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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Gianni Vattimo: Liberdade. Uma herança do cristianismo

IHU – Entrevista da Semana: Gianni Vattimo: Liberdade. Uma herança do cristianismo: Em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, o filósofo italiano Gianni Vattimo fala sobre a necessidade da religião para uma sociedade laica e liberal e afirma que “sociedade liberal e sociedade laica são resultados de uma pertença religiosa da qual nos libertamos aos poucos, conservando, no entanto, muitos traços dela, que constituem seu sustento”. >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 27 de março de 2009

ONU aprova resolução contra a difamação de religiões

FSP (27/03/2009): ONU aprova resolução contra a difamação de religiões


O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou ontem resolução que recomenda a aprovação de leis contra a difamação de religiões. O texto, proposto pelo Paquistão em nome dos países muçulmanos, foi criticado por governos ocidentais e por uma aliança de grupos ativistas por limitar a liberdade de expressão.


Cerca de 180 organizações religiosas, seculares e de imprensa fizeram campanha contra a resolução, que, afirmam, "pode ser usada para silenciar e intimidar ativistas de direitos humanos, dissidentes religiosos e outras vozes independentes".


A resolução teve apoio de 23 dos 47 membros do Conselho. Onze países rejeitaram o texto, e 13 se abstiveram, entre eles o Brasil.

quarta-feira, 25 de março de 2009

PGJ recebe Comissão de Combate à Intolerância Religiosa

Portal do MPRJ (23/03/2009): PGJ recebe Comissão de Combate à Intolerância Religiosa: A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, formada por cidadãos de 21 entidades civis, vítimas de preconceito, foi recebida hoje (23/03) pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes. Na ocasião, o Presidente da Comissão, Ivanir dos Santos, entregou ao Procurador-Geral, ao Subprocurador-Geral de Justiça de Direitos Humanos e Terceiro Setor, Leonardo Chaves, e ao Promotor de Justiça Paulo Rangel, um relatório referente a casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro e em todo o País, além de um “Guia de Luta Contra a Intolerância Religiosa e o Racismo”. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 22 de março de 2009

Fé à luz da antropologia

O Globo, Prosa e Verso, pág.5, em 21/03/2009.


Fé à luz da antropologia


Para René Girard, só o cristianismo é capaz de reconciliar os homens

Regina Schöpke


Em meio a tantas vozes que buscam, cada vez mais, uma compreensão natural dos fenômenos humanos, ergue-se a voz de René Girard para defender que o verdadeiro segredo do homem continua contido na esfera religiosa. “Um antropólogo da violência e do sagrado”, é assim que o próprio Girard (que é membro da Academia Francesa e professor emérito de literatura comparada na Universidade de Stanford), se define ao apresentar sua tese de que o cristianismo, embora também fundado sobre o mito do bode expiatório (mito que estaria na base de todas as religiões arcaicas), é a única religião capaz de levar a uma verdadeira humanização.


Vítima expiatória seria um fenômeno universal Essa tese, defendida em seu livro “Coisas ocultas desde a fundação do mundo”, prolonga e aprofunda outra concepção de Girard: a da “rivalidade mimética”.


Girard — que toma emprestada de Aristóteles a idéia do homem como o animal que melhor tem a capacidade de imitar (“mimesis”, em grego, quer dizer imitação) — defende que, de tempos em tempos, os homens precisam, para apaziguar os ânimos e impedir uma guerra de todos contra todos, de inocentes que expiem as culpas da comunidade ou da sociedade (inocentes que são posteriormente divinizados).


Para ele, a vítima expiatória é um fenômeno universal. É porque os homens estão sempre imitando os outros, querendo aquilo que os outros possuem, que os conflitos se tornam inevitáveis e é aí que o “sacrifício” funciona para diminuir as tensões.


Eis o mecanismo que estaria na base de todas as culturas ou, mais especificamente, na esfera do sagrado desde “a fundação do mundo”: a busca dos culpados, dos que são “responsáveis” pelos males que afligem o grupo e os indivíduos.


Para Girard, a religião cristã também tem sua gênese no bode expiatório (Cristo, segundo ele, teria sido morto para apaziguar a tensão entre uma parte da comunidade judaica e o Império Romano), mas ao contrário das antigas e cruéis religiões, pautadas no sacrifício de sangue, o cristianismo teria desvendado o mito e assim contribuído definitivamente para libertar o sagrado da sua ancestral violência.


