e Antropologia Social pela University of Cambridge. Na University of Liverpool realizou o mestrado em Latin American Studies. Também é mestre em Christian Studies pela Regent College. É doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas e pós-doutor pela University of Oxford. Atualmente, é diretor do Programa de Estudos da Religião na América Latina da Baylor University (EUA) e professor na Universidade Federal de São Carlos. Seu mais recente livro é Evangelical Christianity and Democracy in Latin America (Nova Iorque: Oxford University Press, 2008). Confira a entrevista.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mídia e religião no Brasil. Entrevista especial com Leonildo Silveira Campos

IHU (16/12/2009)

Mídia e religião no Brasil. Entrevista especial com Leonildo Silveira Campos: Visando discutir as relações entre comunicação e religião a partir da visão da imprensa sobre as Igrejas, a quarta edição da Conferência Brasileira de Comunicação Eclesial – Eclesiocom – ocorreu no último mês de novembro, na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Um panorama geral do evento “Igrejas na imprensa: o noticiário sobre religião em foco” aponta para a dificuldade na publicação de pautas religiosas na mídia, principalmente em jornais brasileiros de grande circulação, e para a difusão, apenas, de episódios relacionados a escândalos e corrupção. Como destaque na área de pesquisa sobre religião e mídia, o professor Leonildo Silveira Campos, em debate na Eclesiocom, lamentou o fato de as mídias tirarem proveito da imagem excêntrica do pentecostalismo.


Em entrevista concedida, por e-mail, para a IHU On-Line, o professor fala sobre a presença das Igrejas, principalmente das Igrejas pentecostais, nos meios brasileiros atuais. “A mídia impressa, na forma de jornais e revistas, formou uma colisão contra a presença de certas formas de religião no espaço público – midiático e político. Os especialistas continuam a discutir a respeito dessa guerra que pouco santa é”, garante. Silveira Campos aborda, ainda, temas como o papel da Internet na disseminação da fé e na reformulação das crenças, a famosa “briga” entre a Rede Globo e Rede Record, e a transformação no pensamento dos fiéis com a disseminação de uma imagem negativa da religião. “Que poder tem a mídia de transformar as opiniões, atitudes e representações religiosas dos fiéis? Sou da opinião que a mídia somente tem força sobre os indivíduos quando a sociedade ou uma determinada cultura a legitima”, avalia.


Leonildo Silveira Campos
é doutor em Ciências da Religião. Atualmente, é professor da Universidade Metodista de São Paulo, da Faculdade de Humanidades e Direito, lecionando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, e como professor convidado na Faculdade de Teologia de São Paulo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. É autor do livro “Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal” 1ª Ed. Petrópolis - São Paulo, Vozes – Simpósio - Umesp, 1997. Entre seus artigos, destaca-se “Evangélicos, pentecostais e carismáticos na mídia radiofônica e televisiva”, em Revista USP, n. 61, março-maio de 2004, p. 146-163.


Confira a entrevista.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mídia, política e religião: mistura explosiva (Lilia Diniz)

Observatório da Imprensa (26/08/2009)


Mídia, política e religião: mistura explosiva (Lilia Diniz)


Política e religião, em separado, já despertam a paixão de milhões de brasileiros. Quando se acrescenta a capacidade disseminadora da imprensa, a combinação pode colocar em risco as estruturas da sociedade. O programa Observatório da Imprensa exibido ao vivo pela TV Brasil na terça-feira (25/08) discutiu as ligações entre meios de comunicação, igrejas e a esfera política no Brasil. Desta vez, o ponto de partida deste tema, já tratado pelo programa em inúmeras edições, foi uma investigação do Ministério Público de São Paulo que resultou em uma denúncia acolhida pela 9ª Vara Criminal de São Paulo. Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) são acusados de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.


Segundo o MP, a seita envia o dinheiro arrecadado com as doações dos fiéis para paraísos fiscais e depois aplica os recursos em empresas privadas no Brasil e em canais de televisão, com a Record. A denúncia foi amplamente divulgada pelos meios de comunicação e logo se instalou uma guerra midiática entre a redes Record e Globo. Acuada, a Iurd tratou de criticar o acordo entre o governo brasileiro e a Santa Sé, firmado em 25/11/08 e que confere status jurídico para a Igreja Católica no Brasil. A concordata prevê o ensino religioso optativo, isenção fiscal a manutenção de patrimônios da Igreja com recursos do Estado, entre outros pontos polêmicos. >>> Leia mais, clique aqui.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Estudiosos debatem midiatização das experiências religiosas

Estudiosos do fenômeno da religião e das mídias, reunidos na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) para a 6a. Conferência sobre Meios, Religião e Cultura, analisam as implicações da midiatização das experiências religiosas no contexto de uma sociedade plural e diversa.

Rolando Pérez
quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), padre Pedro Gilberto Gomes, que participou do painel sobre “a religião nas grandes corporações midiáticas”, sustentou que a América Latina observa hoje um deslocamento do espaço tradicional dos templos para um campo aberto e multidimensional, onde os meios desempenham um papel importante. “A cultura midiática está criando novas ritualidades e sensibilidades religiosas”, afirmou.

Esta mudança de época está marcada por uma nova ecologia comunicacional. Nesse sentido, enfatizou Gomes, o fenômeno da midiatização religiosa é mais do que uma experiência relacionada ao uso e à apropriação da tecnologia midiática. Trata-se da construção de um novo modo de ser no mundo onde as identidades e formas de viver a fé e interagir com a transcendência estão mediadas por espaços e meios que estão além do mundo sagrado institucionalizado.

Nesse sentido, a midiatização da sociedade converte-se numa das chaves hermenêuticas para compreender e interpretar o mundo religioso e as novas espiritualidades.

Os trabalhos apresentados por pesquisadores de diversos países revelam que as novas formas de produção e de consumo religioso estão crescendo cada vez mais no espaço criado pelos novos meios de comunicação, no qual o ciberespaço converteu-se no lugar privilegiado destas novas buscas.

O professor Paul Teusner, da Universidade RMIT, de Melbourne, Austrália, apresentou as conclusões de sua investigação sobre a emergência da religiosidade juvenil na “blogosfera”. O estudo de Teusner indica que o uso das novas tecnologias, como a internet, está gerando novas identidades religiosas e novos processos de interação entre os fiéis, bem como entre a própria comunidade religiosa tradicional.

O estudo revela que essa experiência religiosa não significa necessariamente uma forma de concorrência em relação às comunidades religiosas tradicionais. Os “cibercristãos” assumem a comunidade virtual como um passo intermediário para vincular-se com suas congregações ou igrejas locais tradicionais, salientou.

Para a professora Maru Hess, da Universidade Luterana de Minnesota, nos Estados Unidos, as novas apropriações dos espaços produzidas pelos meios tecnológicos geram re-significações notáveis no campo da autoridade religiosa. Por outro lado, indicou, este fenômeno gera desafios para as igrejas e grupos religiosos tradicionais em termos de repensar suas estratégias discursivas, bem como compreender, interagir e dialogar com estas novas comunidades virtuais de fé e com os próprios fiéis que se movem nos espaços e mundos culturais que a sociedade contemporânea midiatizada está gerando.

A conferência de São Paulo reúne 200 pesquisadores, de 26 países. Ela é organizada pela Comissão Internacional sobre Meios, Religião e Cultura, a Umesp e a Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, a sigla em inglês) na América Latina. O evento teve início na segunda-feira, 11, e se estende até amanhã.