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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Atenas e Jerusalém, juntas para renascimento do cristianismo

Atenas e Jerusalém, juntas para renascimento do cristianismo


Um livro de Dom Leuzzi propõe uma nova aliança entre razão e fé



CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Uma nova aliança entre fé e razão, encarnadas respectivamente por Jerusalém e Atenas, pode ser o segredo da renovação não só do cristianismo, mas da cultura em geral.

É a proposta apresentada pelo livro «Atenas e Jerusalém novamente juntas» («Atene e Gerusalemme di nuovo insieme»), editado pela Livraria Editora Vaticana, escrito por Dom Lorenzo Leuzzi, diretor do Departamento para a Pastoral Universitária da Diocese de Roma e secretário da Comissão de Universidade do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

Entrevistado pela Zenit, Dom Leuzzi explica que o encontro entre Atenas e Jerusalém é decisivo para o renascimento da religião e para renovar a ação eclesial.

O prelado está certo de que «o cristianismo está, nesta situação histórica, em uma condição favorável com relação às demais culturas religiosas hoje presentes no cenário mundial» e «pode abrir horizontes novos na cultura contemporânea».

Segundo Dom Leuzzi, «não se pode compreender a modernidade sem entender a verdadeira natureza da religião» e «não se trata de dar vida a uma simples reconstrução intelectual para os envolvidos, mas um giro teológico que deve implicar a vivência concreta das comunidades cristãs».

«Quanto mais o cristianismo der testemunho significativo e confiável de que a Palavra é o Logos – acrescenta Dom Leuzzi –, mais ajudará as religiões, e ajudará a si mesmo, a não homologar-se em um vago protecionismo religioso; e ajudará a razão a não perder-se no mundo do irracional.»

Para o prelado que guia a pastoral universitária de Roma, «a comunidade cristã deve empreender uma grande obra de renovação pastoral que seja expressão do encontro vivo e real com Jesus de Nazaré».

«Por isso – observa –, o novo encontro entre Atenas e Jerusalém deve animar toda a ação eclesial, começando pelo delicado e articulado empenho educativo no qual, mais que em outros setores, adverte-se a profundidade e a gravidade de sua ausência.»

Neste sentido, o prelado do Vicariato de Roma recorda o discurso do Papa em Viena, em 7 de setembro de 2007, quando Bento XVI sublinhou que o cristianismo deu origem a «esse universalismo igualitário, do qual derivaram as idéias de liberdade e de convivência social» que são «uma herança imediata da justiça judaica e da ética cristã do amor».

«Inalterada na substância, esta herança foi sempre assimilada de forma crítica e novamente interpretada. A isto até hoje não há alternativa», afirmou então o pontífice.

«Por este motivo – conclui Dom Leuzzi –, é necessário que Atenas e Jerusalém se encontrem de novo.»

O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, escreveu o prólogo do livro para explicar que, no ensinamento de Bento XVI, «a Igreja e o mundo se exigem mutuamente como interlocutores que se buscam e se confrontam, porque a verdade do homem é a primeira preocupação da Igreja e a notícia de que Deus é Amor é o que o mundo espera desde a eternidade».

A perspectiva de realizar um novo encontro entre Atenas e Jerusalém, para o secretário de Estado vaticano, «não pertence à nostalgia do passado, mas constitui um projeto ambicioso que a humanidade tem diante de si» e do qual «depende o destino do homem».

Desde este ponto de vista, recai «uma responsabilidade maior» sobre todos que «encontraram o Amor, seu rosto humano em Jesus de Nazaré, e «estão chamados a compartilhar com Bento XVI o desejo de servir o homem em sua concreta existência histórica».

O Magistério do Papa, acrescenta o purpurado, «abre o caminho de uma profunda renovação da vida da comunidade eclesial, chamada a encontrar em si mesma, e não fora de si, a sintonia com o caminho da história, porque a história humana já é presente vivido de sua existência».

«A vida cristã não se deve contar entre as formas de religiosidade mítico-simbólicas ou entre as propostas de animação social, mas é real inserção em Cristo, que é o Logos-Palavra. A vida nova em Cristo, doada no Batismo, é plenitude de historicidade, que habilita o crente para compreender e a servir a história.»

O realismo da fé é «o principal caminho para recriar o tecido cristão da comunidade eclesial, talvez absorvida pelas preocupações que desviam seu olhar de Cristo». «Atenas e Jerusalém podem voltar a encontrar-se porque, no coração da Igreja, a fé e a razão estão na condição favorável de iluminar as vias novas a empreender.»

Como no passado, acrescenta o purpurado, também hoje a comunidade cristã «deve responder com generosidade às expectativas da humanidade, empenhada em uma difícil conjuntura da história, ainda carente de adequadas soluções para o desenvolvimento integral da pessoa humana».

As reflexões recolhidas no livro de Dom Leuzzi podem, portanto, ser «impulso, não só no âmbito teórico, mas também operativo, para acolher com confiança os desafios da cultura contemporânea, e no âmbito criativo para compartilhar o Magistério de Bento XVI que busca a renovação pastoral do tecido eclesial».

«Se aumentar em todos a consciência de que Atenas e Jerusalém podem voltar a encontrar-se, o caminho da história transcorrerá por vias que todos os homens poderão percorrer com alegria e serenidade», conclui o purpurado.

Atenas e Jerusalém, juntas para renascimento do cristianismo

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