Excessos à parte (Girard mostra-se realmente muito entusiasmado com aquilo que ele acredita ser “a descoberta mais fabulosa de todos os tempos”), o que o emérito professor deseja é mostrar que aquilo que os estudiosos tentam entender há tempos (ou seja, o princípio do sagrado) já estava exposto na Bíblia ou, mais especificamente, nos Evangelhos. É por isso, diz ele, que os Evangelhos devem ser lidos à luz da antropologia e não apenas como artigos de fé. É claro que essa idéia não é tão nova (pelo contrário, muitos estudiosos fazem da Bíblia um prolongamento da mitologia).


Girard, que não nega essa proximidade da Bíblia com os mitos sagrados, dá uma saída honrosa para isso, reduzindo todas as religiões ao princípio comum da vítima expiatória, mas fazendo do cristianismo aquele que consegue transcendê-lo, superá-lo.


Eis porque, para ele, não apareceram mais religiões de sacrifício depois do advento do cristianismo.


Adversário convicto de Freud, Marx e Nietzsche, os pilares intelectuais do mundo contemporâneo, Girard ataca em todas as frentes o mundo atual, no qual a rivalidade teria chegado ao extremo e onde ninguém mais se entenderia e nem teria coragem de buscar a verdade — e menos ainda de falar em verdades universais.


É uma luta contra o ateísmo, sem dúvida, mas também é contra os que continuam fazendo do cristianismo uma religião de sacrifício, quando ela é a única, segundo ele, capaz de reconciliar os homens e vencer a violência humana.


Sem dúvida, ao lermos seu livro — que, na verdade, é um “falso debate” entre Girard e os psiquiatras GuyLe forte Jean Michel Oughourlian (dissemos “falso” porque não há verdadeiro debate, e sim um diálogo superficial, montado apenas para que Girard exponha a sua tese) — fica claro que sua intenção maior, a despeito da sua tentativa de conferir cientificidade absoluta às suas idéias, é retirar a todo custo o cristianismo do fundo comum das religiões, hoje tratadas pela antropologia e pelas ciências humanas como manifestações culturais e não mais como o lugar privilegiado da verdade.


É claro que é possível acusar Girard de interpretar “à sua maneira” os textos bíblicos; assim como se pode dizer que as suas conclusões são inteiramente subjetivas (e não científicas, como ele deseja provar). Até porque, para uma religião do amor e do perdão, o cristianismo sacrificou inocentes demais ao longo de sua história. Mas é claro que Girard sabe disso, e é por essa razão que ele insiste em pautar suas conclusões nos textos e não na realidade. Também se pode acusá-lo de simplificar demais as coisas e de continuar buscando a tal “estrutura” que nos unifica e nos explica.


Porém, em um ponto ele tem plena razão: é quando fala sobre a falência intelectual do nosso mundo.


Crítica à hesitação em afirmar ideias com vigor Pelo menos no campo da filosofia, quase mais ninguém tem coragem de afirmar suas idéias de um modo claro e vigoroso.


É como se, depois de Nietzsche e de sua corrosiva crítica à razão e à verdade, todos tivessem medo de cair em algum tipo de dogmatismo ou de serem acusados de acreditar em verdades absolutas.


Mas é bom lembrar que o próprio Nietzsche não teve qualquer receio de afirmar suas ideias. E, afinal de contas, se o pensamento não serve mais para pensar as coisas, o mundo e a si mesmo, ele serve para quê?


REGINA SCHÖPKE é filósofa, historiadora e autora de “Por uma filosofia da diferença”

sábado, 21 de março de 2009

Blog das Religiões

Blog das Religiões

Blog mantido pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre.

A fé que faz bem à saúde

Revista Época (21/03/2009): A fé que faz bem à saúde: Novos estudos científicos mostram que o nosso cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor. Entenda por que.



Veja mais:

sexta-feira, 20 de março de 2009

Jesus no cinema: história, estéticas e narrativas

IHU (20/03/2009): Jesus no cinema: história, estéticas e narrativas: Sem exageros, se poderia dizer que a história da sétima arte deve dar graças a Deus, literalmente, pela sua existência. Segundo o historiador e doutor em multimeios Luiz Antônio Vadico, foi a partir dos primeiros longas-metragens do Primeiro Cinema, ainda no século XIX, que se começou a pensar em cinema como narração de histórias. E a partir daí, Jesus tornou-se ponto comum em diversas obras, podendo-se falar em uma "cristologia fílmica", segundo Vadico. >>> Leia mais, clique aqui.


Veja mais:

sábado, 14 de março de 2009

'As religiões monoteístas são a raiz do mal'

O Globo, Caderno Prosa e Verso, pág.2, em 14/03/2009.


