
Revista Galileu - Edição 209 - Dez de 2008 - Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa metamorfose ainda pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?
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Estudo comparado e abordagem interdisciplinar da história das religiões, crenças, manifestações e idéias religiosas.
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Revista Galileu - Edição 209 - Dez de 2008 - Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa metamorfose ainda pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?
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Deutsche Welle, em 28/11/2008 - Os ministros da Justiça da União Européia definiram nesta sexta-feira (28/11) penas mínimas comuns de um a três anos de prisão para crimes de motivação xenófoba ou racista.
Também aprovar em público, negar ou banalizar genocídios e crimes contra a humanidade ou de guerra será passível de penalização em caso de perturbação da ordem pública.
Os ministros da União Européia já haviam atingido um consenso sobre esse assunto em abril de 2007, quando o bloco esteve sob a presidência da Alemanha. Faltava, no entanto, a aprovação do Parlamento em sete países-membros.
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Algumas das tradições natalinas mais curiosas podem ser encontradas na Catalunha, onde a idéia de espírito de festas parece envolver algumas das funções corporais mais básicas.
Eis aquí duas passagens que não se esperaria necessariamente encontrar para um mesmo termo da Wikipédia: "o menino Jesus é Deus na forma humana" e "todo mundo defeca".
Mas se você verificar o termo, tentando obter uma explicação da tradição catalã fecal-cêntrica encarnada no boneco conhecido como el caganer, é exatamente isso que encontrará. De fato, a tradição é um elemento bastante estimado da celebração do Natal na Catalunha, apesar da suas origens algo obscuras.
Um caganer - ou "cagão" - é uma pequena figura humana agachada com as calças abaixadas (ou a saia levantada) para atender a uma necessidade natural. Eles circulam pela região desde o século 17, e podem ser encontrados com freqüência em um canto obscuro dos presépios de Natal.
Alguns dizem que, originalmente, estas figuras tornaram-se populares entre os agricultores que acreditavam - de forma bem prática - que as "oferendas" do caganer tornariam o solo rico e produtivo para o ano seguinte. De forma algo vaga, o website da Associação dos Amigos do Caganer - uma organização fundada em 1990 para comemorar a tradição do caganer, e que tem 60 membros espalhados por todo o mundo - afirma que o objetivo desses bonecos é acrescentar "uma faceta humana à representação do mistério do Natal".
A Wikipédia menciona como o caganer pode representar a "igualdade de todas as pessoas" porque "todo mundo defeca", ou que ele pode ter sido criado para reforçar a idéia de que "o menino Jesus é Deus na forma humana".
Na Catalunha, crianças pequenas ainda brincam de um jogo do tipo "Onde está Wally?" que envolve a procura do caganer no presépio de Natal. Segundo o website da Associação dos Amigos, o caganer é "colocado sob uma ponte, atrás de uma pilha de feno ou em um outro local em que fique discretamente escondido", já que seria "uma falta de respeito" colocá-lo perto do cenário da manjedoura.
O el caganer original é uma figura em madeira ou cerâmica de um camponês usando o tradicional barrete vermelho catalão com uma tarja negra (a barretina) e fumando um cigarro ou um cachimbo. Mas a popularidade da figura gerou uma expansão enorme de personagens defecadores.
Marc Alos faz parte da família que produz e vende tais bonecos desde 1992 em Girona, uma cidade que fica
Vendendo de 20 mil a 25 mil bonecos por ano, a companhia de Alos é a maior do gênero. Segundo Alos, a figura mais popular é de longe o camponês tradicional. Porém, o segundo lugar é ocupado por uma versão agachada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
Quando lhe perguntam por que ele acha que a figura de Bush é tão popular, Alos prefere dizer apenas: "As figuras mais vendidas são sempre as mais amadas ou odiadas". Alos acrescenta que, com base nos recentes números relativos às vendas, parece que o presidente eleito Barack Obama também se encaixa nessa categoria.
