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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 30 de novembro de 2008

A nova Era do Espiritismo (material completo)

La comparacin en la enseanza de la historia

Revista Galileu - Edição 209 - Dez de 2008 - Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa metamorfose ainda pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?


Veja mais:

A nova Era do Espiritismo


sábado, 29 de novembro de 2008

UE define penas mínimas para crimes racistas e xenófobos

La comparacin en la enseanza de la historia

Deutsche Welle, em 28/11/2008 - Os ministros da Justiça da União Européia definiram nesta sexta-feira (28/11) penas mínimas comuns de um a três anos de prisão para crimes de motivação xenófoba ou racista.


Também aprovar em público, negar ou banalizar genocídios e crimes contra a humanidade ou de guerra será passível de penalização em caso de perturbação da ordem pública.


Os ministros da União Européia já haviam atingido um consenso sobre esse assunto em abril de 2007, quando o bloco esteve sob a presidência da Alemanha. Faltava, no entanto, a aprovação do Parlamento em sete países-membros.


Leia mais:

Xenofobia é mais difundida na Alemanha do que se pensa

Xenofobia provoca novo debate sobre proibição do partido neonazista

Conselho dos Judeus cobra combate eficiente à xenofobia

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A nova Era do Espiritismo

Já nas bancas!!!!!!!

Revista Galileu – Dezembro de 2008 – Edição Número 209



As festividades natalinas fecais da Catalunha

Josh Ward

Der Spiegel, em 26/11/2008.


Algumas das tradições natalinas mais curiosas podem ser encontradas na Catalunha, onde a idéia de espírito de festas parece envolver algumas das funções corporais mais básicas.


Eis aquí duas passagens que não se esperaria necessariamente encontrar para um mesmo termo da Wikipédia: "o menino Jesus é Deus na forma humana" e "todo mundo defeca".


Mas se você verificar o termo, tentando obter uma explicação da tradição catalã fecal-cêntrica encarnada no boneco conhecido como el caganer, é exatamente isso que encontrará. De fato, a tradição é um elemento bastante estimado da celebração do Natal na Catalunha, apesar da suas origens algo obscuras.


Um caganer - ou "cagão" - é uma pequena figura humana agachada com as calças abaixadas (ou a saia levantada) para atender a uma necessidade natural. Eles circulam pela região desde o século 17, e podem ser encontrados com freqüência em um canto obscuro dos presépios de Natal.


Alguns dizem que, originalmente, estas figuras tornaram-se populares entre os agricultores que acreditavam - de forma bem prática - que as "oferendas" do caganer tornariam o solo rico e produtivo para o ano seguinte. De forma algo vaga, o website da Associação dos Amigos do Caganer - uma organização fundada em 1990 para comemorar a tradição do caganer, e que tem 60 membros espalhados por todo o mundo - afirma que o objetivo desses bonecos é acrescentar "uma faceta humana à representação do mistério do Natal".


A Wikipédia menciona como o caganer pode representar a "igualdade de todas as pessoas" porque "todo mundo defeca", ou que ele pode ter sido criado para reforçar a idéia de que "o menino Jesus é Deus na forma humana".


Na Catalunha, crianças pequenas ainda brincam de um jogo do tipo "Onde está Wally?" que envolve a procura do caganer no presépio de Natal. Segundo o website da Associação dos Amigos, o caganer é "colocado sob uma ponte, atrás de uma pilha de feno ou em um outro local em que fique discretamente escondido", já que seria "uma falta de respeito" colocá-lo perto do cenário da manjedoura.


O el caganer original é uma figura em madeira ou cerâmica de um camponês usando o tradicional barrete vermelho catalão com uma tarja negra (a barretina) e fumando um cigarro ou um cachimbo. Mas a popularidade da figura gerou uma expansão enorme de personagens defecadores.

Marc Alos faz parte da família que produz e vende tais bonecos desde 1992 em Girona, uma cidade que fica 100 quilômetros a nordeste de Barcelona. A companhia, Terra I Mar - Caganer.com, oferece 150 tipos de bonecos caganer, que retratam figuras políticas, esportivas e outras mais anônimas ou tradicionais, como camponeses, freiras e Papai Noel - todos eles evacuando. "Pessoas de todo o mundo nos procuram e pedem que façamos estatuetas de figuras de suas regiões", diz Alos. "Mas não dá para satisfazer a todos."


