Estudo comparado e abordagem interdisciplinar da história das religiões, crenças, manifestações e idéias religiosas.
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- Cláudia Andréa Prata Ferreira
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- Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
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domingo, 12 de agosto de 2012
''No diálogo com o Islã, é preciso partir do Concílio''
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Papa propõe a muçulmanos cooperar pela dignidade da pessoa
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 7 de novembro de 2008 (ZENIT.org). - Bento XVI propôs que muçulmanos e católicos colaborem na defesa da dignidade da pessoa em uma reunião sem precedentes entre membros destas duas religiões, que concluiu nesta quinta-feira no Vaticano. >>> Leia mais, clique aqui.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
O rei Abdala da Arábia Saudita promove encontro entre religiões em Madri
Stéphanie Le Bars
Le Monde, em 17/07/2008.
O rei Abdala da Arábia Saudita presidiu na quarta-feira (16) a abertura de uma conferência mundial sobre o diálogo entre religiões. Este encontro, que está sendo realizado por sua iniciativa, em Madri, tem duração prevista de dois dias. O rei Juan Carlos participou da sessão inaugural, além do secretário-geral do Congresso Judaico Mundial, Michael Schneider, e do cardeal Jean-Louis Tauran, responsável do diálogo com o Islã em nome do Vaticano.
Este encontro constitui um passo suplementar, encampado pelo soberano saudita, no processo que visa a promover o diálogo entre o Islã, o cristianismo e o judaísmo. Trata-se de um assunto de interesse recente, porém constante para este representante de um país marcado pela mais rigorosa doutrina do Islã, o wahhabismo, uma vertente da escola hanbalita, e onde continuam sendo proscritos até hoje os locais de culto que não sejam muçulmanos.
Em 6 de novembro de 2007, o seu encontro histórico, em Roma, com o papa Bento 16 já era representativo desta vontade de aproximação. Um mês depois, na cidade de Meca, por ocasião da celebração do Aid el-Adha, que marca o encerramento da peregrinação, o rei saudita havia convidado, em 20 de dezembro, os muçulmanos a se lembrarem "daquilo que reúne as religiões, as crenças e as culturas".
Preocupado em melhorar a imagem do Islã, o soberano deseja "enfrentar os desafios que representam o enclausuramento, a ignorância e a estreiteza de visão, de modo que o mundo compreenda os preceitos do Islã sem animosidade". Organizado pela Liga Islâmica Mundial (LIM), uma organização baseada em Meca e ligada ao poder saudita, o encontro de Madri, que deverá reunir cerca de 220 representantes dos três monoteísmos, visa também a "promover a justiça e a paz, preservar a estrutura familiar e fazer frente aos flagelos do terrorismo, da injustiça e dos entorpecentes".
Em junho, o soberano saudita havia defendido sua idéia perante centenas de sábios muçulmanos, sunitas e xiitas, reunidos
A iniciativa saudita foi condenada por um dirigente da Al Qaeda no Afeganistão, que, numa gravação que foi difundida na Internet em maio, considerou que uma aproximação entre as religiões conduziria à presença de igrejas no coração da península Arábica. Isso, apesar do fato de já existirem tais edifícios no Kuait e nos Emirados Árabes Unidos, e de uma primeira igreja ter sido construída no Qatar, um estado que observa igualmente os preceitos do wahhabismo, onde ela foi inaugurada
Embora ele não seja objeto de unanimidade numa parte do mundo muçulmano, o diálogo entre religiões interessa visivelmente aos círculos intelectuais, nos quais ele suscita até mesmo projetos concorrentes. Com efeito, a iniciativa do rei saudita, depois das conferências anuais que já vêm sendo organizadas no Qatar, vem acrescentar-se àquela do príncipe jordaniano Ghazi ben Mohammad ben Talal. Esta última foi proposta em outubro de 2007 com o objetivo de tentar reatar relações apaziguadas com os católicos, depois do discurso controvertido proferido pelo papa em Ratisbon (Alemanha) em
Depois de uma troca de cartas entre o Vaticano e 138 dignitários muçulmanos (atualmente 255), originários de 40 países (dentre os quais a Arábia Saudita) e representantes de diversas vertentes do Islã, chegou-se a um acordo de princípio para a organização de um fórum que reunirá cleros e leigos católicos e muçulmanos. Um primeiro encontro, do qual o papa deverá participar, está previsto para o início de novembro
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Cristãos e muçulmanos: quatro pioneiros de diálogo
Segundo o especialista Maurice Borrmans, missionário da África
Por Miriam Díez i Bosch
ROMA, terça-feira, 20 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O diálogo islâmico-cristão conheceu «etapas difíceis», mas também momentos «fecundos». Convencido disso e da importância de recordar as grandes figuras que tornaram possível este encontro, o especialista católico Pe. Maurice Borrmans ilustra em um livro quatro vias de aproximação dos muçulmanos.
São quatro precursores os escolhidos: Louis Massignon; Jean-Mohammed Abd el-Jalil; Louis Gardel e Georges Chehata Anawati.
O livro apresenta sua vida e suas obras para que se entenda em que consistiu seu «amor pelos muçulmanos», sua «fidelidade a Jesus Cristo» e sua «coerência eclesial».
O autor é Maurice Borrmans, considerado uma das máximas autoridades católicas sobre o islã. Ex-presidente do Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos, atualmente vive em Lyon (França), mas viaja continuamente para ministrar cursos e palestras.
O volume, «Cristãos e muçulmanos. Quatro precursores de um diálogo possível. Massignon, Abd el-Jalil, Gardel, Anawati», («Cristiani e mulsulmani. Quattro precursori di un dialogo possibile, Massignon, Abd el-Jalill, Gardel, Anawati», Urbaniana Press, www.urbaniana.edu/uup, 2008), é fruto das conferências que o autor pronunciou em várias partes do mundo.
O volume quer mostrar a atividade desses «cristãos de vanguarda» que se esforçaram para «promover junto aos muçulmanos a justiça social, os valores morais, a paz e a liberdade».
Do professor e estudioso Louis Massignon (1883-1962), destaca seu caráter «pioneiro» e recorda que foi um «homem de ciência, de coração e de Deus».
Do Pe. Franciscano Jean-Mohammed Abd el-Jalil (1904-1979), indica sua «fidelidade a Marrocos», sua profundidade espiritual e traça seu caminho de evolução espiritual «com o Islã até Jesus Cristo.
Sobre o orientalista Louis Gardet (1904-1986), Irmãozinho de Jesus (membro da família espiritual do beato Charles de Foucauld) e filósofo da cultura, ressalta sua prática do «diálogo da aceitação e da acolhida» e sublinha seus 3 princípios: evitar a apologia «combativa», a apologia da «insuficiência» e o «sincretismo prático».
Finalmente, traça o percurso de Georges Chehata Anawati (1905-1994), dominicano egípcio «mestre do diálogo», «cristão, filósofo, tomista e teólogo», um personagem que soube esforçar-se por promover «o encontro entre cristãos e muçulmanos, na verdade e na caridade».
Borrmans, pertencente à Sociedade dos Missionários da África (conhecidos como Padres Brancos), insiste em que o ponto de inflexão no diálogo com o Islã foi o documento do Concílio Vaticano II, «Nostra Aetate», que abriu uma nova relação e apreço pelo Islã.
Mas se a «Nostra Aetate» chegou a consolidar-se é porque «houve alguns cristãos pioneiros» que se esforçaram para converter o «desenho e a falta de amizade» em um «diálogo possível», como esses quatro.
O Pe. Borrmans foi, de 1975 até 2004, diretor da revista «Islamochristiana».