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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro, foi instituído pelo presidente da República, com a Lei Nº 11.635, em 27 dezembro de 2007. A data deve ser celebrada anualmente em todo o território nacional, fazendo parte do Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial. O decreto é assinado também pelo Ministro da Cultura, Gilberto Gil.


Rede Globo, Jornal Nacional, 21 de janeiro de 2008.

Brasil comemora o Dia de Combate à Intolerância Religiosa pela primeira vez

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data, que está sendo celebrada pela primeira vez no Brasil, foi escolhida em homenagem à Dona Gilda, mãe de santo na Bahia.

O ritual reúne mães, filhas e filhos de santo de vários terreiros de Salvador. É uma homenagem à mãe Gilda. A ialorixá morreu no dia 21 de janeiro de 2000. Ela era hipertensa e estava sendo medicada, mas sofreu um infarto aos 64 anos.

A filha, Jaciara Ribeiro, conta que mãe Gilda foi vítima de intolerância religiosa ao ser acusada de charlatanismo. "Ela sempre teve uma boa relação com outras amigas de outro segmento religioso. Infelizmente, ela foi uma vítima".

O caso de mãe Gilda está na Justiça. Outros dez processos de discriminação religiosa também estão sendo julgados no Tribunal de Justiça da Bahia, a partir de denúncias feitas pelo Ministério Público estadual. Estão sendo processadas 18 pessoas.

"Desde a criação da promotoria de combate ao racismo e à intolerância religiosa, há cerca de dez anos, a maioria dos casos envolve as religiões de matriz africana", explica Lidivaldo Brito, procurador-chefe do Ministério Público (BA).

De acordo com o IBGE, os brasileiros se declaram praticantes de mais de 30 religiões diferentes. A criação do dia de combate à intolerância religiosa está sendo visto como um passo importante para o debate.

"Que uma religião sente com a outra pra que se descubra quais os caminhos para encontrar o respeito mútuo", pede Raimundo Goodgloves, secretário-geral da Convenção Batista Baiana.

"Poderíamos abrir espaço agora dentro das escolas: dialogar com estudantes universitários, os secundaristas, de modo a criar uma consciência plural nesse país de respeito à alteridade, ou seja, às diferenças que as pessoas possuem em relação umas para com as outras", acredita Marcel Mariano, vice-presidente da Federação Espírita da Bahia.

"É o momento da gente saber que não existe uma religião melhor do que a outra. A melhor religião é aquela que faz o ser humano melhor", ensina Jaciara Ribeiro.


Encontre esta reportagem em:
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1669977-3586,00.html

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