Vendendo de 20 mil a 25 mil bonecos por ano, a companhia de Alos é a maior do gênero. Segundo Alos, a figura mais popular é de longe o camponês tradicional. Porém, o segundo lugar é ocupado por uma versão agachada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.


Quando lhe perguntam por que ele acha que a figura de Bush é tão popular, Alos prefere dizer apenas: "As figuras mais vendidas são sempre as mais amadas ou odiadas". Alos acrescenta que, com base nos recentes números relativos às vendas, parece que o presidente eleito Barack Obama também se encaixa nessa categoria.


Alegria natalina (re)laxante

O outro elemento escatológico do tradional Natal catalão é o Tió de Nadal, que pode ser traduzido mais ou menos como "acha de lenha de Natal". Também conhecido como "Caga Tió", ou "acha de lenha cagona", esse personagem é um pedaço de lenha de 30 centímetros que tem uma das extremidades ocas. Em tempos recentes, a outra extremidade ganhou uma face sorridente, usando uma versão miniatura da barretina e sustentando-se sobre duas pernas de varetas.

A partir de 8 de dezembro, dia da Festa da Imaculada Concepção na tradição católica, o pedaço de lenha é "alimentado" com pequenas quantidades de doces, nozes, figos e torrons - um tipo de nougat da região - todas as noites, e dorme sob um pequeno cobertor. Na véspera ou no dia de Natal, dependendo da casa, uma extremidade da acha é colocada no fogo e ordena-se ao pedaço de madeira que defeque.


Para apressar e estimular os movimentos intestinais simbólicos do pedaço de lenha, as crianças cantam músicas especiais e a espancam com pedaços de pau, gritando "caga tió!". A seguir alguém tira de sob o cobertor da acha de lenha um presente que é dividido entre o grupo.

É claro que, se ainda tiverem fome, as pessoas sempre podem ir até as confeitarias locais, que vendem doces em formato de fezes durante o período de fim de ano.


domingo, 23 de novembro de 2008

Hare krishna versão light

Os novos adeptos da religião vivem fora dos templos e levam vida “normal” – exceto por entoar o mesmo mantra 1.728 vezes por dia. >>> Leia mais em Revista Época, Edição 549 - 24/11/2008.


Leia mais:

Hare krishna versão light – página 1

Hare krishna versão light - página 2

sábado, 22 de novembro de 2008

Evidências genéticas negam existência de "raças humanas"

Evidências genéticas negam existência de "raças humanas"; ouça especialista
da Folha Online, e, 18/11/2008.


O conceito de raça, um produto da imaginação cultural, precisa desaparecer da sociedade. Não há nenhuma razão em mantê-lo, principalmente por ter sido usado no passado como motivação para exploração do homem pelo homem, tanto no tráfico de escravos quanto no Holocausto nazista, no qual 6 milhões de judeus e ciganos foram dizimados na Europa.


As informações são doutor em genética humana Sérgio D. J. Pena, professor titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Ele também é autor do livro "Humanidade Sem Raças?", da Publifolha.


Ouça outros podcasts da série "Livros".


Segundo Pena, existem várias linhas de evidências que demonstram que não existem raças humanas. "A primeira é que a espécie humana é jovem --só tem 200 mil anos-- e tem padrões migratórios amplos demais para permitir que houvesse a separação em raças diferentes", analisa.

O professor diz que, talvez, o indício genético mais forte contra a existência de raças é a demonstração de que mais de 90% da diversidade humana está dentro das populações, e não entre elas.


"Por exemplo, se houvesse um cataclisma nuclear e toda humanidade desaparecesse e ficasse apenas a América do Sul, nós teríamos aqui 93% da variabilidade genômica de todo o mundo. Se desse cataclisma ficasse apenas uma cidade, como Belo Horizonte, nós teríamos pelo menos 90% da variabilidade genômica humana", explica.


De acordo com o pesquisador, um brasileiro de pele branca é tão diferente de qualquer brasileiro como de um indivíduo nascido em Nairóbi, na África, ou de outro que vive em Beijing, na China.


O doutor acredita que o feriado do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, é uma data em que se deve refletir sobre o quanto de mal a noção de raça já criou anteriormente ao ser usada como justificativa para atos inumanos.