'As religiões monoteístas são a raiz do mal'


Poeta sul-africano critica condição feminina nos países árabes e diz que em nome da tolerância 'aceitamos o inaceitável'


ENTREVISTA Breyten Breytenbach


Nos anos 60, o escritor, poeta, dramaturgo e pintor Breyten Breytenbach lançou um movimento clandestino de resistência ao apartheid — Okhela — que lhe custou anos de prisão.


Escapou por pouco da pena de morte. Na prisão, escreveu livros autobiográficos como “The True Confessions of an Albino Terrorist” (1983). Muitas de suas poesias são escritas em africânder, língua derivada do holandês e falada sobretudo na África do Sul e na Namíbia.


Hoje, aos 70 anos, Breytenbach — que divide seu tempo entre África do Sul, Nova York e Paris — vê seu país com um olhar crítico: em várias entrevistas ele repete que a revolução que a África do Sul viveu com o fim do apartheid parou e é uma obra inacabada. Seu último livro, “L’Empreinte des pas sur la terre”, é um olhar irônico de seu próprio papel na resistência ao apartheid. Em entrevista ao GLOBO, em Dubai, um lugar povoado por mulheres com véus, ele se mostra um critico implacável da condição feminina nos países árabes.


O GLOBO: Viu-se no festival duas formas bem distintas de fazer poesia. O senhor acha que houve um diálogo entre os poetas daqui (Golfo Pérsico) e vocês?

BREYTEN BREYTENBACH: Não. Ainda não. Eu lamento. É urgente conseguirmos isso. Discutimos entre nós que era preciso deixarmos nossos quartos e ir escutar os outros.

O mais útil de um festival de poesia é o encontro entre as pessoas. É aí (no encontro) que a verdadeira questão se levanta: o que você faz, como você vive, o que é ser poeta no Brasil comparado com um poeta em Abu Dabi (um dos emirados dos Emirados Árabes Unidos)?


Como fica a questão da religião? Houve problemas num festival de literatura aqui por causa disso.

BREYTENBACH: Eu sou intolerante. Por mais que eu compreenda as razões pelas quais as pessoas são religiosas, para mim as religiões do deserto, as que chamamos de monoteístas, são a raiz do mal. Que seja cristianismo, judaísmo ou islamismo. A partir do momento em que temos um deus introduzimos forçosamente a intolerância, forçosamente uma norma: é assim e não pode ser diferente. Se é preciso ter um Deus, que se vá mais na direção dos índios. Pelo menos cada um tem um Deus para si.


A religião é um problema para muitos poetas daqui?

BREYTENBACH: Não é a religião que me choca. Por que não resistir amplamente à noção do que é a mulher aqui? Quando vejo todos estes senhores com suas túnicas de um mesmo branco, como são magníficos entre eles: machos, cavalos, romantismo e tudo mais.

E vejo as mulheres todas de negro com seus véus, do outro lado.

Há algo que não bate, não é? Não é Deus que me incomoda aqui: é a atitude em relação à mulher. Não é uma questão de religião. Mesmo em outras sociedades não regidas por Deus vê-se o mesmo problema.
Estamos tão desesperados com o mundo de hoje que dizemos na África que o futuro vai passar pelas mãos da mulher.


O senhor acredita?

BREYTENBACH: Acredito, sinceramente. Não é certo que vamos estar salvos quando as mulheres assumirem seu verdadeiro lugar. Mas algo vai mudar.

Houve algumas exceções, como Margaret Thatcher (exprimeiraministra britânica).

Mas ela não era mulher: era um homem disfarçado de mulher.

Em nome da tolerância e da diversidade, aceitamos o inaceitável. E é preciso que comecemos, pouco a pouco, a esclarecer isso.


Como?
BREYTENBACH:
Me lembro que tive grandes discussões na Holanda sobre isso. Os holandeses são orgulhosos de serem tolerantes e aceitarem os outros. E lá há muita gente de origem muçulmana e outras.
Falei com uma mulher e perguntei: é mais importante para a senhora defender o direito conquistado, como humanista, de igualdade para as mulheres, ou de respeitar a cultura dos outros, que vai colocar a mulher por trás de um véu e separada por uma cortina numa sala de aula? Disse ainda: como pode aceitar que algo de que não gostaria nunca para você aconteça no seu país, em nome da tolerância, religião e costume dos outros? O modernismo e o humanismo não são uma exclusividade ocidental. Ao contrário. Dizer isso é uma falta de conhecimento histórico terrível.


