Estudo comparado e abordagem interdisciplinar da história das religiões, crenças, manifestações e idéias religiosas.
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- Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2015
FL/UFRJ: A Bíblia Hebraica como Obra Aberta: a Estética como ponte dos Diálogos entre o Sagrado e o Humano (Iniciação Científica)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 17 de agosto de 2008
Moses outside the Torah and the Construction of A Diaspora Identity (Thomas Römer)
domingo, 8 de junho de 2008
Deus bíblico pode ter tido uma esposa, afirmam pesquisadores
Inscrições indicariam que Javé teria tido como companheira a deusa da fertilidade Asherah.
Tese é polêmica; outros especialistas dizem que Deus só 'absorveu' atributos da deusa.
Leia mais reportagens da série "Ciência da Fé"
Isso, é claro, para um dos lados do debate. Para outros pesquisadores, os símbolos da deusa Asherah (cujo nome às vezes é aportuguesado como "Asserá") teriam sido simplesmente "incorporados" pelo culto de Javé, sem que a deusa fosse adorada como entidade distinta pelos antigos israelitas. A ambigüidade é, em parte, lingüística: embora Asherah fosse o nome de uma deusa dos cananeus (habitantes pagãos da Palestina), a palavra também é um substantivo comum, "asherah", que designa um poste de madeira usado para cerimônias religiosas.
"As posições estão bem marcadas: uns acreditam que se trata de um símbolo cúltico, outros já assumem que se trata de uma deusa. No entanto, uma coisa não necessariamente exclui a outra, porque o poste também simbolizava a deusa, de forma que uma referência a ele sugere o culto a Asherah", diz Osvaldo Luiz Ribeiro, doutorando em teologia bíblica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).
Menções numerosas
"Na Bíblia hebraica existem mais de 40 referências a Asherah e ao seu símbolo, inclusive demonstrando a sua presença dentro do Templo de Jerusalém, o Templo de Javé", conta Ana Luisa Alves Cordeiro, mestranda em ciências da religião na Universidade Católica de Goiás. Nessas referências, a deusa é sempre retratada como uma influência religiosa negativa dos povos vizinhos sobre os israelitas, competindo com o culto do verdadeiro Deus. Cordeiro está estudando o impacto da reforma religiosa liderada por Josias, rei de Judá (o reino israelita do sul), por volta do ano
No entanto, o culto a Asherah parece ter sido mais importante fora de Jerusalém, nos chamados "lugares altos", afirma a pesquisadora. Em tais locais, o poste de madeira era substituído por árvores vivas como símbolo da deusa. "Eram santuários ao ar livre, nos topos das montanhas. Isso evidencia uma profunda ligação com a natureza", diz Cordeiro. O culto a Asherah seria uma forma de reverenciar a fertilidade feminina e o papel da mulher como doadora ou mantenedora da vida. "E a árvore é o símbolo dessa abundância", avalia a pesquisadora.
Durante muito tempo, esse tipo de culto foi considerado uma influência religiosa estrangeira sobre o povo de Israel, conforme o que dizia a Bíblia. Mas o consenso atual é que os israelitas não tiveram uma origem separada dos cananeus, seus vizinhos pagãos. A maior parte dos habitantes de Judá e Israel (nome um tanto confuso do reino israelita do norte) parecem ter sido um grupo de origem majoritariamente cananéia que foi assumindo uma entidade cultural distinta aos poucos. E, entre os cananeus, Asherah era a esposa de El, o soberano dos deuses -- mais ou menos como Zeus, na mitologia grega, tinha sua mulher divina, a deusa Hera.
Evidência direta?
É aqui que a arqueologia traz dados surpreendentes sobre a questão. O sítio arqueológico mais importante para o debate sobre Asherah talvez seja o de Kuntillet Ajrud, localizado no Sinai egípcio, perto da fronteira com Israel. O lugar parece ter sido uma espécie de "pit stop" de caravanas no deserto, e também ter abrigado um antigo santuário.
"Temos outros dados que indicam a associação de Javé com a figura do touro, representando a força, o poder, principalmente no culto de Samaria", afirma Osvaldo Ribeiro, da PUC-RJ. Outros pesquisadores, como Mark S. Smith, da Universidade de Nova York, contestam a associação de Javé com uma consorte chamada Asherah nessas inscrições. Para eles, a gramática do hebraico é esquisita: o termo "sua Asherah" parece se referir a um objeto, não a uma pessoa ou a uma deusa.
