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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 27 de abril de 2008

EUA criam cartilha sobre extremismo islâmico

Governo quer que seus agentes evitem citações que legitimem, entre os muçulmanos, ações terroristas

DA ASSOCIATED PRESS

O governo dos EUA abriu mais um fronte na luta contra o terrorismo, desta vez no campo da lingüística. Funcionários de agências federais americanas como o Centro Nacional de Contraterrorismo e os departamentos de Estado e da Segurança Interna estão sendo instruídos a alterar seu linguajar quando se referirem ao extremismo islâmico.

O objetivo dos documentos com instruções que estão circulando pelas agências é evitar que membros do governo empreguem em seu discurso termos que acabem por aumentar o apoio aos radicais entre as comunidades árabe e muçulmana. Tal efeito poderia ser produzido por palavras que dão aos extremistas um verniz de credibilidade religiosa ou por qualificações que ofendam os moderados, argumentam os criadores dos guias.

Membros do governo americano podem estar "involuntariamente passando a imagem de que os terroristas, que não possuem moral nem legitimidade religiosa, são bravos guerreiros, soldados legítimos ou porta-vozes dos muçulmanos comuns", afirma trecho de "Terminologia para Definir Terroristas: Recomendações de Muçulmanos Americanos", um relatório do Departamento de Segurança Interna.

O guia -um dos que foram produzidos por diplomatas e outros membros do governo incumbidos da tarefa de explicar a campanha antiterror dos EUA para o público- trata também do termo "jihad". Afirma que, enquanto os americanos podem entender "jihad" como sinônimo de guerra santa, a palavra abrange um conceito islâmico mais amplo, que envolve esforço visando o bem.

Consta num memorando intitulado "Palavras que Funcionam e Palavras que não Funcionam: um Guia para a Comunicação Contraterrorista" que "não é o que você diz, mas o que eles escutam" que conta. Esse mesmo memorando, aprovado recentemente pelo Departamento de Estado para uso diplomático, aconselha ainda seus leitores a não reagirem quando o terrorista saudita Osama bin Laden ou outra pessoa da Al Qaeda falar, para não "aumentar o prestígio deles no mundo muçulmano".

Outras recomendações do memorando incluem o uso dos termos "extremista violento" e "terrorista" em vez de "jihadista" e "mujahedin" [aquele que faz a jihad]. Palavras como "islamo-fascismo" também devem ser evitadas, pois "são consideradas ofensivas por muitos muçulmanos". Esse guia de "comunicação contraterrorista" visa, segundo palavras impressas nele, orientar as conversas de seus usuários com muçulmanos e a mídia.

Extraído de:
FSP, em 26/04/2008.

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