E a África do Sul?

BREYTENBACH: Acabo de publicar um artigo intitulado “O sorriso de Nelson Mandela: notas sobre uma revolução perdida”. É a minha verdade.

Os longos anos de luta pela liberdade na África do Sul foram uma viagem magnífica, porque os movimentos de libertação eram veículos de africanização. Acreditávamos, sinceramente, que estávamos criando uma nova identidade complexa: o homos sul-africano.

A África do Sul sempre foi construída desde o início. E neste caminho Nelson Mandela foi um pai. Ele é um enorme humanista. Dizia que eu tinha a sorte de ter sido enviado à prisão porque pude compreender o que é ser um negro na África do Sul (do apartheid).

Mas hoje estamos talvez regredidos em relação há dez anos. Eu compreendo (o que acontece) menos hoje do que há dez anos. O budismo me ensinou a possibilidade de viver o momento atual.


(Deborah Berlinck)

quinta-feira, 12 de março de 2009

O nome escondido de Deus é revelado. Artigo de Mark Sameth

IHU (12/03/2009): O nome escondido de Deus é revelado. Artigo de Mark Sameth: Mark Sameth, formado pelo Hebrew Union College-Jewish Institute of Religion, rabino da Sinagoga Comunitária de Pleasantville, em Nova Iorque, publicou um polêmico artigo na revista Reform Judaism, em sua edição do primeiro quadrimestre de 2009. No texto, Sameth defende que o verdadeiro nome de Deus, tão buscado por gerações e gerações de judeus, é, na verdade, um nome andrógino, que mescla em equidade "todas as energias masculinas e femininas". A tradução é de Moisés Sbardelotto. >>> Leia mais, clique aqui.

''Ponto Deus'' no cérebro humano? ''E por que não?''

IHU (12/03/2009): ''Ponto Deus'' no cérebro humano? ''E por que não?'': "E por que não? É normal que, na estrutura mais exclusiva do homem, o cérebro, haja uma predisposição natural com relação ao autor da vida, isto é, Deus". O teólogo e jornalista Gianni Gennari, ex-professor de teologia moral na Pontifícia Universidade Lateranense, não perde a calma frente às novas descobertas científicas da localização do "ponto Deus" no cérebro humano. >>> Leia mais, clique aqui.



Veja mais:

IHU (12/03/2009): Descoberta a zona do cérebro onde nasce a fé em Deus

Cientistas localizam área das crenças religiosas no cérebro

IHU (11/03/2009): Deus mora no cérebro

IHU (11/03/2009): O cérebro humano e a fé

BBC Brasil (06/03/2009): Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudo

quarta-feira, 11 de março de 2009

Cientistas localizam área das crenças religiosas no cérebro

Estadão (10/03/2009): Cientistas localizam área das crenças religiosas no cérebro: As crenças religiosas, que variam para cada ser humano e presentes em todas as culturas, usam redes cerebrais conhecidas por seu papel no desenvolvimento de funções cognitivas, de acordo com pesquisadores do National Institute of Neurological Disorders and Stroke (Ninds), dos Estados Unidos. >>> Leia mais, clique aqui.



Veja mais:

IHU (11/03/2009): Deus mora no cérebro

IHU (11/03/2009): O cérebro humano e a fé

terça-feira, 10 de março de 2009

Marroquinos saem às ruas para celebrar o aniversário de Maomé

FSP online (09/03/2009): Marroquinos saem às ruas para celebrar o aniversário de Maomé: Um desfile popular realizado nas ruas da cidade marroquina de Salguei celebrou nesta segunda-feira o aniversário do nascimento do profeta Maomé, que nasceu por volta do ano 570 na atual Arábia Saudita e morreu no ano 632. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 7 de março de 2009

Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudo

BBC Brasil (06/03/2009): Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudo: Acreditar em Deus pode ajudar a acabar com a ansiedade e reduzir o estresse, segundo um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá. >>> Leia mais, clique aqui.