"Eu acho complicado tirar uma conclusão como essa simplesmente com base no que sabemos do hebraico bíblico, porque se trata de uma língua morta. Nunca vamos ter certeza se realmente era impossível usar o pronome em 'sua Asherah' para se referir a uma pessoa", diz Ribeiro. De qualquer maneira, afirma o pesquisador, há outro dado arqueológico importante: inúmeras estatuetas de cerâmica, encontradas em todo o território israelita e com idades que abrangem centenas de anos, que parecem indicar uma deusa da fertilidade, com barriga de grávida e seios protuberantes. "Essas imagens continuam sendo comuns até o século
Se o culto a Asherah era tão comum quando esses indícios esparsos indicam, o que teria levado ao fim dele? A Bíblia explica o processo como uma contaminação constante da religião de Israel pelos povos pagãos, a qual nem muitas reformas religiosas purificadoras, como a do rei Josias, foram capazes de apagar antes do exílio na Babilônia.
Ribeiro, no entanto, diz acreditar que muitas dessas histórias de reforma foram projeções dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, elaboradas na época depois do exílio. "A comunidade dos que voltam da Babilônia se organiza em torno do Templo de Jerusalém, sob a liderança dos sacerdotes e com o apoio do Império Persa [que dominou a região depois de vencer a Babilônia]. Então, toda ameaça a esse processo de centralização do poder sacerdotal foi combatida, de forma que só acabou sobrando o culto a Javé. Foi um acidente histórico, num momento crítico, que acabou se tornando a visão dominante."
Já para Ana Luisa Cordeiro, da Universidade Católica de Goiás, os eventos antigos têm implicações para a própria visão excessivamente masculina de Deus que acabou se tornando dominante entre judeus e cristãos. Não é que a sociedade na qual Asherah era adorada fosse necessariamente igualitária entre homens e mulheres, pondera ela, mas pelo menos abria espaço para enxergar o sagrado com um lado feminino.
"Reimaginar o sagrado como Deusa é reimaginar as relações de poder, não numa tentativa de apagar a presença de Deus, mas sim de dar espaço ao feminino no sagrado, o feminino não como um atributo do Deus masculino, mas como Deusa", avalia Cordeiro.
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
Hermenêuticas Bíblicas: Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica
Hermenêuticas Bíblicas: Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica. Organizadores: Haroldo Reimer e Valmor da Silva.
Rua Olinto Manso Pereira 63 - Ap.200 – Setor Sul
Goiânia, GO - CEP: 74083-060
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(62) 3223-6294![]()
O conteúdo do livro tem origem no I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica. Milton Schwantes, Ivoni R. Reimer, Rainer Kessler, Júlio Zabatiero, Johan Konings e Nachman Fabel, responsáveis pelas seis conferências principais, abordam as tendências hermenêuticas na atualidade: releituras bíblicas, hermenêuticas de classe, gênero e etnia, hermenêuticas da Bíblia no mundo evangelical, leitura da Bíblia no judaísmo.
Além disso, dezenas de pesquisadores/as jovens partilharam suas perspectivas de leitura da Bíblia no Congresso, através das comunicações científicas; quase duas dezenas delas estão publicadas no presente livro.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO - Haroldo Reimer e Valmor da Silva
CONFERÊNCIAS
Anotações sobre novos começos na leitura bíblica. Releituras bíblicas dos anos cinqüenta, sessenta e setenta na América Latina
— Milton Schwantes
Bíblia e hermenêuticas de classe, gênero e etnia
— Ivoni Richrer Reimer
Tendências hermenêuticas na leitura da Bíblia na Alemanha
— Rainer Kessler
Hermenêutica da Bíblia no mundo evangelical
— Júlio Paulo Tavares Zabatiero
Bíblia, literatura, cânone, hermenêutica
— Johan Konings
Leitura da Bíblia no judaísmo
— Nachman Falbel
COMUNICAÇÕES
A serpente e o monoteísmo
— Haroldo Reimer
Jardim e poder. Império persa e ideologia
- Nancy Cardoso Pereira
Davi e Golias e a atual discussão sobre a história de Israel
— Luiz José Dietrich
A Deusa Inana-Ishtar — uma rival de YHWH? Considerações feministas sobre as Deusas-árvore e o Deus único da Bíblia Hebraica
— Monika Ottermann
Polijavismo como categoria hermenêutica para os processos de relações religiosas no Primeiro Testamento
— Elcio Sant´Anna
O jejum que eu quero... (Is 58,6)
— Shigeyuke Nakanose
Sobre o destino da esposa de Jó
- Lorenzo Lago
Mulheres e crianças na contramão da exclusão: denúncias, protesto e resistências de estrangeiros/as no pós-exílio
— Lília Dias Marianno
O Novo Testamento Interlinear Grego-Português
— Vilson Scholz 176
"Humildade" ou "humilhação" de Maria em Lc 1,48?
