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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Líbano cria uma festa nacional islamo-cristã

IHU (26/02/2010)

  • O Líbano cria uma festa nacional islamo-cristã: O governo libanês acaba de criar uma festa nacional na qual cristãos e muçulmanos se unirão em torno da figura de Maria, comum às duas religiões. Ela acontecerá no dia da Festa da Anunciação. A reportagem é de Joséphine Bataille e está publicada na revista La Vie, 22-02-2010. A tradução é do Cepat. Cristãos e muçulmanos terão uma festa comum, o que é inédito no mundo. O dia 25 de março será decretado “festa nacional comum islamo-cristã” pelo governo libanês, por proposição do primeiro-ministro, Saad Hariri. A nova festa acontecerá no dia em que todos os cristãos festejam a Anunciação, sem, contudo, substituí-la. O projeto consiste em fazer da Virgem Maria, venerada nas duas religiões, um elemento de coesão nacional. Com efeito, tanto o Evangelho, como o Corão relatam a Anunciação do Anjo Gabriel a Maria, e o mistério do nascimento virginal de Jesus. Para os muçulmanos, contudo, Maria (Maryam) não é a mãe do profeta Jesus (Issa); ela não é aquela que trará ao mundo o filho de Deus, aquele que os cristãos consideram ser o Cristo. Esta iniciativa foi preparada por uma delegação islamo-cristã, e levada ao governo há alguns dias, a fim de que oficializasse uma decisão tomada já em 2009. Reconhece-se assim o lugar importante da devoção a Maria tanto entre os cristãos como entre os muçulmanos e constitui um ponto de união entres os libaneses de todas as confissões. Depois desta importante decisão política, qualificada de histórica, os promotores desta festa esperam que a iniciativa repercuta em outros países. Os atores do diálogo inter-religioso trabalham nesse sentido há muitos anos. Celebrações comuns da Anunciação são organizadas no Santuário da Virgem de Harissa, o maior do Líbano, no norte de Beirute, ou no Colégio Notre-Dame de Jamhour, dirigido pelos jesuítas, sobre o tema “Unidos em torno de Nossa Senhora”. Esta última iniciativa tem uma acolhida muito boa por parte dos libaneses. Delegações estrangeiras, especialmente de Al-Azhar, se associam a ela, e cada ano, testemunhos, orações e cantos fazem deste encontro um acontecimento nacional transmitido ao vivo pela televisão e assistido por centenas e centenas de milhões de telespectadores em todo o mundo. Para além de seu aspecto simbólico, esta nova festa nacional será festiva. Ela deverá dar lugar a programas sócio-culturais que valorizam aspectos partilhados por cristãos e muçulmanos. Será constituída uma associação com essa finalidade, a partir da comissão espiritual fundadora do evento de Jamhour, e com representantes de associações e artistas que trabalham no campo do diálogo islamo-cristão ou no campo mariano. Recebido em audiência pelo Papa Bento XVI, em 21 de fevereiro, logo depois do decreto de criação da festa islamo-cristã, o primeiro-ministro aproveitou seu compromisso a favor da coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos. Os dois chefes de Estado fizeram votos para que “através da coexistência exemplar das diversas comunidades religiosas que compõem o Líbano, o país continue a ser uma mensagem para a região do Oriente Médio e para o mundo inteiro”.


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