Alegria natalina (re)laxante
O outro elemento escatológico do tradional Natal catalão é o Tió de Nadal, que pode ser traduzido mais ou menos como "acha de lenha de Natal". Também conhecido como "Caga Tió", ou "acha de lenha cagona", esse personagem é um pedaço de lenha de
A partir de 8 de dezembro, dia da Festa da Imaculada Concepção na tradição católica, o pedaço de lenha é "alimentado" com pequenas quantidades de doces, nozes, figos e torrons - um tipo de nougat da região - todas as noites, e dorme sob um pequeno cobertor. Na véspera ou no dia de Natal, dependendo da casa, uma extremidade da acha é colocada no fogo e ordena-se ao pedaço de madeira que defeque.
Para apressar e estimular os movimentos intestinais simbólicos do pedaço de lenha, as crianças cantam músicas especiais e a espancam com pedaços de pau, gritando "caga tió!". A seguir alguém tira de sob o cobertor da acha de lenha um presente que é dividido entre o grupo.
É claro que, se ainda tiverem fome, as pessoas sempre podem ir até as confeitarias locais, que vendem doces em formato de fezes durante o período de fim de ano.
Os novos adeptos da religião vivem fora dos templos e levam vida “normal” – exceto por entoar o mesmo mantra 1.728 vezes por dia. >>> Leia mais em Revista Época, Edição 549 - 24/11/2008.
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Hare krishna versão light – página 1
Evidências genéticas negam existência de "raças humanas"; ouça especialista
O professor diz que, talvez, o indício genético mais forte contra a existência de raças é a demonstração de que mais de 90% da diversidade humana está dentro das populações, e não entre elas.
Autor: Sérgio D. J. Pena
Editora: Publifolha
Páginas: 72
Quanto: R$ 12,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da Publifolha
O Globo, Ciência, página 36, em 19/11/2008.
Um antigo monumento à alma
Primeira prova escrita da separação do corpo
John Noble Wilford
Do New York Times
Num reino montanhoso localizado no atual sul da Turquia viveu, no oitavo século antes de Cristo, Kuttamuwa, um oficial real encarregado de supervisionar as obras de um monumento de pedra a ser erguido após a sua própria morte. As palavras escolhidas para o seu epitáfio: “para a minha alma, que está neste monumento”.
Arqueólogos da Universidade de Chicago, que fizeram a descoberta no ano passado nas ruínas de uma cidade murada perto da fronteira com a Síria, sustentam que o monumento oferece a primeira evidência escrita de que as pessoas da região adotavam o conceito da alma separada do corpo. Em oposição, povos semitas da mesma época, como os israelitas, acreditavam que corpo e alma eram inseparáveis e, por isso, a cremação seria impensável, como observa a Bíblia.
Indícios circunstanciais achados no sítio sugerem que eles cremavam seus mortos no local. A descoberta e suas implicações foram descritas na semana passada em entrevistas concedidas por arqueólogos da Universidade de Chicago que participaram das escavações na Turquia.
— Normalmente, nas culturas semitas, a alma de uma pessoa, sua essência vital, adere aos ossos dos mortos — afirmou David Schloen, arqueólogo do Instituto Oriental da universidade e coordenador das escavações.
— Mas aqui temos uma cultura que acreditava que a alma não está no cadáver, mas tinha sido transferida para uma pedra mortuária.

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Programação do V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos
O Programa de Estudos Judaicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) anuncia o V ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS que se realizará em
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CAMPO GRANDE (MS) - Informamos que até 9 de fevereiro de 2009 estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalho e até 23 de março de 2009 as inscrições para os demais participantes do evento. Para os pesquisadores e público em geral que se inscrever e pagar a taxa de inscrição até o dia 15 de dezembro estaremos oferecendo um desconto. Informações, clique aqui.