— Ney Brasil Pereira
O outro Pedro e a outra Madalena segundo os apócrifos
— Jacjr de Freitas Faria
A leitura sociológica da Bíblia pelo modelo conflitual
— Joel Amônio Ferreira
A interpretação de Efésios 5,22-33
— Martin Weingaertner
Hermenêutica indígena e bíblica
— Valmor da Silva
Bíblia e História: Narrativas Mítico-literárias na Bíblia Hebraica
— Osvaldo Luíz Ribeiro
O biblista como historiador das mentalidades
— Jimmy Sudário
O conceito de revelação na hermenêutica bíblica atual: mudança de paradigma?
— Alberto da Silva Moreira
RESUMOS DE COMUNICAÇÕES
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Torah: arquivos multidisciplinares da escritura (Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG)
Prezados amigos,
Com muita alegria publicamos, hoje, 16/04/2008, o segundo número da Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG - ISSN 1982-3053 em www.ufmg.br/nej/am.
Esse número, que traz um dossiê sobre a Torah, é dedicado ao Prof. Jacó Guinsburg, que se destaca, no cenário brasileiro, como um dos seus intelectuais mais brilhantes.
Abaixo, encaminho o sumário da revista e convido a todos a fazer-nos uma visita.
Outrossim, informamos que está aberta a chamada para o terceiro número da Arquivo Maaravi, que receberá artigos, resenhas, contos e poemas, sobre o tema: Kabalah: o estranho, o mágico e o maravilhoso no arquivo da tradição judaica.
m abraço a todos,
Lyslei Nascimento
www.ufmg.br/nej
******************
SUMÁRIO
* Dedicatória
* Agradecimentos
* Torah: arquivos multidisciplinares da escritura
Lyslei Nascimento
* Artigos
O sacrifício de Abraão e suas sombrias possibilidades visuais
Alcebíades Diniz Miguel
Torah, mística e razão em Heschel
Alexandre Leone
Tratado sobre os gigantes: apresentação, tradução e notas
César Motta Rios
Poesia/Palavra e narrativa bíblica
Cláudia Andréa Prata Ferreira
Por uma semiologia bíblica
Eliana Branco Malanga
Provérbios de Salomão: conceitos educacionais e mediacionais
Emerson Santos Amaral e Igor da Silva Miguel
Da Bíblia a Carmina Burana: Cântico dos cânticos e De ob amoris pressuram
Henrique Marques Samyn
A Septuaginta (LXX): a Torah na diáspora judaico-helenista
Pedro Paulo Alves dos Santos
Moisés, a personagem bíblica: do Êxodo a Sigmund Freud
Regina Zilberman
Relações eu-tu: o caminho da santidade através da Torah
Renato Somberg Pfeffer
D. Pedro II, manuscritos hebraicos e os orientalistas de São Petesburgo
Reuven Faingold
Trabalho e escravidão no judaísmo bíblico
Sérgio Alberto Feldman
Dá-me filhos senão estou morta: a concepção na Bíblia Hebraica
Suzana Chwarts
Considerações sobre a pseudepigrafia religiosa na Antigüidade
Vicente Dobroruka
Lyslei Nascimento entrevista Jacó Guinsburg
Berta Waldman saúda Jacó Guinsburg
* Conto
Konsk, mein shtetele Konsk (1939)
Hadasa Cytrynowicz
* Poemas
Sépia
Alfredo Schechtman
Sagração do alfabeto: metamorfoses
Leonor Scliar-Cabral
* Resenhas
A Bíblia Hebraica, uma obra aberta
Glauber Pereira Quintão
Como ler a Torah, segundo James L. Kugel
Julio Jeha
Na pena, a cena
Luiz Nazario
Se num passado remoto uma mulher...