"Cada um de nós tem um genoma único. Por que não valorizar essa individualidade que vem da nossa história de vida e, ao invés de dividir em um punhado de raças, dividir a humanidade em 6 bilhões de pessoas?", questiona o professor.


"Humanidade Sem Raças?"

Autor: Sérgio D. J. Pena

Editora: Publifolha

Páginas: 72

Quanto: R$ 12,90

Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da Publifolha



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ciências da Religião (Science of Religion)

Ciências da Religião (Science of Religion)

Mensagem

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Um antigo monumento à alma: primeira prova escrita da separação do corpo

O Globo, Ciência, página 36, em 19/11/2008.


Um antigo monumento à alma

Primeira prova escrita da separação do corpo


John Noble Wilford

Do New York Times


Num reino montanhoso localizado no atual sul da Turquia viveu, no oitavo século antes de Cristo, Kuttamuwa, um oficial real encarregado de supervisionar as obras de um monumento de pedra a ser erguido após a sua própria morte. As palavras escolhidas para o seu epitáfio: “para a minha alma, que está neste monumento”.


Arqueólogos da Universidade de Chicago, que fizeram a descoberta no ano passado nas ruínas de uma cidade murada perto da fronteira com a Síria, sustentam que o monumento oferece a primeira evidência escrita de que as pessoas da região adotavam o conceito da alma separada do corpo. Em oposição, povos semitas da mesma época, como os israelitas, acreditavam que corpo e alma eram inseparáveis e, por isso, a cremação seria impensável, como observa a Bíblia.


Indícios circunstanciais achados no sítio sugerem que eles cremavam seus mortos no local. A descoberta e suas implicações foram descritas na semana passada em entrevistas concedidas por arqueólogos da Universidade de Chicago que participaram das escavações na Turquia.


— Normalmente, nas culturas semitas, a alma de uma pessoa, sua essência vital, adere aos ossos dos mortos — afirmou David Schloen, arqueólogo do Instituto Oriental da universidade e coordenador das escavações.


— Mas aqui temos uma cultura que acreditava que a alma não está no cadáver, mas tinha sido transferida para uma pedra mortuária.



Programação do V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos

Veja a programação completa do

V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos, clique aqui

ou

Programação do V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos


O Programa de Estudos Judaicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) anuncia o V ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS que se realizará em 02 a 05 de Dezembro de 2008 no campus dessa Universidade. O objetivo do evento é proporcionar um amplo debate em torno dos estudos e pesquisas realizadas sobre a temática judaica e, ao mesmo tempo, promover novos questionamentos e propostas críticas a serem incorporadas às futuras agendas de trabalho. As temáticas vão se concentrar em dois eixos principais: “Judaísmo e Globalização” e os “60 Anos do Estado de Israel e o Oriente Médio”. A cerimônia de inauguração terá como objetivo apresentar os 15 anos de atividades do Programa de Estudos Judaicos e iniciar os trabalhos acadêmicos com o “Painel de Abertura” que terá como conferencistas os doutores Anita Novinski (USP), Joseph Hodara (Universidade Ben Gurion/Israel) e Marcos Aguines (Universidade Buenos Aires, escritor). O evento contará com um grande número de professores e pesquisadores de várias universidades brasileiras e do exterior.


Veja mais:

V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos



III Simpósio Internacional sobre Religiosidades, Diálogos Culturais e Hibridações

CAMPO GRANDE (MS) - Informamos que até 9 de fevereiro de 2009 estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalho e até 23 de março de 2009 as inscrições para os demais participantes do evento. Para os pesquisadores e público em geral que se inscrever e pagar a taxa de inscrição até o dia 15 de dezembro estaremos oferecendo um desconto. Informações, clique aqui.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Judeus e cristãos, juntos para educar novas gerações

Entrevista ao presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos - Por Lisztovzki Tunde - BUDAPESTE, domingo, 16 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- É de vital importância que judeus e cristãos continuem dialogando e colaborando juntos na educação das futuras gerações, na tolerância e no compromisso, afirmou o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ao finalizar o II Congresso Internacional organizado pela Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo e pela Comissão Judaica Internacional sobre Consultas Inter-Religiosas. O encontro, realizado em Budapeste (Hungria), de 9 a 12 de novembro, tratou sobre «A sociedade civil e a religião, perspectivas católicas e judaicas». O cardeal fez um balanço com a Zenit. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 16 de novembro de 2008

Os melhores textos sobre o Cristianismo

Esse especial de Arquivos História Viva não apenas reúne os melhores textos publicados na revista (e também na série Grandes Religiões e Santa Filosofia) sobre o cristianismo. Mais também conta e reflete sobre uma trajetória fascinante e intrigante: como uma pequena seita judaica nascida na Palestina tornou-se a maior religião do mundo.


