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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 25 de dezembro de 2011

Alunos judeus, islâmicos e cristãos ensinam tolerância em Israel

O Globo online (24/12/2011): Alunos judeus, islâmicos e cristãos ensinam tolerância em Israel: Uma árvore com guirlandas brilhantes, um candelabro com nove velas e o desenho de dois carneiros enfeitam o hall de entrada de uma escola diferente, no coração de Tel Aviv. Os três símbolos religiosos — que representam o Natal, Hanuká e a Festa do Sacrifício, as comemorações de dezembro de cristãos, judeus e muçulmanos — convivem pacificamente no Colégio Bialik-Rogozin, onde 900 crianças de baixa renda de 48 países, com idades entre 5 e 18 anos, encontram-se diariamente para estudar. Algumas nasceram em Israel, outras são filhas de refugiados ou imigrantes. Algumas enfrentam a ameaça de deportação, outras lutam por inclusão mesmo já tendo recebido cidadania. Todas, no entanto, têm algo em comum: histórias de conflito, pobreza e superação para contar. >>> Leia mais, clique aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cristãos e muçulmanos juntos para evitar o choque de civilizações

IHU (26/07/2011): Cristãos e muçulmanos juntos para evitar o choque de civilizações: "No Arsenale dell'Incontro, cristãos e muçulmanos trabalham juntos para esconjurar o choque de civilizações. Um desafio impossível que só podemos enfrentar com a confiança dos filhos de Deus". O espírito de Assis reforça a presença do Sermig [Serviço Missionário Jovens] na Jordânia, o país do Oriente Médio exemplo do diálogo islã-catolicismo. A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 23-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. >>> Leia mais, clique aqui.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os cristãos do futuro: místicos e inter-religiosos

IHU (29/06/2011): Os cristãos do futuro: místicos e inter-religiosos: Se "a fidelidade à Bíblia e ao magistério da Igreja não é principalmente uma questão de palavras" – isto é, se a ortopraxia é verdadeiramente mais importante do que a ortodoxia –, então é altamente provável que uma nova definição de uma verdade de fé tradicional, capaz de permitir uma adesão mais profunda ao Evangelho, possa ser considerada como uma "reinterpretação" fiel, ortodoxa, daquela verdade da fé, "independentemente da diferença no plano terminológico". E também independentemente do fato de que essa nova definição possa nascer do diálogo com uma outra tradição religiosa. >>> Leia mais, clique aqui.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por que cristãos deixam o Oriente Médio?

Último Segundo (23/02/2010)

  • Nahum Sirotsky: Por que cristãos deixam o Oriente Médio?: Em outubro o Vaticano promoverá um sínodo, um conselho de sacerdotes católicos do Oriente Médio. As diretrizes já foram distribuídas e estão em estudo. O tema será: “A Igreja Católica no Oriente Médio, Comunhão e Testemunho”. O documento destaca que o Santo Padre, que visitou a Terra Santa de 8 a 17 de maio de 2009, acedeu a pedidos para convocar a assembleia, com o propósito de examinar os ensinamentos dos Atos dos Apóstolos “na complexa situação dos países do Oriente Médio e alimentar as esperanças e a fé dos cristãos que nunca deixaram de estar presentes em sua terra natal desde os tempos de Jesus”. São 32 questões propostas e enviadas a todas as dioceses visando informações confiáveis sobre tudo o que diz respeito aos fiéis. Nada foi esquecido. Em sua peregrinação, Bento 16 recomendou em discursos “que os cristãos perseverem em sua fé e não esqueçam a grande dignidade que deriva da nossa herança cristã”. O sínodo, espera-se, explicará a fuga dos cristãos do Oriente Médio, onde estima-se que eles sejam entre 12 e 15 milhões. Proporcionalmente, metade do que eram no inicio do século passado, quando eram estimados em 20% da população árabe. São, porém, estimativas. Sabe-se com certeza que são um terço dos quatro milhões de libaneses. Em todos os demais 22 países árabes e um judeu, a proporção de cristãos é bem inferior a 10%. Na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, na qual se intenciona instaurar o Estado palestino independente, 87% são árabes palestinos muçulmanos e 6% árabes cristãos. Os demais são judeus israelenses nela assentados; Os sete milhões e meio de israelenses abrangem 80% de judeus de Israel, cerca de 14% de árabes muçulmanos e apenas 2,1% de árabes cristãos. É notório que o número de cristãos começou a declinar a partir do sétimo século por conversão, quando a região foi conquistada por muçulmanos. Mas no século passado, ainda sob o Império Turco-Otomano, a emigração de cristãos foi maciça e continuou depois da derrocada do Império Otomano em 1918. É verdade que ocorre curioso paradoxo em Israel. As estatísticas indicam apenas 120 mil árabes cristãos num total de mais de um milhão de muçulmanos. Mas, no final da existência da União Soviética, cerca de um milhão de russos chegaram a Israel com passaporte judeu. A Lei do Retorno, das primeiras a serem adotadas na proclamação do Estado judeu, em 1948, assegura ao judeu o direito de emigrar para o país. Dos russos que vieram estima-se que entre 300 a 500 mil tinham ascendentes judeus, mas eram e continuam cristãos. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Papa e os amigos judeus. Tão próximos, tão distantes