Simone Guimarães Matheus
Cabala e teoria da linguagem: transferência e desvio
Vivien Gonzaga e Silva
*Arte
Anjos
Maria do Céu Diel
Adão e a aparição de Eva
Sebastião Miguel
Escrita
Vlad Eugen Poenaru
domingo, 13 de abril de 2008
A Bíblia muito além da fé
A Bíblia muito além da fé. Biblioteca EntreLivros N.2 - São Paulo: Duetto.SUMÁRIO
introdução
O maior best-seller de todos os tempos
antigo testamento
A história e a sabedoria do povo hebreu
novo testamento
Jesus é o grande personagem que surge dos Evangelhos
literatura
Os autores que recriaram passagens bíblicas
música
O som que nasce inspirado no livro sagrado
artes e cinema
O Novo Testamento aguça a visão e chega às telas
filosofia
Com a pós-modernidade, leitura da Bíblia retorna
e mais
AS TRADUÇÕES COMPARADAS
quinta-feira, 13 de março de 2008
Curiosidades: Manuscritos do Mar Morto
quarta-feira, 12 de março de 2008
Histórias bíblicas ganham versão em mangá, com ação e humor
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
da Folha de S.Paulo
"Você pode usar o gênero para contar a história como quiser", diz Siku, como o artista é conhecido, em entrevista à Folha, por telefone, de Londres.
"Decidimos fazer algo nunca feito antes, apresentar Jesus como um estranho sombrio, que entra em uma cidade que tem sido molestada e corrompida por gângsters e a liberta, algo como "Três Homens em Conflito" [de Leone], "Os Sete Samurais" [de Kurosawa], a figura do solitário que ninguém compreende."
Assim, sua Bíblia mangá tem heróis que parecem (e soam como) skatistas em versão beduína, Abraão fugindo de uma explosão a cavalo para salvar Lot, e Og, rei de Basã (do Velho Testamento), parecendo um Darth Vader histórico.
Novato no gênero mangá, Siku é veterano em quadrinhos e em religião: ele freqüenta uma igreja anglicana, é formado em teologia e pretende se tornar ministro de sua religião.
O projeto de transformar os textos bíblicos em quadrinhos é antigo -ele queria fazer uma versão do Apocalipse, em estilo ocidental-, mas o impulso veio com a explosão dos quadrinhos japoneses na Europa e nos EUA, o que levou o projeto ao seu formato atual e ao sucesso de vendas: 50 mil cópias só no Reino Unido, liderando as listas do gênero mangá (No Brasil, ainda não há previsão de lançamento, mas o livro pode ser adquirido por lojas virtuais como a www.amazon.com por US$ 10,36, ou cerca de R$ 17, mais a taxa de frete).
"Transformers"
Se a "Manga Bible" de Siku foi, como informa sua editora, a primeira do gênero em inglês, ela parece ter despertado uma tendência: pouco depois de seu lançamento, foi anunciado um projeto semelhante (este, norte-americano) chamado "Mecha Manga Bible Heroes".
FSP on-line, Ilustrada, em 11/03/2008.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Pode uma Historia de Israel ser escrita?
O Professor Airton José da Silva fez uma revisão e atualização de toda a bibliografia de seu artigo sobre o pensamento de alguns participantes do Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica.
terça-feira, 4 de março de 2008
Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Israel
O especialista em psicologia cognitiva Benny Shanon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma que Moisés, considerado o principal profeta da religião judaica, pode ter ingerido a substância ayhuasca, conhecida no Brasil como chá do Daime.
A afirmação foi publicada nesta semana em um artigo na revista de filosofia Time and Mind e causou polêmica em Israel.
A idéia de que Moisés poderia estar sob a influência de "drogas" provocou a indignação de líderes religiosos em Israel e, segundo os críticos, a teoria de Shanon "é uma ofensa ao maior profeta do povo judeu".
O rabino Yuval Sherlo disse à Radio Pública de Israel que "a teoria é absurda e nem merece uma resposta séria". De acordo com o rabino, a publicação da teoria de Shanon "põe em dúvida a seriedade tanto da ciência como da mídia".