Entrevista ao presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos - Por Lisztovzki Tunde - BUDAPESTE, domingo, 16 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- É de vital importância que judeus e cristãos continuem dialogando e colaborando juntos na educação das futuras gerações, na tolerância e no compromisso, afirmou o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ao finalizar o II Congresso Internacional organizado pela Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo e pela Comissão Judaica Internacional sobre Consultas Inter-Religiosas. O encontro, realizado em Budapeste (Hungria), de
Esse especial de Arquivos História Viva não apenas reúne os melhores textos publicados na revista (e também na série Grandes Religiões e Santa Filosofia) sobre o cristianismo. Mais também conta e reflete sobre uma trajetória fascinante e intrigante: como uma pequena seita judaica nascida na Palestina tornou-se a maior religião do mundo.
Sumário
Um legado de 2 mil anos
Uma visão geral da história da Igreja, desde a Antigüidade até os dias de hoje
Cronologia
Os principais acontecimentos que marcaram a Era Cristã
As origens
O contexto histórico em que viveu Jesus
As mais recentes contribuições da arqueologia para o estudo de como foi de fato a vida de Cristo na Palestina do século I
Andarilhos do Mediterrâneo
Para se impor na Gália, na Espanha e na África do Norte, a religião cristã utilizou os caminhos do Império Romano
Pedro, o primeiro missionário
A trajetória do homem que liderou os seguidores de Jesus após a morte do messias
Paulo, a humanização de Deus
A peregrinação do apóstolo pelo Império Romano para reunir os cristãos em uma só Igreja
A expansão
Constantino, o imperador dos cristãos
No ano 312, uma visão indicou ao soberano o caminho do cristianismo. Desde então, ele aplicou os preceitos da nova religião à sua vida pessoal e à gestão do Império Romano
A Europa cristianizada
Os bispos cristãos aproveitaram as instituições do Império Romano para estruturar o poder da Igreja medieval
Carlos Magno, protetor do papado
Ao refundar um império no Ocidente, o rei franco consolidou a autoridade do pontífice na Europa medieval
As quatro primeiras Cruzadas
Um resumo das campanhas cristãs que combateram o domínio muçulmano na Terra Santa
A escolástica de São Tomás de Aquino
O filósofo sistematizou o pensamento religioso na Idade Média ao fazer a releitura de pensadores clássicos
Os desafios da modernidade
A crise da Igreja antes da Reforma
No fim da Idade Média, a corrupção generalizada do clero abalou a credibilidade do catolicismo
A rebeldia de Lutero
Diante dos abusos da Igreja de Roma, o monge agostiniano se insurgiu contra a autoridade do papa em 1517
A Companhia de Jesus e a mundialização
Armada de espírito militante e disciplina militar, a ordem fundada por Inácio de Loyola no século XVI deu nova vida ao catolicismo em um momento de grave crise
A cristandade na defensiva
Diante das inovações sociais e políticas do século XIX, a Igreja recusou-se a dialogar com a modernidade
O concílio que mudou tudo
Em quatro anos, o papa João XXIII reformou quatro séculos de história eclesiástica e modernizou a Igreja
Dom Hélder Câmara a Igreja Social
A vida do padre que encarnou a Igreja pós-Vaticano II no Brasil e sua luta contra os militares

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JUDAÍSMO E GLOBALIZAÇÃO
OS 60 ANOS DO ESTADO DE ISRAEL E O ORIENTE MÉDIO
Temática sugerida:
Débora Vasti Colombani Bispo de Almeida
Dissertação de Mestrado em Ciência da Religião (PUC-SP).
Data da defesa: 02/10/2006.
Resumo: A pesquisa trata da questão das concepções de Ensino Religioso no sistema escolar público do Estado de São Paulo. O estudo aponta e analisa as concepções explícitas e implícitas que aparecem nas discussões preliminares e posteriores à Lei 10783/01 que ocorreram na Assembléia Legislativa, por ocasião da tramitação do Projeto de Lei 1036/99. Focaliza também a Deliberação CEE 16/2001 e a Indicação CEE 07/2001 e os escritos produzidos pelos mentores do Ensino Religioso escolar público para o Estado de São Paulo, contidos nos Cadernos de Ensino Religioso e nos artigos publicados na revista eletrônica REVER. Como pressuposto teórico para essas análises foram expostas as principais concepções de Ensino Religioso, a confessional, a transreligiosa e a fenomenológica. Conclui-se que o Ensino Religioso escolar público do Estado de São Paulo se apresenta como uma mescla de várias concepções conflitantes, prevalecendo a tendência de caracterizá-lo como Ensino de Religiões, privilegiando o enfoque da história, da cultura e da ética, preterindo o que a concepção transreligiosa e fenomenológica consideram fundamental, a saber, o estudo e a experiência do Transcendente.