IHU (04/10/2009)

  • O Papa e os amigos judeus. Tão próximos, tão distantes: Bento XVI visitará proximamente a sinagoga de Roma. Mas quanto mais avança o diálogo entre os dois credos, mais se reconhecem distantes. Uma prova: o Kippur. Para os judeus é a festa mais importante do ano, para os cristãos se identifica com Jesus. Duas análises opostas em debate: a de um rabino e a de um teólogo católico. A reportagem é de Sandro Magister e está publicada no sítio italiano Chiesa, 25-09-2009. A tradução é do Cepat. Às vésperas do Ano Novo judaico, que este ano se celebra no dia 19 de setembro, Bento XVI enviou ao rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, um telegrama de felicitações e de amizade. Nele confirmou que irá visitar em breve a sinagoga de Roma, “animado pelo vivo desejo de manifestar minha pessoal proximidade e a de toda a Igreja católica” à comunidade judaica. Esta será a terceira sinagoga que Bento XVI irá visitar, depois da de Colônia em agosto de 2005 e a de Park East em Nova York em abril de 2008. Antes dele, João Paulo II havia visitado a sinagoga de Roma em 13 de abril de 1986. Por estes dias se deu também um renovado gesto de amizade entre os judeus e a Igreja católica italiana. Em 22 de setembro, o cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal, se reuniu com os rabinos Di Segni e Giuseppe Laras, este último presidente da Assembleia Rabínica da Itália. E juntos decidiram retomar a celebração comum do Dia de Reflexão Judeu-cristão de 17 de janeiro, do qual os judeus se recusaram a participar da última vez, por causa das incompreensões decorrentes do caso Williamson. O tema do próximo Dia de Reflexão comum será o quarto mandamento na numeração judaica: “Lembre-se do Sábado para santificá-lo”. O Ano Novo, Rosh Ha Shanah, abre o ciclo das festas judaicas de outono. É seguido pelo Yom Kippur e a festa de Sukkot. O Yom Kippur, o Dia da Expiação, é a festa mais importante de todo o ano litúrgico judaico. Este ano cai no dia 28 de setembro, terceiro e último dia da visita que Bento XVI começou à República Checa. Na opinião do rabino Di Segni, a festa do Kippur não apenas expressa o coração da fé judaica, mas também reflete as “diferenças inconciliáveis” entre esta e a fé cristã. Os símbolos do Kippur, de fato – o Sumo Sacerdote, o Templo, o Sacrifício, o bode expiatório, a eliminação das culpas – assumiram no cristianismo um significado inteiramente novo. Di Segni explicou o significado judaico da festa e sua inconciliabilidade com a fé cristã em um artigo publicado no ano passado na primeira página do L’Osservatore Romano, por ocasião da festa anterior do Kippur. Mas, na sequência, o L’Osservatore Romano dedicou um espaço também ao outro lado da questão. Ou seja, a como o Novo Testamento revoluciona os símbolos do Kippur. O texto neotestamentário chave é a Carta aos Hebreus. Nela, o novo e definitivo Dia da Expiação é o sacrifício do Cristo na cruz. O autor da análise publicada pelo L’Osservatore Romano é um sacerdote e biblista africano, Christopher Robert Abeynaike, monge cisterciense, que desenvolveu sua tese de doutorado em Sagradas Escrituras sobre o mesmo tema, no Pontifício Instituto Bíblico, em 2008. Sua análise é muito douta, mas também de rara clareza. E evidencia o vínculo essencial que a Carta aos Hebreus estabelece entre o sacrifício de Cristo, a última ceia e a liturgia eucarística. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 26 de julho de 2009

Cristãos e Judeus

Cristãos e Judeus: Esta página web traz principalmente traduções ao português de artigos que foram publicados em outras línguas sobre o relacionamento cristão-judaico, e outros assuntos. Responsável para esse site é Pedro von Werden SJ, este que também faz as traduções.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Judeus e cristãos, juntos para educar novas gerações

Entrevista ao presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos - Por Lisztovzki Tunde - BUDAPESTE, domingo, 16 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- É de vital importância que judeus e cristãos continuem dialogando e colaborando juntos na educação das futuras gerações, na tolerância e no compromisso, afirmou o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ao finalizar o II Congresso Internacional organizado pela Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo e pela Comissão Judaica Internacional sobre Consultas Inter-Religiosas. O encontro, realizado em Budapeste (Hungria), de 9 a 12 de novembro, tratou sobre «A sociedade civil e a religião, perspectivas católicas e judaicas». O cardeal fez um balanço com a Zenit. >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cristãos e muçulmanos pedem aos governos europeus que não proíbam símbolos religiosos