Os sem religião no Censo nacional: investigações e ponderações acerca da ausência de pertencimento religioso no Brasil

Revista Espaço Acadêmico – Número 94 / Março de 2009: Denise dos Santos Rodrigues: Os sem religião no Censo nacional: investigações e ponderações acerca da ausência de pertencimento religioso no Brasil: O acompanhamento dos resultados dos recenseamentos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostra que foi na década dos 60 que a categoria de pessoas que se identificavam como sem religião passou a figurar nos seus quadros, representando 0,5% da população, desvinculada daquela categoria dos que não declaravam sua religião. Em 30 anos a aceleração de seu ritmo de crescimento a fez saltar dos 0,8% em 1970 para 4,7% da população nacional no Censo de 1991 e 7,3% no de 2000. Paralelamente os evangélicos passaram dos 4% na década dos 60 para 9% em 1991 e 15,6% em 2000, enquanto os católicos, grupo majoritário, entraram em declínio nesse mesmo espaço de tempo, deixando a marca dos 93% para 83,8% e, por fim, para os 73,9% em 2000. Enfim, os sem religião foram incluídos como uma categoria residual, que congrega todos aqueles que não se encaixam no perfil de nenhum grupo religioso, a qual evoluiu rapidamente, à primeira vista confirmando as clássicas teorias da secularização. Entretanto, dados empíricos de várias fontes apontam para outra realidade, além do que poderia ser interpretado como reforço da descrença: a afirmação de indivíduos que fogem do compromisso com as instituições religiosas, a despeito de suas possíveis convicções. Reconhecer, portanto, que a religião mudou de lugar dentro da sociedade contemporânea pode ser o primeiro passo para estudar as causas desse deslocamento e tentar explicar porque floresceram tantas mentes que se definem como sem religião. >>> Leia mais, clique aqui.

Simone Weil: Pensamento e ação

JB, Caderno Idéias (07/03/2009): Pensamento e ação - Pág. 6: Aos 100 anos deu nascimento, Simone Weil é objeto de redescoberta - Maria Clara Lucchetti Bingemer: (...) Sua trajetória intelectual de filósofa reconhecidamente brilhante combinava um exercício do intelecto, com todo seu rigor e exigência, a uma paixão pelo mundo e o ser humano, com um coração afetado profundamente por tudo aquilo que pudesse diminuir ou agredir a vida humana. E desde cedo uniu reflexão intelectual com prática política e transformadora. No início de sua carreira de professora de filosofia, milita nos sindicatos, participando das lutas operárias. Quando explode a guerra civil espanhola, viaja até Barcelona e se alista na coluna Durruti, sendo ferida em um acidente com uma lata de óleo fervendo. Pensa e escreve sem cessar: sobre a guerra, o socialismo, a situação da Europa, acossada pelo bolchevismo e pelo nazismo que começa a despontar. (...) Um dos temas sobre os quais SW refletirá e escreverá será o trabalho. A opressão que reinava nas fábricas modernas sobre os proletários a obcecava e para conhecê-la por dentro trabalhou um ano como operária em uma fábrica automotiva. Ali se sentiu marcada de forma indelével com o ferro em brasa da escravidão, deixando para sempre sua juventude entre os altos-fornos e a linha de montagem da fábrica. (...) No pensamento de Simone Weil encontra-se o embrião de propostas que aconteceram várias décadas mais tarde. Antes que a Teologia da Libertação falasse sobre a opção pelos pobres, ela deu um ano de sua vida na fábrica para sentir de perto as condições de vida dos operários e, consequentemente, construir uma reflexão sistemática sobre o trabalho na sociedade moderna. Embora se reconhecendo ligada ao cristianismo e muito concretamente ao catolicismo, acreditava na verdade existente em todas as religiões, várias décadas antes do Concilio Vaticano II. Portanto, muito antes de que na Igreja Católica o diálogo inter-religioso fosse ao menos uma preocupação no horizonte. Pioneira e excepcionalmente dotada em vários aspectos de sua personalidade, abriu caminhos por onde outros posteriormente andaram e andam inclusive nos dias de hoje. (...) Além de na França, o pensamento de Simone Weil é estudado em vários outros países, como Itália, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos e Japão. No Brasil ainda é incompreensivelmente pouco conhecida. >>> Leia mais, clique aqui.

MPF processa Record e Gazeta por ofender religiões afro

Último Segundo (06/03/2009): MPF processa Record e Gazeta por ofender religiões afro: O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ajuizou ontem uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que as emissoras de televisão Record e Gazeta não exibam mais programas que ofendam as religiões de matriz africana. Caso as emissoras descumpram a decisão judicial, o MPF quer que seja aplicada multa diária de R$ 10 mil. >>> Leia mais, clique aqui.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ética e laicidade. Entrevista com Massimo Cacciari

IHU (05/03/2009): Ética e laicidade. Entrevista com Massimo Cacciari: Nesta entrevista à revista Aggiornamenti Sociali, em sua edição de março de 2009, Massimo Cacciari aborda a relação entre ética e laicidade, com particular referência à práxis política.