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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A grande transformação no campo religioso brasileiro




 A edição número 43 dos Cadernos IHU em formação, intitulada “A grande transformação no campo religioso brasileiro” recupera entrevistas já publicadas pelo IHU em outros momentos sobre o novo mapa religioso brasileiro.

A partir do que apresenta o Censo 2012, recentemente publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, aparecem traços que indicam uma grande transformação do campo religioso brasileiro.

O mapa religioso que emerge desta publicação, já debatido por pesquisadores e pesquisadoras nas páginas diariamente atualizadas do sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, juntamente com a edição 400 da Revista IHU On-Line, é o tema desta publicação.



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domingo, 4 de novembro de 2012

A grande transformação do campo religioso brasileiro



IHU online (27/08/2012, número 400): A grande transformação do campo religioso brasileiro: A grande transformação do cam­po religioso brasileiro O Censo 2010, recente­mente publicado pelo Institu­to Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE desenha os contornos que apon­tam para a grande transformação do campo religioso brasileiro. O mapa religioso que emerge desta publicação, já debatido por pesquisado­res e pesquisadoras nas páginas diaria­mente atualizadas do sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, são tema des­ta edição da IHU On-Line.  >>> Leia mais, clique aqui.

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Trânsito religioso e o ''permanente peregrinar''. Entrevista especial com José Ivo Follmann



IHU (14/09/2012):Trânsito religioso e o ''permanente peregrinar''. Entrevista especial com José Ivo Follmann: “A esfera religiosa tende a se tornar uma esfera sempre mais diversificada e plural”, declara o sociólogo. O mapa religioso brasileiro, traçado a partir dos dados do censo 2010, pode ser comparado à “ponta de um grande iceberg da esfera religiosa do Brasil, que sinaliza para uma crescente diversificação e pluralidade”, afirma o sociólogo José Ivo Follmann, por e-mail, à IHU On-Line. Entretanto, apesar de sinalizar a “multiplicação de novas formas de expressão do religioso”, a pesquisa do IBGE demonstra uma “grande fragilidade dos números”, porque não contempla a diversidade religiosa brasileira. “Existe uma riqueza muito grande que subjaz e que as estatísticas ainda não estão conseguindo fazer emergir”, assinala. O pesquisador refere-se aos seguidores das religiões de matriz africana e assinala que “qualquer levantamento superficial que se faça, nas nossas regiões metropolitanas, leva à constatação de números elevados em termos de espaços físicos dedicados a religiões de matriz africana, como ‘casas’, ‘terreiros’ ou ‘centros’, com uma multiplicidade ímpar de denominações, tanto pelo viés das ‘afrobrasilidades’ umbandistas como pelo viés de ‘africanidades’ mais cultivadas em suas tradições de origem, muitas vezes também se expressando em suas formas cruzadas”. Para ele, o censo 2010 reitera a diversidade religiosa brasileira, que se manifesta, inclusive, naqueles que se declaram sem religião. Esse fenômeno de desfiliação religiosa, esclarece, está relacionado com o “crescimento de uma cultura favorável à independência dos sujeitos com relação aos atrelamentos institucionais. Trata-se do crescimento de uma cultura que estimula a afirmação dos sujeitos individuais, da independência subjetiva”. A subjetividade também favorece o “trânsito religioso” e a constante experimentação nas diversas matrizes religiosas, oportunizando ao fiel a elaboração de “processos de identidade religiosa”. “É um misto, uma espécie de composição do processo de peregrinação e de conversão. Muitas conversões acabam sendo passageiras e predomina o ‘permanente peregrinar’”, complementa. José Ivo Follmann é graduado em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, e em Teologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. É mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e doutor em Sociologia pela Université Catholique de Louvain. É vice-reitor e professor da Unisinos, onde leciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Também é diretor de Assistência Social da Associação Antônio Vieira – ASAV.  Confira a entrevista. >>> Leia mais, clique aqui.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pluralismo, transformação, emergência do indivíduo e de suas escolhas. Entrevista especial com Pierre Sanchis



IHU (27/08/2012): Pluralismo, transformação, emergência do indivíduo e de suas escolhas. Entrevista especial com Pierre Sanchis: “Um dos grandes problemas religiosos do próximo século será o da relação do indivíduo com a instituição que lhe propicia uma identidade religiosa”, constata o sociólogo e especialista em antropologia da religião. “Um dos grandes problemas religiosos do próximo século será o da relação do indivíduo com a instituição que lhe propicia uma identidade religiosa”, aponta Pierre Sanchis, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Dizer-se católico ou umbandista, até proclamar-se evangélico, segundo ele, não será mais unívoco. “No caso de uma identidade tradicional, a situação está clara: continua-se aderindo a uma identidade, mas escolhe-se o conteúdo desta adesão”. E mesmo no caso de uma conversão, na medida em que o tempo vai passando, a iniciativa individual na bricolagem de uma cosmovisão de fé e de um mapa de vida tende a se alargar. “Neste sentido, as pesquisas deverão afinar as suas perspectivas”. Para Pierre Sanchis, são múltiplas as pesquisas que detectam o fenômeno de múltipla pertença quando se trata de identidade religiosa declinada a partir de uma instituição, muito além dos 15.379 casos de “declaração de múltipla religiosidade” mencionados no Censo 2010. “Estas ‘declarações’ terão sido espontâneas? Induzidas? A experiência parece provar que uma pergunta explícita é necessária. Sem dúvida, várias perguntas são possíveis e seriam reveladoras”. E continua: “Lembro-me de uma, que deu sempre amplos resultados. Depois da pergunta clássica sobre ‘Qual é a sua religião?’, aquela outra: ‘Tem outra religião que você diria sua também?’ Afinal, um censo precioso, porque retrato de nossa realidade e incitação a modular este retrato. Em várias dimensões”. Pierre Sanchis é doutor em sociologia pela Universidade de Paris e especialista em antropologia da religião. É professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, pesquisador do Instituto Superior de Estudos da Religião - ISER e membro do corpo editorial da revista “Religião & Sociedade”. Confira a entrevista. >>> Leia mais, clique aqui.

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