Uma das obras de Benny Shanon, o livro Antipodes of the Mind, que analisa a relação entre a planta ayhuasca e a criação das religiões, foi publicado em 2003 pela Oxford University Press, uma das editoras acadêmicas mais renomadas do mundo.
Em entrevista à BBC Brasil, Shanon contou que começou a pesquisar a relação entre os efeitos da planta e a criação das grandes religiões, quando ele próprio experimentou o chá do Daime no Brasil.
De acordo com o pesquisador, a criação dos Dez Mandamentos poderia ser conseqüência de uma experiência com substâncias psicotrópicas, que alteram o estado cognitivo do indivíduo, e se encontram em plantas existentes inclusive no deserto do Sinai.
Foi no deserto do Sinai que, segundo a tradição, Moisés teria recebido as Tábuas da Lei, consideradas a base da civilização judaico-cristã.
Brasil
"Tudo começou quando estive no Brasil em
"Depois da palestra, viajei pelo Brasil por dois meses e experimentei pela primeira vez o chá do Daime
"Também participei de rituais religiosos e espirituais do Santo Daime, apesar do fato de que não sou adepto de nenhuma religião", acrescenta o pesquisador.
"Tinha 42 anos naquela época, e a experiência mudou a minha visão do mundo", afirma. Comecei, então, a pesquisar os efeitos dessa planta sob o aspecto da minha área, a psicologia cognitiva."
"Muitas pesquisas já foram feitas sobre os efeitos da planta, mas principalmente na área da antropologia, e não da psicologia", diz Shanon.
"Os antropólogos geralmente escrevem apenas por meio da observação, mas sem experimentar, eles próprios, a substância", avalia o professor titular da Universidade Hebraica. "Acho que é como escrever um livro sobre música sem ouvir música."
Desde 1991, Shanon diz ter visitado o Brasil dezenas de vezes e afirma que já ingeriu o chá do Daime mais de 100 vezes.
Experiência
"A substância abriu para mim uma dimensão do sagrado que nunca tinha vivenciado antes, tive visões muito fortes, inclusive de cantar junto com milhares de anjos", descreve o pesquisador israelense. "A experiência foi tão forte que me levou a querer integrá-la no estudo da fenomenologia da consciência humana."
"Estudei, então, todos os contextos culturais e religiosos ligados à ingestão da ayhuasca", conta Shanon.
"Cheguei à conclusão de que, nas religiões mais antigas, como a zoroastra e a hinduísta, também houve rituais ligados à ingestão de substâncias que levam a alterações cognitivas, nos quais os participantes 'viram Deus' ou 'viram vozes'."
O professor de psicologia cognitiva cita o fenômeno da sinestesia, em que se cria uma relação entre planos sensoriais diferentes e o indivíduo se encontra em um estado neurológico que possibilita que ele "veja sons".
"Na Bíblia, há frases como 'o povo viu as vozes', que me chamaram a atenção, pois descrevem exatamente a sinestesia que ocorre com a ingestão da ayhuasca", afirma Shanon. "Encontrei frases semelhantes em textos e cânticos de outras religiões."
Críticas
O pesquisador, que já recebeu críticas negativas de religiosos em Israel, diz que sua tese não constitui um desrespeito à religião, mas sim "uma tentativa de entender momentos tão importantes para toda a humanidade".
"Não acredito na visão ontológica, segundo a qual a história de Moisés e os Dez Mandamentos teria sido um evento cósmico extraordinário", afirma. "Mas também não acho que um momento tão importante possa ser considerado como uma simples lenda."
"A minha tese, segundo a qual as substâncias ingeridas por Moisés teriam gerado uma abertura cognitiva que possibilitou um contato com o sagrado, pode ser uma explicação razoável e também respeitosa de como a religião judaica nasceu", diz Shanon.
"Mas não é qualquer pessoa que ao ingerir a substância é capaz de criar os Dez Mandamentos, é necessário ser um Moisés para isso", acrescenta. "Ao meu ver, a ayhuasca libera uma criatividade interna, como a arte."
Extraído de:
Jornal O Globo, Plantão, em 04/03/2008.
BBC Brasil, em 04/03/2008.
