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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso: A arte do possível

Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso: A arte do possível
Faustino Teixeira e Zwinglio Mota Dias
Editora Santuário, 1ª edição, 2008.
Sinopse:
A comunidade humana almeja a paz. E as religiões podem atuar como importantes instrumentos, a partir do diálogo, para o alcance desse nobre objetivo. Por isso, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso – a arte do possível é uma excelente obra para o aprofundamento dos dois temas que, apesar de estarem unidos no título, apresentam características distintas. O Ecumenismo diz respeito à busca da unidade entre os cristãos. No diálogo inter-religioso, o distintivo é a ética permitindo realizações solidárias.
Para os autores, Faustino Teixeira e Zwinglio Mota Dias, a paz depende da arte de dialogar e celebrar com as mais variadas expressões religiosas, sensíveis para um aprendizado recíproco. Num tempo marcado pela sedução fundamentalista e pela afirmação das identidades egocentradas, nada mais essencial que o exercício de sensibilização ao mundo do outro e a busca comum de caminhos de atuação solidária em favor da paz mundial, define Faustino Teixeira na introdução.


sexta-feira, 7 de março de 2008

Palavra, base para o Ecumenismo

Como demonstra uma exposição mundial de Bíblias em Roma

Por Miriam Díez i Bosch

ROMA, sexta-feira, 1º de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Uma exposição de Bíblias demonstra em Roma que a tradução dos livros sagrados uniu os cristãos de maneira especial desde o Concílio Vaticano II.

«A Palavra traduzida juntos. A Bíblia nas iniciativas cristãs comuns do Concílio Vaticano II até hoje», é o título da exposição que estará aberta até dia 29 de abril sna Biblioteca Dom Bosco da Pontifícia Universidade Salesiana da capital italiana.

Esta exposição é uma das atividades preparatórias ao Sínodo dos bispos do mundo que em outubro acontecerá em Roma sob o tema de «A palavra de Deus na vida e missão da Igreja».

Na inauguração, na terça-feira passada, o secretário geral do Sínodo, o arcebispo Nikola Eteróvic, disse que «a Palavra de Deus para todos os cristãos, católicos, protestantes e ortodoxos é essencial».

O secretário sinodal convida a todos os cristãos a voltar a submergir-se nos textos sagrados: «Todos devemos redescobri-la como uma Palavra viva que o Senhor nos dirige neste momento histórico, em nossa vida pessoal, comunitária e social».

Também intervieram na apresentação o decano da Faculdade de Teologia da Universidade anfitriã, Giorgio Zevini, dizendo que nesta exposição se quis «recolher tudo o que faz referência à tradução dos textos bíblicos, tudo o que se produziu mundialmente».

O secretário geral da Sociedade Bíblica Italiana, o doutor Valdo Bertalot, também participou na inauguração da mostra, na qual falou também o presidente da Sociedade Bíblica Americana (American Bible Society), o pastor Paul G. Irwin, que comentou como «a Bíblia em 2008 é atual e muda a vida das pessoas, é uma palavra muito forte».

A exposição ecumênica consiste em painéis, livros antigos e modernos, vários produtos bíblicos e também didáticos, organizada em duas salas, uma delas multimídia.

As traduções estão divididas em seções regionais: Europa e Oriente Médio, América, Ásia e Pacífico e África.

Desde 1968, e como fruto do Concílio Vaticano II, 211 traduções bíblicas uniram a católicos, ortodoxos e protestantes. Na exposição se podem ver mais de 100 destas traduções ecumênicas.

Existe uma tradução de ao menos um livro completo da Bíblia em 2.426 línguas. Já a Bíblia completa foi traduzida a 429 idiomas e o Novo Testamento a 1.144.

Líderes cristãos europeus debatem sobre futuro do ecumenismo

LONDRES, terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Os progressos do movimento ecumênico e os desafios que deve enfrentar foram o centro da reflexão dos líderes cristãos europeus, no encontro anual da Comissão Conjunta do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e da Conferência das Igrejas Européias (KEK), que aconteceu em Londres de 21 a 24 de fevereiro.

