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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Fé e evolução: a influência de crenças religiosas sobre a criação do homem na aprendizagem da teoria da evolução com alunos do 3° ano do ensino médio

Fé e evolução: a influência de crenças religiosas sobre a criação do homem na aprendizagem da teoria da evolução com alunos do 3° ano do ensino médio

Andréa Porto Luiz Madeira

Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (PUC-SP)

Data da defesa: 30/08/2007.

Resumo: O reconhecimento das transformações do campo religioso nas últimas décadas, e mais recentemente, o aumento e visibilidade do protestantismo pentecostal, mais conhecido como grupo de evangélicos, e a inserção destes em diversos âmbitos da sociedade brasileira e mais especificamente em instituições e espaços públicos, nos motivou a estudar e tentar compreender como a dinâmica interna das religiões e do cristianismo em geral, configura posturas individuais e coletivas que refletem no âmbito das relações e interações humanas, conflitos e tensões subjacentes a um contexto bem maior e complexo: o eixo ciência-religião. Devido à relevância histórica e a atualidade das questões e controvérsias quanto às explicações da origem do universo, da vida e do homem, a temática deste trabalho vem discutir o grau de conhecimento e adesão às teorias conhecidas como evolucionismo e criacionismo e a forma como são entendidas, interpretadas e, mediadas, por agentes sociais formadores de opinião como, por exemplo, professores e líderes religiosos. Nosso trabalho é, portanto, o resultado dessa pesquisa que investiga a concepção, convicção e a interpretação de jovens secundaristas da classe popular da Grande São Paulo, mais especificamente do município de Guarulhos, quanto à origem da vida e do homem. Tomamos como ponto de partida, a realidade educacional pública, mais particularmente, o ensino de biologia. A pesquisa aponta para a necessidade da conjugação e a convivência de opiniões distintas e conflitantes no âmbito da sala de aula, bem como, para o reconhecimento de um mapa indicativo que reflete elementos constitutivos de adesão e afiliação em ambas esferas e, apontam para uma adesão híbrida que se configura talvez, numa nova forma de ressignificação de identidade fundamentalista em ambos os campos: científico e religioso. Nesse sentido, entendemos que esse confronto ideológico entre evolução e criação, cada vez mais, se consolida, como um elemento de fundamental importância na análise e compreensão de aspectos da sociedade brasileira que muito tem chamado a atenção de educadores e pesquisadores no âmbito das ciências sociais.

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