Sumário
Um legado de 2 mil anos

Uma visão geral da história da Igreja, desde a Antigüidade até os dias de hoje


Cronologia
Os principais acontecimentos que marcaram a Era Cristã


As origens

O contexto histórico em que viveu Jesus

As mais recentes contribuições da arqueologia para o estudo de como foi de fato a vida de Cristo na Palestina do século I


Andarilhos do Mediterrâneo

Para se impor na Gália, na Espanha e na África do Norte, a religião cristã utilizou os caminhos do Império Romano


Pedro, o primeiro missionário

A trajetória do homem que liderou os seguidores de Jesus após a morte do messias


Paulo, a humanização de Deus

A peregrinação do apóstolo pelo Império Romano para reunir os cristãos em uma só Igreja


A expansão

Constantino, o imperador dos cristãos

No ano 312, uma visão indicou ao soberano o caminho do cristianismo. Desde então, ele aplicou os preceitos da nova religião à sua vida pessoal e à gestão do Império Romano


A Europa cristianizada

Os bispos cristãos aproveitaram as instituições do Império Romano para estruturar o poder da Igreja medieval


Carlos Magno, protetor do papado

Ao refundar um império no Ocidente, o rei franco consolidou a autoridade do pontífice na Europa medieval


As quatro primeiras Cruzadas

Um resumo das campanhas cristãs que combateram o domínio muçulmano na Terra Santa


A escolástica de São Tomás de Aquino

O filósofo sistematizou o pensamento religioso na Idade Média ao fazer a releitura de pensadores clássicos


Os desafios da modernidade

A crise da Igreja antes da Reforma

No fim da Idade Média, a corrupção generalizada do clero abalou a credibilidade do catolicismo

A rebeldia de Lutero

Diante dos abusos da Igreja de Roma, o monge agostiniano se insurgiu contra a autoridade do papa em 1517


A Companhia de Jesus e a mundialização

Armada de espírito militante e disciplina militar, a ordem fundada por Inácio de Loyola no século XVI deu nova vida ao catolicismo em um momento de grave crise


A cristandade na defensiva

Diante das inovações sociais e políticas do século XIX, a Igreja recusou-se a dialogar com a modernidade

O concílio que mudou tudo

Em quatro anos, o papa João XXIII reformou quatro séculos de história eclesiástica e modernizou a Igreja


Dom Hélder Câmara a Igreja Social

A vida do padre que encarnou a Igreja pós-Vaticano II no Brasil e sua luta contra os militares



V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos

O Programa de Estudos Judaicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro anuncia o V ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS que se realizará em 02 a 05 de Dezembro de 2008 no campus dessa Universidade. Este V Encontro centra-se em dois eixos temáticos principais: JUDAÍSMO E GLOBALIZAÇÃO e os 60 ANOS DO ESTADO DE ISRAEL e o ORIENTE MÉDIO que se desdobram em vários itens / sessões, conforme constam a seguir.


JUDAÍSMO E GLOBALIZAÇÃO

OS 60 ANOS DO ESTADO DE ISRAEL E O ORIENTE MÉDIO


Temática sugerida:

  • Nacionalismo e Fundamentalismo: implicações no mundo globalizado
  • Preconceitos revividos: o anti-semitismo
  • Conflitos contemporâneos: o Oriente Médio
  • Raízes judaicas no Brasil: os “cristãos novos’ e os “retornados”
  • Intolerância às minorias: racismo e anti-semitismo
  • As relações internacionais Brasil X Israel
  • Israel: a construção da nação e do estado: reflexões teóricas
  • As novas interpretações: o pós-sionismo
  • Estudos políticos: o mundo judaico aos 60 anos de Israel
  • Israelenses e Palestinos: a questão da Paz
  • A essência identitária judaica: modernidade e mudança
  • Discutindo Bauman sobre Globalização e Holocausto
  • Escrevendo e reescrevendo o Holocausto: análise crítica da produção intelectual
  • Os mitos e a caracterização marginal dos judeus: os indesejáveis convenientes
  • Dilemas de Israel como potência nuclear
  • Dispersões, diásporas e exílios na historiografia judaica
  • Judeofobia e ressurgência do anti-semitismo moderno
  • Trajetórias culturais das comunidades judaicas no Brasil e na América latina
  • A escritura Literária Judaica no Brasil e na América Latina
  • Imigração e a construção das comunidades judaicas: Brasil e América Latina
  • Pensamento filosófico judaico
  • Literatura israelense contemporânea
  • Demografia judaica no Brasil e no mundo
  • Escritos bíblicos: interpretações e debates
  • Continuidade e mudança: revisitando o papel da tradição judaica
  • Religião judaica e seus diferentes discursos: análise comparativa


sábado, 15 de novembro de 2008

Ensino religioso ou ensino sobre religiões: a concepção de ensino religioso escolar no estado de São Paulo

Ensino religioso ou ensino sobre religiões: A concepção de ensino religioso escolar no estado de São Paulo

Débora Vasti Colombani Bispo de Almeida

Dissertação de Mestrado em Ciência da Religião (PUC-SP).

Data da defesa: 02/10/2006.

Resumo: A pesquisa trata da questão das concepções de Ensino Religioso no sistema escolar público do Estado de São Paulo. O estudo aponta e analisa as concepções explícitas e implícitas que aparecem nas discussões preliminares e posteriores à Lei 10783/01 que ocorreram na Assembléia Legislativa, por ocasião da tramitação do Projeto de Lei 1036/99. Focaliza também a Deliberação CEE 16/2001 e a Indicação CEE 07/2001 e os escritos produzidos pelos mentores do Ensino Religioso escolar público para o Estado de São Paulo, contidos nos Cadernos de Ensino Religioso e nos artigos publicados na revista eletrônica REVER. Como pressuposto teórico para essas análises foram expostas as principais concepções de Ensino Religioso, a confessional, a transreligiosa e a fenomenológica. Conclui-se que o Ensino Religioso escolar público do Estado de São Paulo se apresenta como uma mescla de várias concepções conflitantes, prevalecendo a tendência de caracterizá-lo como Ensino de Religiões, privilegiando o enfoque da história, da cultura e da ética, preterindo o que a concepção transreligiosa e fenomenológica consideram fundamental, a saber, o estudo e a experiência do Transcendente.


Deuses superinteressantes: a religião na perspectiva da Revista Superinteressante - edições de 2000 a 2002

Deuses superinteressantes: a religião na perspectiva da Revista Superinteressante - edições de 2000 a 2002

Helvânia Ferreira Aguiar

Dissertação de Mestrado em Ciência da Religião (PUC-SP).

Data da defesa: 07/06/2006.

Resumo: Esta dissertação tem como objetivo investigar a cobertura dada pela revista Superinteressante à temática religiosa e caracterizar o tipo de visão que a publicação veicula acerca da religião. A partir dos anos 90, a revista ampliou o espaço e a freqüência dos temas religiosos em suas páginas, sobretudo, no triênio 2000, 2001 e 2002. Partindo dessa constatação, formulamos as questões que nortearam a pesquisa: Quais as principais temáticas religiosas que aparecem em suas páginas? Elas refletem de alguma forma a inquietude espiritual da sociedade pós-moderna? A abordagem da religião por Superinteressante tende ao espetáculo? A revista supre uma lacuna no mercado editorial, levando-se em conta que é uma publicação laica, mas que trata freqüentemente de religião? Nossas suposições preliminares apontam para uma cobertura jornalística da temática religiosa que oscilaria entre a tentativa de aprofundamento e a espetacularização/superficialidade da informação, o que refletiria a inquietude espiritual e o tipo de religiosidade que permeia a sociedade pós-moderna, com forte inclinação para a elaboração de referenciais de crença bastante particulares e individuais. Nesse aspecto, a revista supriria, também, uma lacuna no mercado editorial ao tratar da religião sem proselitismo, ao contrário dos veículos institucionais, de tom confessional. Para investigar o fenômeno, trabalhamos com duas linhas interpretativas: uma voltada para a análise de conteúdo por meio de referenciais teóricos multidisciplinares indicados pelas Ciências da Religião, baseados nas obras de Guy Debord, Anthony Giddens, Zigmunt Bauman e Gianni Vattimo; e outra voltada para a análise de conteúdo balizada por referenciais advindos do Jornalismo. Na primeira tentou-se estabelecer características específicas do objeto de estudo e na segunda, seus aspectos gerais. O primeiro capítulo visa traçar um perfil abrangente da revista. O segundo analisa o conteúdo das reportagens, privilegiando o olhar das Ciências da Religião. No terceiro, busca-se o contraponto, com uma análise quantitativa sob o enfoque do Jornalismo e no quarto capítulo dá-se o cruzamento dessas duas vertentes teóricas.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Holanda punirá "insultos" e "declarações ofensivas" vinculadas à religião