Nouvel Observateur, em 04/03/2008.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO: As Boas Novas de Uma Consciência Infeliz
Convite
Defesa – Dissertação de Mestrado
Data: 06 de março de 2008 - Horário: 14:00 h
O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO: As Boas Novas de Uma Consciência Infeliz
Autor: Paulo Victor de Souza Rocha
Orientador: Prof. Dr. Eduardo Coutinho
Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura (Literatura Comparada) da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Obs:
Paulo Victor de Souza Rocha
Bacharel em Letras (Português-Hebraico) – FL/UFRJ
Bacharel em Letras (Português-Grego) – FL/UFRJ
Especialização “Estudos Bíblicos e Judaísmo: Religião, História e Literatura” (FL/UFRJ) – Coordenadora e Docente: Profa Dra Cláudia Andréa Prata Ferreira (FL/UFRJ) – ano 2004 - Monografia final de curso: “Tradução da Bíblia: conceitos gerais a análise comparativa”.
Programação CHCJ – 1º semestre de 2008
Centro de História e Cultura Judaica
Rua General Severiano, 170/6º.andar Botafogo,
Rio de Janeiro, RJ
Tels. (21) 2156-0413 e 2275-7096
E-mail. chcj@cybernet.com.br
Observação: turma nova do curso de Tanach, que estará começando a partir de "Bereshit" (Gênesis). As aulas serão ministradas às 4as-feiras no horário de 17:30 às 19:00h.
Início do curso: 05/ 03/ 2008.
Programação CHCJ – 1º semestre de 2008
PROGRAMAÇÃO DO CHCJ
CURSO: 60 ANOS DE HISTÓRIA MODERNA
Profª. Paulo Geiger
Editor, Designer e Consultor do CHCJ.
20/ 05 - O ideal do retorno como elemento da História Judaica.
De como os judeus continuaram a ser um povo só, preservaram seus valores e sua convergência ao longo de 2.000 anos de dispersão.
27/ 05 - 2000 anos depois – o retorno.
De como o vínculo pela religião, pela memória histórica, pela cultura, pela percepção de grupo se transformou num direito como o de todos os povos, à luz de novas idéias e dos novos ideais da modernidade, e de como esse direito gerou um movimento, e o movimento gerou um Estado.
De como o moderno estado de seus cidadãos expressa uma identidade judaica, de como uma nação moderna de 60 anos é a continuação da milenar história de um povo, dos dilemas e da singularidade dessa aparente ambigüidade.
17/ 06 – O conflito atual – sua origem e desenvolvimento.
De como uma solução nacional para dois povos, não excludente, foi recusada por um deles originando um conflito; dos complicadores desse conflito, das tentativas de solução, das sucessivas crises, dos fatores locais e internacionais, das perspectivas e perigos.
Palestrante: Prof. Dr. Edgar Leite.
- Posições de Lênin sobre o nacionalismo judaico. Polêmicas como Bund e o movimento sionista. Conflitos após a revolução de 1917. O projeto de Birobdijan e seu significado. O fim da seção judaica do Partido. O pós-segunda guerra mundial. A URSS e Israel durante a guerra fria. A política de alianças da URSS no Oriente Médio e suas influências sobre o pensamento de esquerda mundial. A crítica de Herbert Marcuse. Posições após o colapso da URSS.
CURSO: JUDAÍSMO E ISLAMISMO
Profª. Dr. EDGARD LEITE
Doutor em História.Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade Judaica da UERJ. Professor da UNIRIO.
Profª. Dra. RENATA R. SANCOVSKY
Doutora
Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Intolerância - USP
Professora do Departamento de História da UGF
5as. Feiras de 20h às 21h30min.
24/04 - Maomé, O Corão e as relações com os judeus da Península Arábica.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.
Palestrante: Dr. Edgar Leite
CURSO: LITERATURA JUDAICA NO CONTEXTO LATINO AMERICANO
Profª. Dra. BELLA JOZEF
Professora Emérita da UFRJ
Especialista
3as. Feiras de 20h às 21h30min.
18/ 03 - As vozes antigas do Novo Mundo.
- Influências bíblicas nas recordações do passado.
(Jorge Isaacs, Alberto Gerchunoff, Juan Gelman)
25/ 03 - A Diáspora: o imigrante e o outro.
