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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Papa autoriza que Santo Sudário volte a ser exposto em 2010

da Efe, na Cidade do Vaticano
FSP on-line, em 02/06/2008.

O papa Bento 16 autorizou nesta segunda-feira que o Santo Sudário --pano no qual o corpo de Cristo teria sido envolto-- volte a ser exposto ao público em 2010.

Bento 16 fez o anúncio durante uma audiência com um grupo de peregrinos de Turim (norte da Itália) em cuja catedral está a relíquia.

O bispo de Roma disse aos fiéis presentes à audiência que a exposição do Santo Sudário será uma ocasião "mais que adequada para contemplar este misterioso rosto, que silenciosamente fala ao coração dos homens e convida todos para se reconhecerem no rosto de Deus".

Além disso, acrescentou: "Caso o Senhor me dê vida e saúde eu espero ir também" a Turim.

A última vez que o Santo Sudário foi exposto ao público foi em 2000, por ocasião do Jubileu da Igreja Católica. Em 1998, ele também foi exposto e o papa João Paulo 2º pediu às pessoas de Turim que admirassem o pano santo.

A "Sindone" (do grego "sindon", mortalha), como também é conhecido o Santo Sudário, é considerada uma das relíquias mais famosas e discutidas do Cristianismo. O objeto mede 4,39 metros de comprimento e 1,15 metros de largura.

Desde 1353 há notícias sobre o Santo Sudário --ano em que uma tela de linho que supostamente serviu de mortalha para Cristo apareceu em Lirey (França), levada, possivelmente, por alguns seguidores de Jesus que estavam na Terra Santa no dia da crucificação.

Um século depois, a relíquia chegou às mãos dos duques de Sabóia, que a levaram para Chambery. Em 1532, foi danificada por um incêndio e, em 1694, foi transferida para a capela do Duomo (catedral) de Turim.

Os testes para comprovar se realmente o Santo Sudário foi usado para envolver o corpo de Cristo começaram a ser realizados em 1898, depois que um fotógrafo de Turim tirou uma foto do lençol e, no momento de revelá-la, percebeu que as imagens negativas representavam o corpo e o rosto de um homem crucificado.

Em 1988 o pano foi submetido ao teste do carbono 14 em três laboratórios de Suíça, EUA e Reino Unido e o resultado obtido afirmou que se trata de um tecido datado de um ano entre 1260 e 1390.

Importantes especialistas criticaram o procedimento por considerarem que ele foi realizado de forma equivocada.

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