Helvânia Ferreira Aguiar
Dissertação de Mestrado em Ciência da Religião (PUC-SP).
Data da defesa: 07/06/2006.
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo investigar a cobertura dada pela revista Superinteressante à temática religiosa e caracterizar o tipo de visão que a publicação veicula acerca da religião. A partir dos anos
As autoridades holandesas vão retirar do seu arsenal penal um artigo que sancionava a blasfêmia. Contudo, este será substituído por um dispositivo que condena a discriminação, os "insultos graves" e as declarações "inutilmente ofensivas" dirigidas a indivíduos, relativas "à sua raça, à sua orientação sexual e à sua religião". Em última instância, a reforma conduz a prever um provável aumento das restrições da liberdade de expressão, num país que já vivenciou diversos episódios tumultuados neste campo, no decorrer dos últimos anos.
Em 2004, o cineasta Theo Van Gogh foi assassinado em Amsterdã por um militante islâmico radical, por ter realizado o filme "Submission" (2004). Ele havia sido taxado de blasfemador pelo seu assassino. Ayaan Hirsi Ali, uma ex-deputada de origem somali, que foi co-roteirista do filme e que desde então vive exilada em Washington, havia sido alvo da mesma acusação. Em 2006, o caso das caricaturas dinamarquesas de Maomé teve uma repercussão particular na Holanda, onde os observadores temeram que ele desencadeasse outros atos de violência.
Censura
Há alguns meses, foi a difusão do filme anti-Islã "Fitna", do deputado populista Geert Wilders que focalizou as atenções. O governo havia mencionado então a idéia de proibir este panfleto. Na esteira deste caso, um caricaturista da imprensa havia sido preso, uma vez que alguns dos seus desenhos haviam sido considerados como "ofensivos" para com os muçulmanos. Era a primeira vez desde 1945 que uma medida de censura desta gravidade era tomada.
Movidas pela preocupação de apaziguar as relações entre os holandeses de origem e a importante comunidade muçulmana, as autoridades haviam acenado em diversas oportunidades com a idéia de restaurar na lei o delito de blasfêmia. Entretanto, o projeto havia se revelado politicamente complexo demais. Isso porque o governo de centro-esquerda, composto por um partido cristão majoritário - o CDA, liderado pelo primeiro-ministro Jan Peter Balkenende -, por protestantes rigoristas, e ainda pelo partido trabalhista PVDA, estava dividido.
Um complicado compromisso, elaborado por Ernst Hirsch Ballin, o ministro democrata-cristão da justiça, foi então negociado. Ele acabou resultando no abandono de um artigo de lei adotado em 1932, e que na origem se destinava supostamente a proteger os cristãos contra uma campanha anti-religiosa lançada pelos setores comunistas. Este dispositivo havia sido abandonado em 1968, em decorrência de um processo cujo alvo era um escritor que havia alardeado a sua atração sexual por um deus que ele comparava com um jumento.
Em contrapartida, Ernst Hirsch Ballin propôs ampliar daqui para frente o alcance da noção de discriminação, de maneira a proteger melhor as crenças religiosas. Simultaneamente, ele assegurou que os humoristas e os jornalistas não deveriam "estar com medo". "Com a exceção de Deus, ninguém tampouco poderá insultar daqui para frente Alá ou Karl Marx", ironiza um dirigente do partido ecologista GroenLinks. "Não há razão alguma que justifique que os crentes devam ser mais bem protegidos do que os não-crentes", considera, por sua vez, um porta-voz do Socialistische partij (partido da esquerda radical). A reforma tem sido igualmente uma causa de preocupação para numerosos juristas.