- Exílio e diáspora, a solidão e o desenraizamento.
(Ezequiel Rawet, José Kozer, German Rozenmacher, Isaac Goldemberg)
- A captação da história do judeu na América Latina através dos personagens.
(Moacyr Scliar, Marcos Aguinis, Pedro Orgambide, David Viñas)
08/ 04 - A presença da escritora judia
- O olhar feminino na América Latina e o seu fazer literário.
(Clarice Lispector, Marco Glantz, Alejandra Pizarnik, Angelina Muñoz Huberman)
Profª. Dr. EDGARD LEITE
Doutor em História.Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade Judaica da UERJ. Professor da UNIRIO
3as. Feiras de 20h às 21h30min.
15/ 04 - Os manuscritos de Qumran: questões gerais.
História dos achados. Achados prévios, nos séculos XIX e XX. As cavernas e seus conteúdos. Controvérsias políticas, acadêmicas e arqueológicas. Discussões posteriores sobre o conteúdo dos documentos e sua guarda. Teorias sobre as origens dos documentos.
22/ 04 - O mundo que gerou os manuscritos de Qumran.
A Judéia no período do Segundo Templo. Discussões sobre o poder de Jerusalém e resistências políticas e religiosas. Movimentos religiosos da época. O livro de Enoque e o seu judaísmo. O pensamento apocalíptico e suas dimensões teológicas e políticas.
29/ 04 - Textos sagrados e literatura bíblica em Qumran.
Principais textos e documentos encontrados
06/ 05 - Qumran e as origens do cristianismo.
Elementos gerais do pensamento apocalíptico
13/ 05 - O universo religioso da Judéia durante as ações do Jesus Histórico.
Especulações e teorias sobre as relações entre Jesus e o restante da comunidade judaica. Relações entre Jesus e os fariseus. A primeira guerra judaica e seus efeitos.
CURSO: ARTE E PODER INQUISITORIAL: IMAGENS DA SAGA JUDAICA NA PENÍNSULA IBÉRICA
Profª. Dra. BENAIR ALCARAZ RIBEIRO
Professora e Doutora em História - USP
Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Intolerância - USP
Professora do Departamento de História da UGF
5as. Feiras de 20h às 21:30min.
27/ 03 - Introdução geral à História da Inquisição e a História da Arte produzida entre os séculos XIV e XIX.
A escola flamenga e o estereótipo do judeu.
Representações icônicas do período fundacional da Inquisição Ibérica:
A perseguição aos artistas em busca de evidências de judaísmo
El Greco e as possíveis relações com a comunidade judaica
10/ 04 - A exaltação do Barroco
A Gravura e sua expansão
Os viajantes e Relações de autos-de-fé: a contrapropaganda à Inquisição
Goya e o alcance do combate à Inquisição
Discípulos e seguidores de Goya
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Os manuscritos antigos e a trama textual da Bíblia
O prof. Edgar Leite, Professor adjunto de História da Antiguidade Oriental da UERJ, teve seu texto Os manuscritos antigos e a trama textual da Bíblia publicado na seção Com a Palavra da Revista História (Biblioteca Nacional), em 23 de dezembro de 2007.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
A Bíblia sem mitos

Título: A Bíblia sem mitos
Catálogo: Bíblico
Assunto: Introdução
Ano: 2007
Autor(a): Eduardo Arens
Acabamento: brochura
Formato: 13.5x20.5
Coleção: Biblioteca de estudos bíblicos
Número de páginas: 416
Editora: PAULUS
Edição: 1
Código de barras: 9788534927703
ISBN: 9788534927
Sinopse: A Bíblia como documento fundacional da comunidade cristã (e, antes dela, da comunidade hebraica), a Palavra de Deus como manifestação do Espírito a partir do fundamento do texto, o problemático texto, antigo, de centenas de anos, a mensagem nova pra cada pessoa e para cada dia; esses são os aspectos sobre os quais esta obra centra sua atenção. A abordagem dos problemas de contexto cultural e religioso dos textos bíblicos, com senso crítico e apoio das ciências históricas, permite respeitá-los e valorizá-los com aquilo que são: testemunhos de vida e de fé que procedem de numerosas comunidades de crentes, capazes de alimentar hoje nossa própria vivência.
