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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 4 de novembro de 2012

Trânsito religioso e o ''permanente peregrinar''. Entrevista especial com José Ivo Follmann



IHU (14/09/2012):Trânsito religioso e o ''permanente peregrinar''. Entrevista especial com José Ivo Follmann: “A esfera religiosa tende a se tornar uma esfera sempre mais diversificada e plural”, declara o sociólogo. O mapa religioso brasileiro, traçado a partir dos dados do censo 2010, pode ser comparado à “ponta de um grande iceberg da esfera religiosa do Brasil, que sinaliza para uma crescente diversificação e pluralidade”, afirma o sociólogo José Ivo Follmann, por e-mail, à IHU On-Line. Entretanto, apesar de sinalizar a “multiplicação de novas formas de expressão do religioso”, a pesquisa do IBGE demonstra uma “grande fragilidade dos números”, porque não contempla a diversidade religiosa brasileira. “Existe uma riqueza muito grande que subjaz e que as estatísticas ainda não estão conseguindo fazer emergir”, assinala. O pesquisador refere-se aos seguidores das religiões de matriz africana e assinala que “qualquer levantamento superficial que se faça, nas nossas regiões metropolitanas, leva à constatação de números elevados em termos de espaços físicos dedicados a religiões de matriz africana, como ‘casas’, ‘terreiros’ ou ‘centros’, com uma multiplicidade ímpar de denominações, tanto pelo viés das ‘afrobrasilidades’ umbandistas como pelo viés de ‘africanidades’ mais cultivadas em suas tradições de origem, muitas vezes também se expressando em suas formas cruzadas”. Para ele, o censo 2010 reitera a diversidade religiosa brasileira, que se manifesta, inclusive, naqueles que se declaram sem religião. Esse fenômeno de desfiliação religiosa, esclarece, está relacionado com o “crescimento de uma cultura favorável à independência dos sujeitos com relação aos atrelamentos institucionais. Trata-se do crescimento de uma cultura que estimula a afirmação dos sujeitos individuais, da independência subjetiva”. A subjetividade também favorece o “trânsito religioso” e a constante experimentação nas diversas matrizes religiosas, oportunizando ao fiel a elaboração de “processos de identidade religiosa”. “É um misto, uma espécie de composição do processo de peregrinação e de conversão. Muitas conversões acabam sendo passageiras e predomina o ‘permanente peregrinar’”, complementa. José Ivo Follmann é graduado em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, e em Teologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. É mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e doutor em Sociologia pela Université Catholique de Louvain. É vice-reitor e professor da Unisinos, onde leciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Também é diretor de Assistência Social da Associação Antônio Vieira – ASAV.  Confira a entrevista. >>> Leia mais, clique aqui.

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