Jean-Pierre Stroobants

Correspondente em Bruxelas

Le Monde, em 12/11/2008.


As autoridades holandesas vão retirar do seu arsenal penal um artigo que sancionava a blasfêmia. Contudo, este será substituído por um dispositivo que condena a discriminação, os "insultos graves" e as declarações "inutilmente ofensivas" dirigidas a indivíduos, relativas "à sua raça, à sua orientação sexual e à sua religião". Em última instância, a reforma conduz a prever um provável aumento das restrições da liberdade de expressão, num país que já vivenciou diversos episódios tumultuados neste campo, no decorrer dos últimos anos.


Em 2004, o cineasta Theo Van Gogh foi assassinado em Amsterdã por um militante islâmico radical, por ter realizado o filme "Submission" (2004). Ele havia sido taxado de blasfemador pelo seu assassino. Ayaan Hirsi Ali, uma ex-deputada de origem somali, que foi co-roteirista do filme e que desde então vive exilada em Washington, havia sido alvo da mesma acusação. Em 2006, o caso das caricaturas dinamarquesas de Maomé teve uma repercussão particular na Holanda, onde os observadores temeram que ele desencadeasse outros atos de violência.


Censura
Há alguns meses, foi a difusão do filme anti-Islã "Fitna", do deputado populista Geert Wilders que focalizou as atenções. O governo havia mencionado então a idéia de proibir este panfleto. Na esteira deste caso, um caricaturista da imprensa havia sido preso, uma vez que alguns dos seus desenhos haviam sido considerados como "ofensivos" para com os muçulmanos. Era a primeira vez desde 1945 que uma medida de censura desta gravidade era tomada.


Movidas pela preocupação de apaziguar as relações entre os holandeses de origem e a importante comunidade muçulmana, as autoridades haviam acenado em diversas oportunidades com a idéia de restaurar na lei o delito de blasfêmia. Entretanto, o projeto havia se revelado politicamente complexo demais. Isso porque o governo de centro-esquerda, composto por um partido cristão majoritário - o CDA, liderado pelo primeiro-ministro Jan Peter Balkenende -, por protestantes rigoristas, e ainda pelo partido trabalhista PVDA, estava dividido.


Um complicado compromisso, elaborado por Ernst Hirsch Ballin, o ministro democrata-cristão da justiça, foi então negociado. Ele acabou resultando no abandono de um artigo de lei adotado em 1932, e que na origem se destinava supostamente a proteger os cristãos contra uma campanha anti-religiosa lançada pelos setores comunistas. Este dispositivo havia sido abandonado em 1968, em decorrência de um processo cujo alvo era um escritor que havia alardeado a sua atração sexual por um deus que ele comparava com um jumento.


Em contrapartida, Ernst Hirsch Ballin propôs ampliar daqui para frente o alcance da noção de discriminação, de maneira a proteger melhor as crenças religiosas. Simultaneamente, ele assegurou que os humoristas e os jornalistas não deveriam "estar com medo". "Com a exceção de Deus, ninguém tampouco poderá insultar daqui para frente Alá ou Karl Marx", ironiza um dirigente do partido ecologista GroenLinks. "Não há razão alguma que justifique que os crentes devam ser mais bem protegidos do que os não-crentes", considera, por sua vez, um porta-voz do Socialistische partij (partido da esquerda radical). A reforma tem sido igualmente uma causa de preocupação para numerosos juristas.