«A necessidade de refletir sobre a reconfiguração do movimento ecumênico na Europa emergiu como uma preocupação», adverte um comunicado de imprensa recebido pela Zenit.

O presidente da KEK, Jean-Arnold de Clermont, sublinhou três desafios para o movimento: a globalização, que exige «aumentar a consciência ecumênica dos membros de nossas Igrejas», a secularização da Europa e a necessidade de repensar as estruturas da cooperação ecumênica entre as Igrejas européias, com vistas a um renovado testemunho comum, para oferecer «um sinal forte de que as Igrejas têm a vontade de mudar».

Por sua parte, o vice-presidente da CCEE, o cardeal Jean-Pierre Ricard, assinalou quatro prioridades de ação, partindo da necessidade de ser mais claros nos objetivos do empenho ecumênico e de aumentar a experiência da fraternidade ecumênica, por exemplo com relação «à nossa opinião pública, que pode ser tentada pelo relativismo, pelo sincretismo e pelas tensões confessionais», assim como com os jovens.

Junto a estes elementos, pediu estar mais presentes onde está em jogo «a humanidade do ser humano» e desenvolver um ecumenismo espiritual, «sobretudo em um momento no qual corremos o risco de desanimar-nos pela lentidão dos progressos ecumênicos e pelos aparentes passos atrás».

Sobre a cooperação futura entre a KEK e a CCEE, a Comissão decidiu aprofundar na colaboração ecumênica no âmbito local e europeu sobre temas como «a promoção do conhecimento da bíblia na Europa, o diálogo inter-religioso (sobretudo com os muçulmanos), a integridade da Criação, as migrações e a paz».

Tarefa do encontro foi também a avaliação da III Assembléia Ecumênica (EEA3), que aconteceu em Sibiu, Romênia, de 4 a 9 de setembro de 2007.

A Comissão Conjunta avaliou positivamente o encontro, sublinhando que «mostrou que os cristãos europeus estão empenhados em um testemunho comum em vários âmbitos e podem contribuir de modo original na construção da casa comum européia».

Do mesmo modo, demonstrou que «é possível falar das diferenças e das divisões ainda existentes com toda franqueza e fraternidade».

A este propósito, sublinha-se a «importância vital» da rede dos delegados de Sibiu, que representam a «mensagem viva» da EEA3. Por isto, exorta-se «a publicar e a difundir o informe da Assembléia, a iniciar uma regular correspondência interativa com os delegados e a promover ao compartilhar da riqueza espiritual das diversas tradições confessionais».

Durante o encontro, os participantes também examinaram e aprovaram o programa de trabalho da Comissão KEK – CCEE sobre as relações com os muçulmanos na Europa, que inclui uma conferência islâmico-cristã a celebrar-se em Malinas-Bruxelas, Bélgica, de 20 a 23 de outubro próximos, sobre o tema «Ser cidadãos europeus e pessoas de fé. Cristãos e muçulmanos como colaboradores ativos nas sociedades européias».

O diálogo com o Islã e as outras religiões foi também o centro da visita ao Centro St Ethelburga para a Reconciliação e a Paz, situado em uma antiga igreja anglicana destruída por uma bomba do IRA em 1993, e reconstruída a seguir como espaço de encontro entre os credos.

Especialmente significativa foi a participação nas Vésperas na catedral católica e na oração vespertina anglicana do «Evensong», na catedral de São Pedro.

O próximo encontro anual da Comissão Conjunta acontecerá em Esztergom-Budapeste (Hungria), de 19 a 22 de fevereiro de 2009.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) reúne os presidentes das 34 conferências episcopais européias. Está presidido pelo cardeal Peter Erdõ, arcebispo de Esztergom-Budapeste. São vice-presidentes o cardeal Josip Bozanic, arcebispo de Zagreb, e o cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Burdeos. O secretário-geral é Dom Aldo Giordano, que tem sede em San Gallo, Suíça.

A Conferência das Igrejas Européias (KEK) reúne cerca de 125 Igrejas ortodoxas, protestantes, anglicanas e vétero-católicas de todos os países da Europa, mais de 40 organizações associadas. Foi fundada em 1959 e tem escritórios em Genebra, Bruxelas e Estrasburgo.