MALINAS, quinta-feira, 23 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- "Como cristãos e muçulmanos afirmamos que somos cidadãos 'e' crentes, não cidadãos 'ou' crentes. Estamos chamados a trabalhar lado a lado de forma adequada com os Estados aos quais pertencemos sem subordinar-nos a eles": assim afirma o documento final do encontro entre cristãos e muçulmanos, com o lema "Ser cidadão da Europa e pessoa de fé", que terminou hoje em Malinas (Bélgica), organizado pelo Comitê para as Relações com os Muçulmanos na Europa das Conferências de Bispos Europeus (CCEE) e pelo Conselho das Igrejas Européias (KEK).A Europa, afirma o comunicado, "está submetida a um processo de profunda transformação, e está emergindo uma sociedade plural, inter-étnica, intercultural e inter-religiosa". >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Grupo egípcio pode proibir transplante de órgãos entre muçulmanos e cristãos


Há anos a Confraria dos Irmãos Muçulmanos, poderosa organização político-religiosa sunita do Egito, através da eleição de seus candidatos, domina os mais importantes colégios profissionais, como o dos médicos. Agora essa entidade acaba de adotar uma grave medida que pode atiçar ainda mais as dissidências religiosas entre a maioria da população islâmica e a minoria cristã, ao proibir o transplante de órgãos entre muçulmanos e cristãos.

Argumentam que se trata de proteger os muçulmanos pobres dos cristãos que compram seus órgãos, de defender os doentes vulneráveis dos que tentam lhes roubar partes vitais de seu corpo. A direção dessa entidade profissional adverte que os médicos que descumprirem a ordem serão punidos.

A reação das autoridades religiosas da comunidade copta, formada pelos descendentes dos antigos egípcios, e que segundo estimativas oficiais constitui cerca de 10% da população de 76 milhões de egípcios, foi de indignação. "Todos temos o mesmo sangue egípcio", declarou um bispo do Cairo, "e se o motivo dessa medida é proibir o tráfico de órgãos a rejeitamos porque também pode ser efetuado entre crentes da mesma fé. É uma decisão perigosa, que pode levar à proibição de doações de sangue entre cristãos e muçulmanos, ou mesmo que se impeça um médico de examinar ou tratar um doente de outra religião".

Diante dessa grave situação, a instância religiosa máxima sunita do Egito, Al Azhar, se pronunciou contra a medida, afirmando que provocará divisões e discriminações religiosas. A direção da Al Azhar lamenta não ter sido consultada e pediu ao Colégio de Médicos que retifique. Algumas ONGs egípcias apresentaram denúncias à justiça, insistindo que viola os direitos humanos, a Constituição do Estado e a união nacional.

Nos últimos meses endureceram os incidentes religiosos periódicos no Egito.

Em maio foram assaltados os mosteiros de Malaui e Abu Fena, no alto Egito, e antes no povoado de Isna, no sul, incendiaram uma dúzia de lojas de proprietários coptas. Em Abu Fena muçulmanos e coptas se enfrentaram depois do seqüestro de três monges. Segundo testemunhas, o incidente foi causado porque haviam recomeçado a construção de um muro ao redor do mosteiro, aprovado pelas autoridades, sobre terrenos de muçulmanos que se opuseram à força.

A igreja copta, dirigida pelo papa Shenuda III, exortou vivamente o presidente Hosni Mubarak a garantir a segurança dos cristãos, rogando que impedisse novos ataques contra os monges. Em uma manifestação, centenas de pessoas clamaram: "Com nosso sangue e com nossa alma defenderemos nossa cruz". Os coptas denunciam a passividade das forças de segurança diante das agressões contra suas propriedades.

Na década de 1990 o Egito sofreu ondas de atentados cometidos pela organização Gamaa Islamiya que visavam principalmente os coptas, turistas ocidentais e dignitários do regime autoritário de Mubarak. Nos tempos de Nasser e de Sadat, os coptas sofreram discriminações impostas pelo poder.

Pouco antes de seu assassinato, Sadat havia mandado deter o papa Shenuda III e outros 20 sacerdotes, acusados de animar desordens religiosas e fomentar a hostilidade contra o governo. Mubarak ordenou em 1982 o fim de sua detenção domiciliar. O papa cumpriu sua pena em um dos antigos mosteiros coptas do Egito. Como tantas minorias afastadas do poder no Oriente, os coptas se refugiaram em sua religião.

Hoje está em exibição nas salas de cinema árabes um filme ousado, "Hassan e Marcos", protagonizado pelos populares atores egípcios Omar Sharif e Adel Iman. Este interpreta o personagem de Hassan, um cristão que para escapar das ameaças dos extremistas de sua religião se faz passar por um xeque árabe, e Sharif encarna um muçulmano moderado que pelo mesmo motivo adota a aparência de um pensador cristão liberal. O filme polêmico tenta afirmar a união nacional do Egito, ameaçada pelas dissidências religiosas.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A comunhão de cristãos e judeus

Revista Pesquisa FAPESP
Edição Impressa 77 - 77 - Julho 2002
Humanidades - Ciências da religião
Robinson Borges Costa

A comunhão de cristãos e judeus

Pesquisa indica que, mesmo após a separação da sinagoga da Igreja Católica, as duas religiões mantinham relações bilaterais.

Página 1: http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=1864&bd=1&pg=1&lg=
Página 2: http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=1864&bd=1&pg=2&lg=