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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Entre a Macumba e o Espiritismo: uma análise comparativa das estratégias de legitimação da Umbanda durante o Estado Novo

OLIVEIRA, José Henrique Motta de. Entre a Macumba e o Espiritismo: uma análise comparativa das estratégias de legitimação da Umbanda durante o Estado Novo. Rio de Janeiro, 2007. Dissertação (Mestrado em História Comparada) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

Data da Defesa: 29 de março de 2007.
Orientadora: Profª. Drª. Maria Conceição Pinto de Góes
Co-Orientador: Profº. Dr. Washington Dener S. Cunha

Resumo: Esta dissertação tem como objetivo percorrer os caminhos históricos do Movimento Umbandista durante a primeira metade do século XX, especialmente, durante o período do Estado Novo, no qual a Umbanda foi elevada à condição de uma religião nacional. Neste sentido, identificam-se duas ações nodais para o processo de legitimação da nova religião: primeiro, a fundação da Federação Espírita de Umbanda (1939), cujo objetivo era servir de interlocutor entre os templos filiados, o Estado e a sociedade; e segundo, a realização do Primeiro Congresso Brasileiro de Umbanda (1941), cuja finalidade era unificar as práticas rituais a partir de uma doutrina mínima. Assim, para atingir o objetivo proposto, o trabalho divide-se em três capítulos: o primeiro, a título introdutório, apresenta o encontro das culturas ameríndias, européias e africanas no território brasileiro, cujas religiosidades se amalgamaram ao longo de quatro séculos de colonização e ofereceram os elementos necessários para o desabrochar de uma nova religiosidade que refletisse a mesma mestiçagem da população que a professava. O segundo capítulo apresenta o contexto histórico em que se deu o desenvolvimento do Movimento Umbandista, ressaltando que a identidade do povo brasileiro ganhou contornos mais definidos no período Vargas, especialmente durante o Estado Novo.
Por fim, no último capítulo, a partir da “anunciação” da Umbanda – que se deu pela manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, no médium Zélio de Moraes, no dia 15 de Novembro de 1908 –, verifica-se a inserção de elementos da classe média urbana na macumba carioca e a contribuição destes no processo de legitimação da Umbanda como uma religião aceita pela sociedade. De antemão, destacamos que a legitimidade da religião umbandista nasceu do diálogo entre os líderes do movimento e o Estado, estabelecido pela única via disponível naquele período histórico: a via institucional, no qual o teor do discurso reconhecia o caráter evolucionista na formação da população e o papel civilizador da elite brasileira.

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